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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Das benesses

O Convidado deve mesmo ter achado que fez um negoção quando contratou Jailton. Quem nos acompanha sabe exatamente a implicância que temos com o rapaz em questão e que achamos mesmo que o Flor prestou um serviço ao futebol da Gávea e um desserviço a seu próprio. Coisa de pai pra filho, deve ser.

Pois que não precisou nem de mais do que um jogo pra menino Jailton mostrar que certas estávamos nós todas as vezes que descemos a lenha em sua perna-de-pau pessoa. E, sim, ele - Jaíltão, como diria o Patrão - acredita que ainda pode reclamar de seus algozes. Falae, coração:

-A arrancada do Da Silva não foi em cima de mim. Eu apenas tentei atrapalhar ele no lance, mas eu estava marcando do outro lado. Por isso, não deu tempo de fazer o desarme - analisou o jogador


Hmm, não deu tempo, sei...

Mas não é só isso, querido leitor, ele ainda manda recado ao técnico da Cabofriense:

- Quem tem boca fala o que quer. O campeonato está só começando. Quando terminar, vamos ver qual a posição que eles vão ocupar na tabela


De minha parte, só digo que o último integrante da futebol tricolete que disse algo parecido, quase rebaixou o time. Abre teu olho, Jaílton.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Chamando à razão

Prezada Nação Rubro-Negra,


Estou sem palavras para qualificar esse ato. Chateados estamos todos, mas esse tipo de postura não tem um pingo de fundamento.

E, falando numa linguagem que vocês compreendam: POUCO ME FODO para o Vasco, o Patético-PR e rebaixamento. Me importo com a vaga para a Libertadores, que deveria ter sido conquistada na última rodada, quando eles entregaram um jogo que venciam com 3 gols de diferença.

Esse comportamento de vocês rebaixa nosso Flamengo à condição de timinho. E se é pra esse tipo de agremiação que vocês curtem torcer, mudem a opção ae, porque o meu Flamengo é muito maior do que esse tipo de bárbarie.

Aliás, o Flamengo é a única coisa que importa e ele está no páreo para a Libertores. A quinqüaségima edição, inclusive. É isso que eu quero. Estar entre os maiores do Brasil e do Continente. E se o que vocês querem é acompanhar a segunda divisão, o Duque de Caxias deve estar precisando de torcida, viu? Serão bem vindos, com toda a certeza.

Se é para vandalizar a sede, que seja com um protesto pertinente ao clube. Se é para apoiar o Atlético-PR, sai ônibus para Curitiba diariamente.

No mais, aprendam mesmo a ser gente e que a torcida do Flamengo não é feita só de boçais como vocês. E, pro caso es sobra tempo livre, sempre há louça a ser lavada e terreno a ser capinado.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Lesão por Execuções Repetitivas

Aos dez dias de setembro de 2001, o Sr. Walter Feldman assinou em São Paulo a Lei Estadual 10.876 que explicita em seu Artigo 1º

É obrigatória a execução do Hino Nacional Brasileiro em todos os eventos esportivos realizados no Estado.

No meu entender, foi aí que começou o imenso desrespeito a um dos símbolos desta sofrida nação. Em cumprimento à supracitada lei, 10 minutos antes do início das partidas futebolísticas, todos são agraciados com a melodia que nos faz recordar que ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heróico o brado retumbante. Tudo seria perfeito se:

a-) os times estivessem perfilados em campo aguardando a execução do hino;
b-) os policiais que estão ali para manter a ordem no galinheiro estivessem em seus devidos postos, em posição apropriada;
c-) o trio de arbitragem já estivesse posicionado no centro do gramado;
d-) a torcida estivesse em silêncio;
e-) fosse executado de maneira decente, com um sistema de som com um mínimo de qualidade e um CD pelo menos não muito riscado.

No entanto, o que se tem visto são atos comparativos a uma cusparada na bandeira nacional. Exagero? Pode até ser, mas é assim que eu vejo.
10 minutos antes das partidas da Série A do Brasileirão, por exemplo, é quando começam as transmissões televisivas. Se você atentar ao que está acontecendo no estádio, perceberá que, enquanto os comentaristas cumprimentam os telespectadores e a propaganda come solta no centro da tela, há uma musiquinha chumbrega sendo executada ao fundo. Sim, senhoras e senhores, é o Hino Nacional Brasileiro sendo executado de um CDzinho riscado, naquele sistema de som que você reza para que não seja o seu carro sendo anunciado, porque não dá pra entender absolutamente nada, enquanto seu goleiro bate um papo com Deus, o bandeirinha aproveita pra tirar a bituca de cigarro que grudou no cravo da chuteira dele e aquela senhora no meio da torcida arremessa um amendoinzinho doce na cabeça do cidadão que a pisou enquanto subia mais um degrau.
Quantas vezes não tomamos chamadas na escola porque não respeitamos a execução do Hino? Quantas vezes nossas avós não nos mandaram ter educação? E pra quê? Pra que o nosso Hino fosse tratado como uma musiquinha de micareta sendo executada em segundo plano.
Não adianta virem dizer que "é pra fixar a letra". Que letra? Aquela que não dá pra entender? Daquela musiquinha que não dá pra ouvir porque a torcida está gritando o nome de seus jogadores? O pior é que não é só em São Paulo que esta babaquice de lei vigora. No Ceará também. Em São Paulo já existe uma proposta para que o Hino seja executado somente na primeira e na última disputa do torneio esportivo, qualquer que seja ele.
Enquanto isso, o Galvão vai continuar berrando, o lateral esquerdo vai continuar cuspindo, o moleque na arquibancada vai continuar dando um pedala no coleguinha, tudo isso ao som da doce melodia da qual deveríamos nos orgulhar.

terça-feira, 29 de julho de 2008

A insuportável relevância do ser

Lendo o globo esporte de manhã me deparo com uma série de manchetes e preciso comentá-las todas ou posso desenvolver uma doença terminal - ou morder a língua - e morrer. E ninguém aqui quer isso, não é mesmo?

Muricy: 'Vamos subir no momento certo'
Treinador diz que time ainda não está pronto para ser campeão, mas precisa passar este mês encostado nos líderes para depois crescer

Depois a galera fica cheia dos nojinhos e o pobre SPFC fica se achando injustiçado, né? Ainda não é momento, Muricy. E espero em Deus que não chegue esse ano, beijo.


Dodô, desta vez, admite ser barrado

Atacante reconhece que não está atuando bem pelo Fluminense

Qual a próxima, Dodô? Escalar o time todo? Tá dobrando de função na Avon?

Diego Tardelli reclama da sorte: 'Parece que enterraram um sapo no Maracanã'

Atacante comenta má fase dos atacantes, e afirma que os gols vão voltar

Lilaise reclama do time: TREINA FINALIZAÇÃO QUE SAPOS DESAPARECERÃO.
Blogueira comenta a falta de habilidade de seus atacantes e afirma que se houver dedicação gols voltam.

Molina: 'Meu filho imita o Kleber Pereira'

Meia conta que Alejandro, 4 anos, não se cansa de assistir aos gols do Peixe

Também, nem tem lá muito pra ver, né?

Ex-zagueiro vascaíno pede tranqüilidade ao setor defensivo
Tricampeão estadual em 92, 93 e 94, Jorge Luiz faz parte da comissão técnica de Antônio Lopes

E como ele é da comissão técnica e está pedindo calma hoje. Terça-feira. Depois de o Vasco ter feito três penaltis num tempo só de jogo. Timming é outra coisa, minha gente...

Al-Jazira, time comandado por Abel, deve desistir de Guiñazu e tentar Edinho
Inter voltou a recusar proposta dos árabes pelo volante argentino

Essa aqui é só pra dizer que eu adoro o nome desse time. Al-Jazira. Clube e rede de tv do Oriente Médio. ha ha ha ha

terça-feira, 15 de julho de 2008

Os Fashionistas

O Corinthians lançou uniforme novo por esses dias e já fez ensaios ogro-sensuais com seus jogadores, mas você acha só uma meia dúzia de fotos espalhadas por aí. Vacílissimo. Achamos tudo muito válido, Timão, mas onde está Herrera? Porque aparecer de ladinho no fundo de uma foto é muito pouco. Mesmo. Afinal, ele é um jogador importante. Merece destaque. Mais destaque. Todo o destaque do mundo, perdendo apenas para o Capitão, claro.


Herrera, ao fundo, puxa o sambão na caixinha de fósforos

Passado o furor uterino, voltemos à seriedade. Não achei os uniformes bonitos. Inclusive o cinza (ou branco, vá saber) me lembra demais pijama. Tipo aquele que o Bruno - meu goleiro - usa de quando em quando. Sério, onde foram parar os designers de moda? Porque é uma "inovação" mais bizarra do que outra. O que me transtorna é o fato de não ter nenhuma mulher heterossexual ou homossexual masculino nesse meio. Porque tivesse um só e esses shorts já tinham subido, viu?

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Festa estranha com gente esquisita

Que a transmissão futebolística brasileira é horrenda, a gente sabe. Que as entrevistas pós-jogos beiram o rídiculo, não é novidade para ninguém. Mas o fato é que eu nunca tinha tido a oportunidade de ver o que rola depois do apito final pela tv. E qual foi a minha surpresa ao me deparar com Rivaldo (Te amo, Regina!) ontem após o jogo do Cruzeiro? E imagine que ela foi potencializada pela legenda "Pentacampeão do Mundo".

Pode soar como maluquice, mas me pareceu que Rivaldo está uma espécie de ex-BBB do futebol. Do tipo que a pessoa chega e pergunta o que ele faz da vida, somente pra receber de volta que ele é Pentacampeão Mundial. E, mais importante, o que raios fazia ele dando entrevistas com Luxerlei? Gente, ele tá voltando pro Palmeiras? Mas ele já não encerrou a carreira? Afinal, quando ele foi Pentacampeão Mundial (Te amo, Regina!) já tinha bem uns 400 anos, né? Ou, pelo menos, me lembro de ele ser mais velho do que o Romário - que já está velho e aposentou; não que tenha sido digno, mas entendeu que não dá mais.

O que me deixa meio pensativa é o tipo de amigos que esse povo tem. Porque os meus amigos me avisam (ou tentam avisar) quando estou pagando mico. Será que nem Rivaldo (Te amo, Regina!) nem Romário têm amigos de verdade para, entre uma cerveja e outra, avisar que, pô, bróder, tá ficando feio, parae que tá pegando mal já. E, então, fico qualquer coisa de feliz, porque não tenho a dinheirama deles, mas noção veio de fábrica, né?

quinta-feira, 22 de maio de 2008

FOOOOOOOOOGOOOOO!!!

2º tempo, jogo empatado. Cuca chama Adriano Felício. Eu penso "ele entra, eu saio". Mas não estou sozinha no estádio, e, embora eu saiba que com o Infelício em campo o placar não muda favoravelmente, ainda há alguma esperança no meu coração. Eu grito: "AAAAAH, É ANDRE LIMA", porque é gostoso relembrar as boas esperanças que um dia já vieram do banco de reservas. Mas eis que conseguimos o gol da vitória!!!! Jorge Henrique faz "coração no ar" para a torcida, comemoramos, e eu penso que só pode ser um sonho virar um jogo com o Infelício em campo!

Saio do Engenhão com o grito que dá título a esse post. Dane-se se jogamos mal. Ganhamos, P*&#%!!
Ano passado eu me deliciei com ótimas atuações, praticamente balés em campo. Inesquecível a atuação do time no primeiro tempo da semifinal da Copa do Brasil contra o Figueirense, no Maracanã. Arrasador, metendo logo quatro gols. Vocês já sabem onde enfiaram dois desses gols e, no fim das contas, não chegamos à final (não foi comemorado, mas foi lindo). Então, se a vitória de ontem numa apresentação meia-boca valer a classificação para a final, que valha! Semana que vem não sei, mas hoje eu to comemorando!

Ainda não foi dessa vez que jogamos com 2 laterais. Triguinho (LE) não jogou. No jogo de volta não sei se ele joga, mas é certo que Alessandro (LD), suspenso, não joga. Provavelmente teremos mais uma chance para a estréia do Túlio Souza que, embora já tenha entrado em campo, não se pode dizer que tenha estreado.



A TORCIDA

Os corneteiros estão em polvorosa, querendo nos enfraquecer bradando por aí que a torcida não enche o Engenhão. Poupem-me! Nos quatro jogos da CB aqui no Rio a média é de 30 mil pagantes, num estádio com capacidade para 44 mil. E olha que jogamos até contra o desconhecido River-PI, e tivemos jogo em que as organizadas, brigadas com a diretoria, se recusaram a comparecer. Nas atuais condições, e comparando-se com outras médias por aí, o público está bom. Não está excelente? Ora, nem o time está.

O que não pode realmente é neguinho ir cornetar no estádio. É o seguinte: torcedor não pode olhar pra esse time e esperar espetáculo. Se comprou ingresso e passou perrengue pra chegar no Engenhão, é bom dar um crédito a Renato Silva, Eduardo e cia. Vaiar no 1º tempo de 4 no total quando está perdendo de 1x0 é demais. Sério. Queriam estar vencendo de muito? ALOOW, o time é limitado! Se quiserem show, melhor ficar em casa, pois não verão! Podem, sim, ver um time aguerrido capaz de virar um jogo na base da luta e, por que não?, um pouco de sorte. Então se não quiserem aplaudir, não aplaudam. Mas não atrapalhem! Concordo com o Tulio.

(não, isso não é um recado aos trouxas que vaiaram ontem, pois eles não lêem esse blog. é apenas um deabafo.)


E Ninguém Cala! FOOOOOOOOOOOOGOOOOO!!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Choro e ranger de dentes

Enquanto no Rio as vendas para o segundo jogo da final já bateram recorde com mais de 47 mil ingressos vendidos, em São Paulo o dia foi de confusão generalizada. Com pouco mais de 16 mil ingressos à venda, numa divisão estúpida e completamente injusta, muita gente que madrugou na fila em frente ao Parque Antártica voltou para casa com as mãos abanando.

Quem me conta o babado na capital paulistana é o Globo Esporte. E o dado que mais indigna o cidadão comum é saber que 5 mil ingressos são destinados a uma empresa para área vip e mais 4 milhares às organizadas - os machões que acreditam piamente que a melhor coisa de ir ao estádio é vandalizar tudo, inclusive pessoas. Pouco importa que pessoas tenham chegado à fila às 19:30 de ontem, porque marginais* e empresários ganham a prioridade no número de ingressos. Ainda mais num estádio com capacidade máxima não tão alta.


*E aqui eu faço o seguinte disclaimer: sei que nem todos os integrantes de organizadas são vândalos e sementes do mal, mas a grande maioria é. E, além do mais, a partir do momento em que o vivente se afilia a uma torcida organizada, significa que compactua com todas as ideologias que a regem. Para o bem e para o mal. E no Maravilhoso mundo de Lilaise, o povo da Flamanguaça e da Botachopp é todo fanfarrão, enquanto que nenhuma torcida com "jovem" no nome presta. Ninguém tem mais direito porque alenta, empurra e acha bonito bater no alheio.

Ronaldinho, seu tempo já passou...


Olia como eu sô "bunita"


E aí que o "fenômeno" ganhou o troféu bucha da semana, conquistado com louvor pelo Padre Voador semana passada.
Pegar puta já da merda por natureza. Pegar traveco dá mais merda ainda.

Pode ser que ele tenha sido "enganado". Talvez acreditasse que realmente eram mulheres que ele estaria pegando. Mas convenhamos, que pra dar um mole desses a pessoa tem que no mínimo estar muito alterada. Bebada, no mínimo. Mas pra pegar esses bibelôs da escrivaninha do capeta, só com drogas pesadas mesmo. O que não exclui a hipótese dele realmente estar virando o nosso Maradona.

Sério agora, eu acho foda como todo dia aparecem casos de jogadores brasileiros fazendo merda mundo afora. Falta cérebro e sobra demência. A carreira acaba (não a branca) por conta de lesões, muitas vezes ocasionadas por excesso de peso e noitadas. Aí ficam deprimidos e começam a querer cheirar até as linhas do campo. A fama acaba, o dinheiro idem e aí vão pro Esporte Espetacular da vida dar entrevista, arrependidos de terem levado a vida levianamente e pedindo uma chance pra voltar à jogar (vide Jardel dando entrevista no último domingo).

E aí, Fenômeno agora vai ser contratado pelo Flamengo? ahahahahahaahah

quarta-feira, 16 de abril de 2008

o dia em que érico veríssimo revirou no túmulo

eu não nego que sou fã do euller. acho ele um exemplo de profissional, que manda bem demais dentro de campo e dá o sangue, muitas vezes sozinho, pelo time – time que o revelou e onde ele hoje, aos 37 anos, joga com a mesma garra do início. um belo exemplo pra garotada, euller é um jogador admirável, e merece ser homenageado.

mas numa boa, um jornal que solta uma homenagem COM ESTE TÍTULO perderia todo o meu respeito, se por ele eu ainda tivesse algum...

terça-feira, 25 de março de 2008

Cmoo fas////?*

Lendo isso, me pergunto QUEM, RAIOS, É ESSE POVO. Porque, veja bem, eu concordo com Bruno e com Ibson. Mas, Souza? Quem é ele no jogo do bicho? Um encreiqueiro, abusado, marrento e que ainda não disse a que veio. Não acerta passes, não briga pela bola, perde gols que eu, de salto agulha, não perderia e ainda cria confusões desnecessárias dentro do time. Ele não merece homenagens, merece a porta da rua. E se quiserem, eu mesma o chuto pra longe com meu melhor sapato de verniz.

E a cereja do bolo é o que me diz o desavisado que escreve, lá no finzinho da matéria:

O próximo e último homenageado pela torcida rubro-negra será o atacante Souza. De acordo com os torcedores, ele incorpora o espírito de raça do torcedor flamenguista.

Para que torcedor flamenguista? Pros que vivem do dinheiro do clube? Pros que não gastam parte generosa do suado ordenado pra se espremer no Maracanã sem o mínimo conforto, como eu, o Souza é um enganador que pensa que é craque. Me mostra a que veio, que eu fico na minha e até homenageio. Mas enquanto foi um cara mediano e sem um pingo de raça, não tem homenagem minha. Não ouve meu grito no início do jogo e nem leva minha admiração.

*Intencionalmente escrito de forma incorreta.