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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Ah, se eu pudesse e meu dinheiro desse - IV
Diretoria do América-MG traças planos ousados para 2012.
Vocês chamam isso de ousado? Ousados são meus planos junto com um amigo: Yokohama 2012 (pegaquinaminhabudahbi). Até o momento, nosso cronograma está certinho.
*****
Momento do Rio
Bom, é Olimpíada ou a gente fica sem metrô. AJUDAEL, COI!
*****
Gafe corinthiana causa mal estar tricolor
Aí, a gente fala que nego paga pra vacilar e está errada. Fosse isso coisa de fã e estaríamos todas rindo e comentando que o incômodo foi que o bambi tá até com jeito de macho. Mas isso acontece numa cerimônia oficial, celebrando o aniversário do Corinthians. No meu livro, isso se chama "coisa de timinho".
*****
Manga visita Botafogo em Guaiaquil e reune 3 gerações de goleiros
Rapazz, mas eu acho que nem colocando essas gerações todas o Botafogo consegue algo de relevante esse ano, viram?
Vocês chamam isso de ousado? Ousados são meus planos junto com um amigo: Yokohama 2012 (pegaquinaminhabudahbi). Até o momento, nosso cronograma está certinho.
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Momento do Rio
Bom, é Olimpíada ou a gente fica sem metrô. AJUDAEL, COI!
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Gafe corinthiana causa mal estar tricolor
Aí, a gente fala que nego paga pra vacilar e está errada. Fosse isso coisa de fã e estaríamos todas rindo e comentando que o incômodo foi que o bambi tá até com jeito de macho. Mas isso acontece numa cerimônia oficial, celebrando o aniversário do Corinthians. No meu livro, isso se chama "coisa de timinho".
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Manga visita Botafogo em Guaiaquil e reune 3 gerações de goleiros
Rapazz, mas eu acho que nem colocando essas gerações todas o Botafogo consegue algo de relevante esse ano, viram?
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Rindo à toa
Atenção à imagem. O Fluminense está iluminando a Série B, firme e forte na lanterna do MAIOR CAMPEONATO DO MUNDO (tm qualquer canal de esporte), 24% de aproveitamento, precisando de umas 10 vitórias em 16 jogos para não pagar sua dívida para com a sociedade. Até aí OK.
O interessante mesmo é que com time tido como grande (sabe Deus por quem) nessa posição horrível, sempre começa crise, troca de técnico e de farpas pela imprensa. E isso tudo só melhora quando envolve o queridíssimo Renight. Pois que o maior brinquer* do Brasileirão anda por aí dizendo que o time do Fluminense não quer nada em campo e que não tem técnico que dê jeito. E vem dirigente falar abobrinha. E vem jogador se defender. E vai oposição criar mais conflito internamente. E nós todos ganhamos com o circo armado.
Seria uma coisa terrivel, fosse com meu time. Mas é o Fluminense. E ele deve algum tempo na segunda divisão do Brasileirão. E a gente espera que ele pague.
*Brinquer = piadista, engraçadinho
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Paixão x Fanatismo
Quem nos vê aqui falando de futebol tende a crer que somos um bando de fanáticas loucas. Uma grande mentira. Somos apaixonadas. Tem um texto de uma colabora que tenta explicar como podemos colocar um clube acima de paixões maiores como família, mas não sei se ainda tratei do assunto como gostaria. Por isso, as mal digitadas linhas a seguir. E falam apenas e exclusivamente de mim; da minha vida de apaixonada e aquelas coisas que soam até meio ébrias.
Gostar de futebol nunca foi algo que pudesse escolher. Não lembro de uma época da minha vida em que o futebol estivesse ausente. Oras, na casa pra onde fui onde nasci tinha meu avô: um flamenguista fervoroso que não perdia qualquer jogo do Flamengo ou do Brasil. Na casa de meus outros avós, a situação não era lá diferente: os dois completamente transtornados: ele americano, ela tricolor. Meus fins de semana sempre foram passados próximos a um rádio de pilha, escutando alguma transmissão. Diz a lenda familiar, que do alto dos meus 2 anos acompanhei, em 82, minha primeira Copa do Mundo. Comemorando os gols do Brasil feito gente grande.
Conforme o tempo passou e perdi uma das minhas grandes paixões: o avô americano. E veio a facilidade de cair de amores pelo Flamengo desde que tenho idade pra me lembrar. O futebol possibilitou isso, me mostrou que existe algo muito maior do que nós mesmos nesse mundo. O que jamais perecerá. Aquilo que nos mudará o humor como uma nova paixão arreebatadora, como uma perda na família. É um mundo novo e que te toma de assalto, te leva ao topo do universo e ao fundo do poço.
Não digo que dê sentido à vida, mas abre um leque imenso de possibilidades novas e, quando você se dá conta, está lá, craque da matemática, combinando resultados. Ás da vidência predizendo resultados. Um tremendo ressentido torcendo pela derrota do próximo. Tal e qual acontece quando amamos alguém de verdade: namorado, irmão, pai, filho.
Pelas braços do esporte bretão, me veio o Flamengo. Minha primeira paixão. E tal toda paixão, me decepciona, me alegra, enfim, me surpreende para o bem e para o mal. Mas não me falta. Quando tudo mais está ruim, o Flamengo vai lá, enfia uma goleada - ou ganha apertadinho - e parece que não tem mais nada de errado no meu mundo. É como encontrar o ser amado depois daquele dia em que tudo deu errado e o teu amor te sorri e te abraça e tudo fica longe. Assim são as vitórias do meu time pra mim. E suas glórias são como aqueles momentos bons de um relacionamento que a gente lembra pra sempre. E as vergonhas? Essas são aquelas brigas que esquecemos, porque assim são os amores: imperfeitamente perfeitos.
Morreríamos por nossos clubes da mesma maneira que daríamos a vida por um ente querido. Mas, da mesma forma que não criticamos os amores alheios, não transformamos os "outros" em inimigos mortais. Respeitamos a paixão deles como queremos que a nossa seja também digna de respeito e, por que não, admiração.
Somos apaixonadas e nossos clubes nos bastam. Eles estão acima de qualquer coisa que jamais entenderemos. Pois assim são as nossas maiores paixões: incompreesíveis e deliciosas. Cada uma à sua maneira.
Gostar de futebol nunca foi algo que pudesse escolher. Não lembro de uma época da minha vida em que o futebol estivesse ausente. Oras, na casa pra onde fui onde nasci tinha meu avô: um flamenguista fervoroso que não perdia qualquer jogo do Flamengo ou do Brasil. Na casa de meus outros avós, a situação não era lá diferente: os dois completamente transtornados: ele americano, ela tricolor. Meus fins de semana sempre foram passados próximos a um rádio de pilha, escutando alguma transmissão. Diz a lenda familiar, que do alto dos meus 2 anos acompanhei, em 82, minha primeira Copa do Mundo. Comemorando os gols do Brasil feito gente grande.
Conforme o tempo passou e perdi uma das minhas grandes paixões: o avô americano. E veio a facilidade de cair de amores pelo Flamengo desde que tenho idade pra me lembrar. O futebol possibilitou isso, me mostrou que existe algo muito maior do que nós mesmos nesse mundo. O que jamais perecerá. Aquilo que nos mudará o humor como uma nova paixão arreebatadora, como uma perda na família. É um mundo novo e que te toma de assalto, te leva ao topo do universo e ao fundo do poço.
Não digo que dê sentido à vida, mas abre um leque imenso de possibilidades novas e, quando você se dá conta, está lá, craque da matemática, combinando resultados. Ás da vidência predizendo resultados. Um tremendo ressentido torcendo pela derrota do próximo. Tal e qual acontece quando amamos alguém de verdade: namorado, irmão, pai, filho.
Pelas braços do esporte bretão, me veio o Flamengo. Minha primeira paixão. E tal toda paixão, me decepciona, me alegra, enfim, me surpreende para o bem e para o mal. Mas não me falta. Quando tudo mais está ruim, o Flamengo vai lá, enfia uma goleada - ou ganha apertadinho - e parece que não tem mais nada de errado no meu mundo. É como encontrar o ser amado depois daquele dia em que tudo deu errado e o teu amor te sorri e te abraça e tudo fica longe. Assim são as vitórias do meu time pra mim. E suas glórias são como aqueles momentos bons de um relacionamento que a gente lembra pra sempre. E as vergonhas? Essas são aquelas brigas que esquecemos, porque assim são os amores: imperfeitamente perfeitos.
Morreríamos por nossos clubes da mesma maneira que daríamos a vida por um ente querido. Mas, da mesma forma que não criticamos os amores alheios, não transformamos os "outros" em inimigos mortais. Respeitamos a paixão deles como queremos que a nossa seja também digna de respeito e, por que não, admiração.
Somos apaixonadas e nossos clubes nos bastam. Eles estão acima de qualquer coisa que jamais entenderemos. Pois assim são as nossas maiores paixões: incompreesíveis e deliciosas. Cada uma à sua maneira.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Pensando à frente
Vocês não sabem, mas tou naquela época em que to desistindo do Flamengo (época essa conhecida como todo pós-jogo de vergonha indescrítivel). Junto a isso, tem um amigo são-paulino que, em prol do bairrismo interioriano, decidiu abdicar do SPFC esse ano e vive me perturbando. O projeto dele é Barueri na Libertadores.
Depois do jogo de hoje, realmente acredito que o time até tenha qualquer chance de permanecer entre os primeiros colocados no Brasileirão desse ano. Não tinha acompanhado nenhum jogo deles até a noite de hoje e, olhem, é um time chato, bem arrumadinho e tem um sujeito que se amarra em romper cidadelas adversárias. Não sei que jogos vocês acompanham, mas na semana passada, só ouvi gol do tal Val Baiano. Continuando assim, vai longe.
O problema mesmo é que o Barueri tem cara, jeito e cheiro de time-empresa. E nós sabemos bem como é a trajetória de times-empresa: eles aparecem, incomodam e somem por anos,a té que alguém invista e eles voltem ao início do ciclo.
Na real, na real, só queria mesmo dizer que, de acordo com esse amigo, o Barueri é Carapicuíba na Libertadores. E de Carapicuíba, eu gosto.
Depois do jogo de hoje, realmente acredito que o time até tenha qualquer chance de permanecer entre os primeiros colocados no Brasileirão desse ano. Não tinha acompanhado nenhum jogo deles até a noite de hoje e, olhem, é um time chato, bem arrumadinho e tem um sujeito que se amarra em romper cidadelas adversárias. Não sei que jogos vocês acompanham, mas na semana passada, só ouvi gol do tal Val Baiano. Continuando assim, vai longe.
O problema mesmo é que o Barueri tem cara, jeito e cheiro de time-empresa. E nós sabemos bem como é a trajetória de times-empresa: eles aparecem, incomodam e somem por anos,a té que alguém invista e eles voltem ao início do ciclo.
Na real, na real, só queria mesmo dizer que, de acordo com esse amigo, o Barueri é Carapicuíba na Libertadores. E de Carapicuíba, eu gosto.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Dos personagens
Agora que só temos uma meia dúzia de campeonato em horários impossíveis para que pessoas de bem acompanhem, podemos elucubrar sobre aquelas personagens irritantes que nos atormentam durantes partidas.
Noronha wannabe: é aquela pessoa que sabe de tudo que há para ser sabido sobre futebol. Até pra toque de ladinho ele tem uma explicação. A real é que ele é um tremendo chato que só fala abobrinha e incomoda quem está mais ocupado prestando atenção na partida.
Ópio do povo: é aquele que diz detestar futebol, mas sempre tá no bar com a galera vendo o jogo e passa todos os minutos reclamando do quanto o futebol é alienante e que as pessoas não conversam mais e blablabla. Ele sabe qual a intenção da galera. Mas vai de qualquer jeito, só pelo prazer da perturbação. Mas, por incrível que pareça, ainda é menos chato do que o Noronha.
Namorada participativa: Ela não sabe nada de futebol, mas tá lá, com camisa e bandana et cetera e tal, pra acompanhar o bofe dela. E acompanhar o bofe significa necessariamente dar gritinhos histéricos por qualquer lance. Qualquer um. Falta na intermediária? Vozinha estridente grita PENALTI!; bola recuada pro goleiro? AAAAAAAH!; chutão zunido quase na minha casa? UUUUUH QUAAAASE. Ela só repete qualquer coisa que o namorado venha a dizer, pra pagar de antenada no esporte, mas a real é que ela preferia estar fazendo compras - ou as unhas - durante a partida.
Pirigueti: ela vai ao estádio sempre em dupla com alguma amiguinha igualmente cachorra. Roupas justas, saltão, cabelo impecável, argolas, maquiaquem, chiclete. Parece mais que está indo a boate. Fica rodando pelas torcidas, escolhendo um local mais promissor de rapazes e quando acha esse local fica posando de gatinha, fingindo que sabe os cantos e pulando só pra se mostrar faceira pros amigos. Nunca vi dar certo, mas vai saber.
A real é que qualquer desses tipos numa proximidade sufocante exige um certo auto controle. Mas a quilômetros de distancia e torcendo pra algum adversário, chega a ser engraçado, até. E você, conhece mais algum grupo incômodo?
Noronha wannabe: é aquela pessoa que sabe de tudo que há para ser sabido sobre futebol. Até pra toque de ladinho ele tem uma explicação. A real é que ele é um tremendo chato que só fala abobrinha e incomoda quem está mais ocupado prestando atenção na partida.
Ópio do povo: é aquele que diz detestar futebol, mas sempre tá no bar com a galera vendo o jogo e passa todos os minutos reclamando do quanto o futebol é alienante e que as pessoas não conversam mais e blablabla. Ele sabe qual a intenção da galera. Mas vai de qualquer jeito, só pelo prazer da perturbação. Mas, por incrível que pareça, ainda é menos chato do que o Noronha.
Namorada participativa: Ela não sabe nada de futebol, mas tá lá, com camisa e bandana et cetera e tal, pra acompanhar o bofe dela. E acompanhar o bofe significa necessariamente dar gritinhos histéricos por qualquer lance. Qualquer um. Falta na intermediária? Vozinha estridente grita PENALTI!; bola recuada pro goleiro? AAAAAAAH!; chutão zunido quase na minha casa? UUUUUH QUAAAASE. Ela só repete qualquer coisa que o namorado venha a dizer, pra pagar de antenada no esporte, mas a real é que ela preferia estar fazendo compras - ou as unhas - durante a partida.
Pirigueti: ela vai ao estádio sempre em dupla com alguma amiguinha igualmente cachorra. Roupas justas, saltão, cabelo impecável, argolas, maquiaquem, chiclete. Parece mais que está indo a boate. Fica rodando pelas torcidas, escolhendo um local mais promissor de rapazes e quando acha esse local fica posando de gatinha, fingindo que sabe os cantos e pulando só pra se mostrar faceira pros amigos. Nunca vi dar certo, mas vai saber.
A real é que qualquer desses tipos numa proximidade sufocante exige um certo auto controle. Mas a quilômetros de distancia e torcendo pra algum adversário, chega a ser engraçado, até. E você, conhece mais algum grupo incômodo?
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Sugestão de presente: Dignidade
Não tem nem uma semana que passei o pito no Senhor Meu Presidente e zoei Darth Eurico e já me surgem Horcades e Montenegro na vontade de aparecer.
Olha aqui, os senhores todos façam o favor de descer alguns posts e ler o texto que fala de vossas responsabilidades, seja como dirigentes, seja como "autoridades" associadas a clubes. Porque eu estou muito perto de perder completamente a paciência com as Vossas Senhorias.
Fica a dica: leiam o Chuteira e paguem menos micos pela vida.
Olha aqui, os senhores todos façam o favor de descer alguns posts e ler o texto que fala de vossas responsabilidades, seja como dirigentes, seja como "autoridades" associadas a clubes. Porque eu estou muito perto de perder completamente a paciência com as Vossas Senhorias.
Fica a dica: leiam o Chuteira e paguem menos micos pela vida.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Das responsabilidades ou Quem fala demais dá bom dia a cavalo
Um presidente de clube pode - e deve, acredito mesmo - ser torcedor. O que não pode, em tempo algum, é deixar o posto de presidente quando fala à imprensa. Ele deve ter consciência de que suas declarações de apaixonado pelo clube repercurtem mais amplificadas do que a voz do tocedor comum - a minha e a tua.
Como exemplo de erro galopante temos ele, o Clodovil da Gávea: Márcio Braga. Eu, Lila, aqui no Chuteira ou no bar da esquina, posso e devo dizer que acredito, que estou preparando festa de campeonato ou que o time do Vasco está inexistindo; ele, Márico, não pode. Mais do que não poder, não deve. Da mesma forma que não vou até a Gávea ensiná-lo a presidir (embora devesse, que conste), não admito que ele venha a público me ensinar como torcer.
Qualquer um que tenha lido cadernos esportivos na semana passada viu a declaração - apaixonada, mas equivocada - do Sr Braga, dizendo que a festa do Hexa já estava pronta. E o prospecto era bom: estávamos em quarto lugar, empatados em pontos com 3o colocado e a poquíssimos pontos do líder. Míseros empates nos jogos dos 3 primeiros e subiríamos posições importantíssimas. Não era impossível, não era, nem mesmo, improvável. Mas o presidente abriu a boca e colocou sangue nos olhos dos adversários e um salto agulha nos nossos.
O que aconteceu domingo no Maracanã é fruto dos ecos da desprositada fala. O Flamengo, possivelmente se achando já campeão, perdeu a vontade de viver ainda no primeiro tempo. Diante de 81 mil pessoas que se acotovelam nas arquibancadas e cadeiras azuis*, o time se entregou; talvez já crendo ter o título...
Mas o Sr Márcio Braga ainda não parou. No ínicio dessa semana, ausentou-se da culpa pela derrota e já diz desconhecer o Vasco. Como assim, o senhor não conhece o Vasco? Pois apresento-lhe eu o Clube da Colina, Dileto Presidente. O Vasco é o nosso rival. E nossos rivais têm, quase sempre, a mesma grandeza que nos cabe. Não passe vergonha diminuindo a agremiação que bate de frente conosco, para não corrermos o risco de acabar rivalizando com um Boa Vista da vida. Márcio Braga, o Vasco é um time grande. E é o nosso clássico. E é o mais bonito do mundo.
Mostre respeito, Dirigente. O mesmo que exige de seus adversários. E também pense um pouco mais antes de se portar como torcedor quando próximo a microfones. Mas, acima de tudo, estimule o elenco; não com festas de hexa, mas mostrando a eles que a torcida - aquela que fica na arquibancada, sem voz, tomando chuva e vento - merece o título, a glória e ter um sorriso que não cabe no rosto de tanta felicidade e orgulho. Orgulho de ser Rubro-Negro, Senhor Márcio Braga. Orgulho. E não a vergonha de ter um comandante tão despreparado.
*Que eu só chamo de geral.
Como exemplo de erro galopante temos ele, o Clodovil da Gávea: Márcio Braga. Eu, Lila, aqui no Chuteira ou no bar da esquina, posso e devo dizer que acredito, que estou preparando festa de campeonato ou que o time do Vasco está inexistindo; ele, Márico, não pode. Mais do que não poder, não deve. Da mesma forma que não vou até a Gávea ensiná-lo a presidir (embora devesse, que conste), não admito que ele venha a público me ensinar como torcer.
Qualquer um que tenha lido cadernos esportivos na semana passada viu a declaração - apaixonada, mas equivocada - do Sr Braga, dizendo que a festa do Hexa já estava pronta. E o prospecto era bom: estávamos em quarto lugar, empatados em pontos com 3o colocado e a poquíssimos pontos do líder. Míseros empates nos jogos dos 3 primeiros e subiríamos posições importantíssimas. Não era impossível, não era, nem mesmo, improvável. Mas o presidente abriu a boca e colocou sangue nos olhos dos adversários e um salto agulha nos nossos.
O que aconteceu domingo no Maracanã é fruto dos ecos da desprositada fala. O Flamengo, possivelmente se achando já campeão, perdeu a vontade de viver ainda no primeiro tempo. Diante de 81 mil pessoas que se acotovelam nas arquibancadas e cadeiras azuis*, o time se entregou; talvez já crendo ter o título...
Mas o Sr Márcio Braga ainda não parou. No ínicio dessa semana, ausentou-se da culpa pela derrota e já diz desconhecer o Vasco. Como assim, o senhor não conhece o Vasco? Pois apresento-lhe eu o Clube da Colina, Dileto Presidente. O Vasco é o nosso rival. E nossos rivais têm, quase sempre, a mesma grandeza que nos cabe. Não passe vergonha diminuindo a agremiação que bate de frente conosco, para não corrermos o risco de acabar rivalizando com um Boa Vista da vida. Márcio Braga, o Vasco é um time grande. E é o nosso clássico. E é o mais bonito do mundo.
Mostre respeito, Dirigente. O mesmo que exige de seus adversários. E também pense um pouco mais antes de se portar como torcedor quando próximo a microfones. Mas, acima de tudo, estimule o elenco; não com festas de hexa, mas mostrando a eles que a torcida - aquela que fica na arquibancada, sem voz, tomando chuva e vento - merece o título, a glória e ter um sorriso que não cabe no rosto de tanta felicidade e orgulho. Orgulho de ser Rubro-Negro, Senhor Márcio Braga. Orgulho. E não a vergonha de ter um comandante tão despreparado.
*Que eu só chamo de geral.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
A arte dos mascotes
O primeiro mascote de Copa do Mundo surgiu em 1966 na Inglaterra. Representado por um leão de juba branca, Willie vestia a camisa com o "asterisco" vermelho e encenava uma bela bicuda de direita.
Em 1970, foi a vez de Juanito, um gorducho mexicano de sombreiro e camisetinha curta, ser símbolo do torneio. Os alemães usaram os irmãos Tip & Tap pra representar a Copa de 74. Mais um meninote foi usado em 78 pelos argentinos, o Gauchito.
Já tinham usado bichos e gentes... O que usar então? Frutas, claro! E foi assim que em 1982, surgiu Narajito. Depois da fruta, a pimenta verde, El Pique foi o astro do México em 1986.
Hora de usar... Coisas. Assim nasceu Ciao, o boneco palito feio com bandeiras italianas e cabeça de bola de futebol.
Dando reinício ao ciclo, Striker, o cão artilheiro de 1994 mostrou todo seu garbo com as cores da bandeira norte-americana.
Como os mamíferos já tinham sido muito utilizados, chegou a vez de um pássaro em 1998, o ano da convulsão. Footix, um pica-pau (não, eu não aceito que aquilo seja um galo) que nunca me desceu muito foi o mascote francês.
Já é sabido que nossos japoneses são mais criativos que os outros, certo? Certo. Em 2002, os mascotes nipo-coreanos foram Nik, Ato e Kaz, os estranhos ETs que tinham toda uma história cheia de magia, aventura e voz de apresentador da Sessão da Tarde. Eles foram os primeiros mascotes a posarem sem uma bola de futebol.
2006, quando o primeiro mascote futebolista completaria 40 anos, a Alemanha trouxe novamente um leão como mascote. Goleo VI e Pille, a bolinha simpática, foram dos maiores fiascos comerciais da Copa. Empacados nas prateleiras das lojas, a fábrica alemã que os produzia chegou a ir para o beleléu. Os preços despencaram e nem assim os bichos eram vendidos (eu, consumista compulsiva, comprei um exemplar a 6 eurecas - contra os 39 originais).
Hoje, foi apresentado o super ultra mascote da Copa de 2010. O sulafricano Zakumi poderia ser menos estranho... Mas não é! Um leopardo amarelo com manchas marrons no formato dos gomos de uma bola de futebol (não aqueles gomos que parecem um bumerangue... mas aqueles em formato de pentágono) é simpático e possui uma exótica juba. Praticamente um emo da savana, Zakumi não é um leão, asseguram os africanos.
Será que este pseudo-leão emo carregará consigo a maldição da juba e também empacará nas prateleiras como o Goleo? Eu acho que sim, porque o Goleo, pelo menos, era mais bonitinho.

Zakumi, emo da savana
Em 1970, foi a vez de Juanito, um gorducho mexicano de sombreiro e camisetinha curta, ser símbolo do torneio. Os alemães usaram os irmãos Tip & Tap pra representar a Copa de 74. Mais um meninote foi usado em 78 pelos argentinos, o Gauchito.
Já tinham usado bichos e gentes... O que usar então? Frutas, claro! E foi assim que em 1982, surgiu Narajito. Depois da fruta, a pimenta verde, El Pique foi o astro do México em 1986.
Hora de usar... Coisas. Assim nasceu Ciao, o boneco palito feio com bandeiras italianas e cabeça de bola de futebol.
Dando reinício ao ciclo, Striker, o cão artilheiro de 1994 mostrou todo seu garbo com as cores da bandeira norte-americana.
Como os mamíferos já tinham sido muito utilizados, chegou a vez de um pássaro em 1998, o ano da convulsão. Footix, um pica-pau (não, eu não aceito que aquilo seja um galo) que nunca me desceu muito foi o mascote francês.
Já é sabido que nossos japoneses são mais criativos que os outros, certo? Certo. Em 2002, os mascotes nipo-coreanos foram Nik, Ato e Kaz, os estranhos ETs que tinham toda uma história cheia de magia, aventura e voz de apresentador da Sessão da Tarde. Eles foram os primeiros mascotes a posarem sem uma bola de futebol.
2006, quando o primeiro mascote futebolista completaria 40 anos, a Alemanha trouxe novamente um leão como mascote. Goleo VI e Pille, a bolinha simpática, foram dos maiores fiascos comerciais da Copa. Empacados nas prateleiras das lojas, a fábrica alemã que os produzia chegou a ir para o beleléu. Os preços despencaram e nem assim os bichos eram vendidos (eu, consumista compulsiva, comprei um exemplar a 6 eurecas - contra os 39 originais).
Hoje, foi apresentado o super ultra mascote da Copa de 2010. O sulafricano Zakumi poderia ser menos estranho... Mas não é! Um leopardo amarelo com manchas marrons no formato dos gomos de uma bola de futebol (não aqueles gomos que parecem um bumerangue... mas aqueles em formato de pentágono) é simpático e possui uma exótica juba. Praticamente um emo da savana, Zakumi não é um leão, asseguram os africanos.
Será que este pseudo-leão emo carregará consigo a maldição da juba e também empacará nas prateleiras como o Goleo? Eu acho que sim, porque o Goleo, pelo menos, era mais bonitinho.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Minha jangada vai sair pro sair pro mar
Há algum tempo temos acompanhado a tristeza na qual se encontra o Vasco da Gama. Lá na zona de degola, crises internas, elenco remendado e praticando o surrealismo como se não houvesse amanhã. O time - completamente desencontrado em campo - e a diretoria, fora dele, vão carregando o clube colina abaixo.
É uma pena que um time tão grande e de tamanha tradição se veja completamente dilacerado devido a má administração de anos. Sim, na minha opinião, o Vasco agora colhe os frutos da Era Eurico - um sujeito que dispensa apresentações exatamente por ter usado o clube para as mais variadas formas de auto-promoção pessoal. O amigo do blógue e vascaíno, Gustavo Pessôa fala melhor disso lá no blogue dele e eu copio aqui:
Como qualquer clube que se preze, agora demitiram o técnico e trouxeram de volta o Renato Gaúcho. Logo quem. O moço que é incapaz de dividir qualquer coisa: as vitórias são frutos do trabalho dele e as derrotas corpo mole dos jogadores. De acordo com o ge.com, Bob Dynamite estava dividido entre Renê Simões, PC Gusmão e Renight, mas, a pedido de alguns jogadores - Leandro Imoral entre eles - trouxe o ex-jogador e putanheiro de volta.
Eu, Lila, acredito que, em algum momento, o Renato será um dos grandes nomes dos bancos, mas ele ainda precisa andar muito e não seria o momento de o Vasco resolver transformá-lo no Joel da nova geração. Pelo contrário, a Cruz de Malta precisa de alguém com experiência e qualquer coisa de pulso firme pra colocar aqueles rapazes lá jogando bola. Porque seria de uma tristeza ímpar comemorar 10 anos da maior conquista caindo pra segundona. E mais triste ainda que aconteça logo quando o clube conseguiu se livrar da maior das desgraças já ocorridas em sua história.
Daqui, torcemos para que se recuperem e ponham fim ao estorvo causado por anos de uma gestão completamente equivocada.
É uma pena que um time tão grande e de tamanha tradição se veja completamente dilacerado devido a má administração de anos. Sim, na minha opinião, o Vasco agora colhe os frutos da Era Eurico - um sujeito que dispensa apresentações exatamente por ter usado o clube para as mais variadas formas de auto-promoção pessoal. O amigo do blógue e vascaíno, Gustavo Pessôa fala melhor disso lá no blogue dele e eu copio aqui:
A turminha do Dinamite transformou o clube numa anarquia, fica o fantoche lá na social e os outros dirigentes mandando e desmandando, até o fantoche ver e querer desmandar. A turminha do Eurico fica tentando botar "água no chopp" do Dinamite. Eles devem olhar o clube como algo maior que qualquer cargo, eles estão mexendo com a paixão das pessoas.
Nem o Vasco e nem nenhum clube pode ter esse tipo de briga, é hora de todos se juntarem e brigarem pelo Vasco. Não o Vasco da turma do Roberto nem da turma do Eurico. O Vasco do Gustavo.
Como qualquer clube que se preze, agora demitiram o técnico e trouxeram de volta o Renato Gaúcho. Logo quem. O moço que é incapaz de dividir qualquer coisa: as vitórias são frutos do trabalho dele e as derrotas corpo mole dos jogadores. De acordo com o ge.com, Bob Dynamite estava dividido entre Renê Simões, PC Gusmão e Renight, mas, a pedido de alguns jogadores - Leandro Imoral entre eles - trouxe o ex-jogador e putanheiro de volta.
Eu, Lila, acredito que, em algum momento, o Renato será um dos grandes nomes dos bancos, mas ele ainda precisa andar muito e não seria o momento de o Vasco resolver transformá-lo no Joel da nova geração. Pelo contrário, a Cruz de Malta precisa de alguém com experiência e qualquer coisa de pulso firme pra colocar aqueles rapazes lá jogando bola. Porque seria de uma tristeza ímpar comemorar 10 anos da maior conquista caindo pra segundona. E mais triste ainda que aconteça logo quando o clube conseguiu se livrar da maior das desgraças já ocorridas em sua história.
Daqui, torcemos para que se recuperem e ponham fim ao estorvo causado por anos de uma gestão completamente equivocada.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Chamando à razão
Se fosse fazer uma lista das coisas que fazem menos sentido nesse mundo, o ranking da FIFA ficaria entre os 10 primeiros, junto com matemática, física e escanteio curto.
Sinceramente, me é extremamente custoso acreditar que a Croácia seja mais seleção do que Brasil, Argentina e Portugal. Na mesma medida que é complicadíssimo achar que a Espanha - conhecida como La Furia porque a galera está sempre meio boladona de não ganhar nada - seja a melhor seleção do mundo porque ganhou uma Eurocopa. É forçar a amizade, gente boa. E é mais complicado ainda aceitar que um bi-campeão olímpico e mundial esteja em SEXTO lugar nessa lista. E, mais ainda, que seleções com 3, 4 e 5 títulos mundiais estejam atrás de uma cujo melhor resultado em Copas do Mundo seja um quarto lugar há mais de 50 anos.
Vejam bem, não é uma questão de dor de cotovelo por não encabeçar a lista. É mais uma questão de procurar sentido nesse sistema de pontuação. Simplesmente, não me entra na cabeça que uma seleção que apareceu outro dia tenha mais relevância do Brasil e Argentina. A Croácia vem crescendo? Acredito que sim, mas daí a compararmos com a grandeza dos 2 maiores das Américas é meio que abusar da boa vontade do mundo todo.
Por isso, Dona FIFA, pergunto à senhora: qual é o critério de avaliação do teu ranking? Porque dizer que a Croácia - que não existia até 1990 e pouco - é maior do que Brasil e Argentina é mais ou menos como dizer que o Boa Vista é maior do que o Flamengo. Não faz sentido. Não pra mim.
Sinceramente, me é extremamente custoso acreditar que a Croácia seja mais seleção do que Brasil, Argentina e Portugal. Na mesma medida que é complicadíssimo achar que a Espanha - conhecida como La Furia porque a galera está sempre meio boladona de não ganhar nada - seja a melhor seleção do mundo porque ganhou uma Eurocopa. É forçar a amizade, gente boa. E é mais complicado ainda aceitar que um bi-campeão olímpico e mundial esteja em SEXTO lugar nessa lista. E, mais ainda, que seleções com 3, 4 e 5 títulos mundiais estejam atrás de uma cujo melhor resultado em Copas do Mundo seja um quarto lugar há mais de 50 anos.
Vejam bem, não é uma questão de dor de cotovelo por não encabeçar a lista. É mais uma questão de procurar sentido nesse sistema de pontuação. Simplesmente, não me entra na cabeça que uma seleção que apareceu outro dia tenha mais relevância do Brasil e Argentina. A Croácia vem crescendo? Acredito que sim, mas daí a compararmos com a grandeza dos 2 maiores das Américas é meio que abusar da boa vontade do mundo todo.
Por isso, Dona FIFA, pergunto à senhora: qual é o critério de avaliação do teu ranking? Porque dizer que a Croácia - que não existia até 1990 e pouco - é maior do que Brasil e Argentina é mais ou menos como dizer que o Boa Vista é maior do que o Flamengo. Não faz sentido. Não pra mim.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Atrasado, mas de coração

No último dia 21, foi aniversário do Vasco e acho justo vir aqui prestar uma homenagem qualquer aquele que - no maravilhoso mundo de Lilaise - é o grande rival do Flamengo. É digno que se valorizem os confrontos regionais e que se mantenha a rivalidade saudável entre torcedores do mesmo estado. Afinal de contas, qual a graça de ganhar com um gol do Jaílton (vejam bem, J-A-Í-L-T-O-N), se não há alguém para aloprar. Nenhuma, não é mesmo?
Bem, o que importa é que meus votos para o Vasco são os melhores. De que se livre do encosto do mafioso de araque e volte a ser um grande e temido time. Mas sempre fazendo alguma graça, porque também precisamos rir também, né.
Não sei nada da história do time da Colina, mas acho justo não deixar passar em branco o 110° aniversário de um clube tão grande e importante. Mas, se algum vascaíno - ou alguma vascapina , já que a nossa anda sem tempo até pra respirar - quiser colaborar com algum texto sobre o clube, estamos aí. E, mesmo atrasado, parabéns, Vasco da Gama.
*Foto dignamente surrupiada do banco de imagens oficial do Vasco da Gama
P.S.: Acabei de ler que hoje completam-se 10 anos que o Vasco conquistou a Liberators. Mas quanta coincidência, minha gente...
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Estimado elenco rubro-negro
Depois dos últimos jogos, resolvi escrever essa carta porque meu coração está aos pandarecos. Pensei com meus botões e decidi que não me mataria ou me faria qualquer tipo de mal se escrevesse a vocês. Às veze,s uma nova perspectiva da atuação do time, com dicas de otimização do processo futebolístico ajude a todos nós. Porque está difícil.
- Além dos treinos físicos e táticos, é bom também fazer coletivos. Especialmente misturando todos os jogadores. Além dos coletivos, saiam mais juntos. Façam churrascos, visitem-se, criem laçoes de amizades. Porque essa coisa de parecer que juntou-se um bando de desconhecidos ao acaso. E isso não é bom.
- Tentem outros esportes nos momentos de lazer. Volei, handebol, basquete, badminton, curling, sei lá. Mas, por favor, recuperem a alegria de jogar futebol. Tentem lembrar das peladas da infância, quando o gol era um par de chinelos e a bola não era tão cheia de frescuras e usem aquele sentimento pra jogar hoje. Há 20 anos atrás, o futebol era só festa para vocês e marcar gol era a maior das alegrias; peguem isso de volta e dividam conosco essa alegria.
- Dinheiro é maravilhoso, claro. Adoramos muito, todos. É importante pra vocês, sabemos. Feliz, ou infelizmente, o trabalho de vocês é diferente do meu, do das meninas do blog, dos leitores; por isso mesmo, ter um estouro de 43 milhões de vozes em uníssono, sincero e extasiado agradecimento deveria valer mais do petrodólares. Não enche barriga, mas deve ter lá sua importância mais de 80 mil vozes gritando teu nome, misturando reconhecimento e esperança. Isso sozinho, deveria motivar vocês a não desapontar todos esses e mais tantos espalhados pelo mundo torcendo pelo sucesso de vocês dentro das quatro linhas.
- Acima de tudo, conheçam e entendam o Flamengo. Saibam que não é só um clube ou uma instituição e, por isso mesmo, não tem torcedores. O Flamengo é nosso primeiro e último amor; é nossa religião; a paixão mais avassaladora; é o poder que nos levanta e a força que nos faz cair*. E, assim, eu e mais 43 milhões somos mais do torcedores, mais do admiradores: somos apaixonados cegos que enfrentamos o mundo para defender nosso amor; fosse o Flamengo numa expedição intergalática para jogar e levaria consigo nossos corações. Seguimos encantados com o Flamengo cada vez mais e mais, mesmo quando perde, mesmo quando quase cai; sempre ameaçando desistir, mas nunca deixando de lado quando o time - vocês - entram em campo e nosso coração bate no compasso do bumbo, com o grito entalado na garganta, só esperando para sair, num êxtase que quase chega a ser transe. O gol é o nosso nirvana pessoal, nosso momento de iluminação, nossa santidade. Levem isso em consideração quando amorcegarem, entregarem ou só fizerem corpo mole: vocês não estão num time, é o Flamengo e é mais do que somente um emprego.
Não maltratem mais nossos corações. Acreditamos em vocês, sempre acreditaremos, mas nos desapontem, ou toda a nossa mágoa explodirá como o ódio de Marimar. E ninguém quer isso.
Sem mais, me despeço, desejando que todos reencontrem o prazer em jogar futebol e, principalmente, o de comemorar um gol.
*Saldöza Viúva Porcina...
- Além dos treinos físicos e táticos, é bom também fazer coletivos. Especialmente misturando todos os jogadores. Além dos coletivos, saiam mais juntos. Façam churrascos, visitem-se, criem laçoes de amizades. Porque essa coisa de parecer que juntou-se um bando de desconhecidos ao acaso. E isso não é bom.
- Tentem outros esportes nos momentos de lazer. Volei, handebol, basquete, badminton, curling, sei lá. Mas, por favor, recuperem a alegria de jogar futebol. Tentem lembrar das peladas da infância, quando o gol era um par de chinelos e a bola não era tão cheia de frescuras e usem aquele sentimento pra jogar hoje. Há 20 anos atrás, o futebol era só festa para vocês e marcar gol era a maior das alegrias; peguem isso de volta e dividam conosco essa alegria.
- Dinheiro é maravilhoso, claro. Adoramos muito, todos. É importante pra vocês, sabemos. Feliz, ou infelizmente, o trabalho de vocês é diferente do meu, do das meninas do blog, dos leitores; por isso mesmo, ter um estouro de 43 milhões de vozes em uníssono, sincero e extasiado agradecimento deveria valer mais do petrodólares. Não enche barriga, mas deve ter lá sua importância mais de 80 mil vozes gritando teu nome, misturando reconhecimento e esperança. Isso sozinho, deveria motivar vocês a não desapontar todos esses e mais tantos espalhados pelo mundo torcendo pelo sucesso de vocês dentro das quatro linhas.
- Acima de tudo, conheçam e entendam o Flamengo. Saibam que não é só um clube ou uma instituição e, por isso mesmo, não tem torcedores. O Flamengo é nosso primeiro e último amor; é nossa religião; a paixão mais avassaladora; é o poder que nos levanta e a força que nos faz cair*. E, assim, eu e mais 43 milhões somos mais do torcedores, mais do admiradores: somos apaixonados cegos que enfrentamos o mundo para defender nosso amor; fosse o Flamengo numa expedição intergalática para jogar e levaria consigo nossos corações. Seguimos encantados com o Flamengo cada vez mais e mais, mesmo quando perde, mesmo quando quase cai; sempre ameaçando desistir, mas nunca deixando de lado quando o time - vocês - entram em campo e nosso coração bate no compasso do bumbo, com o grito entalado na garganta, só esperando para sair, num êxtase que quase chega a ser transe. O gol é o nosso nirvana pessoal, nosso momento de iluminação, nossa santidade. Levem isso em consideração quando amorcegarem, entregarem ou só fizerem corpo mole: vocês não estão num time, é o Flamengo e é mais do que somente um emprego.
Não maltratem mais nossos corações. Acreditamos em vocês, sempre acreditaremos, mas nos desapontem, ou toda a nossa mágoa explodirá como o ódio de Marimar. E ninguém quer isso.
Sem mais, me despeço, desejando que todos reencontrem o prazer em jogar futebol e, principalmente, o de comemorar um gol.
*Saldöza Viúva Porcina...
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Valha-me, Zeus
Essa semana começa mais uma Olimpíada. Particularmente, não suporto o tal espírito olímpico que se apossa das pessoas, elevando todas a categoria de especialistas em esportes dos quais nunca se tinha ouvido falar. Não me entenda, mal, eu gosto de esportes, de uns mais do que de outros, claro. Adoro o espetáculo de abertura. Em 92, perdi uma tarde vendo a abertura de Barcelona. e sou fã confessa do Kobi (Cobi? Aquele cachorrinho que foi mascote, sabe?).
Agora, quanto a essa que inicia dia 8/8/8, meu único sentimento é a preguiça. Começando pelo nome da cidade. Gente, é PEQUIM. Toda a minha geração (e todas antes e umas muitas depois), aprendeu que o nome da cidade é Pequim. Beijin é miguxismo. Se falam Nova Iorque, Florença, Londres, Hamburgo e Saigon, vamos falar Pequim que a linguinha não vai cair.
Depois disso vêm as milhões de esperanças de medalhas. Pela forma que a imprensa anuncia, o Brasil só não vai ganhar o que não disputar. Gente, mais realidade e menos ufanismo. Que investimento se tem em esporte aqui pra, da noite pro dia, ser a última coca-cola gelada do deserto? Bom senso, tá?
E refletindo sobre tudo isso, não é eu não goste de Olimpíada, eu não gosto mesmo é dos especialistas. Porque não tem nada mais absurdo do que gente discutindo BADMINTON e CANOAGEM SLALON no coletivo às 7 da manhã. Se ainda fosse Curling - que é, basicamente, varrer chão - vá lá, de varrer chão a galera que pega busão nesse horário entende (eu inclusa), mas se o saibro é melhor do que grama, não, né?
Agora, quanto a essa que inicia dia 8/8/8, meu único sentimento é a preguiça. Começando pelo nome da cidade. Gente, é PEQUIM. Toda a minha geração (e todas antes e umas muitas depois), aprendeu que o nome da cidade é Pequim. Beijin é miguxismo. Se falam Nova Iorque, Florença, Londres, Hamburgo e Saigon, vamos falar Pequim que a linguinha não vai cair.
Depois disso vêm as milhões de esperanças de medalhas. Pela forma que a imprensa anuncia, o Brasil só não vai ganhar o que não disputar. Gente, mais realidade e menos ufanismo. Que investimento se tem em esporte aqui pra, da noite pro dia, ser a última coca-cola gelada do deserto? Bom senso, tá?
E refletindo sobre tudo isso, não é eu não goste de Olimpíada, eu não gosto mesmo é dos especialistas. Porque não tem nada mais absurdo do que gente discutindo BADMINTON e CANOAGEM SLALON no coletivo às 7 da manhã. Se ainda fosse Curling - que é, basicamente, varrer chão - vá lá, de varrer chão a galera que pega busão nesse horário entende (eu inclusa), mas se o saibro é melhor do que grama, não, né?
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Jogando dinheiro fora
Os clubes brasileiros, em sua maioria, são burros. Alguns tentam melhorar, mas a dura e triste realidade é que todos desperdiçam uma grana violenta por razões desconhecidas. Clubes como Flamengo e Corinthians jogam milhões e milhões de dinheiro fora simplesmente porque querem. Porque, realmente, me custa crer que ninguém, além dos meus amigos, perceba todo o potencial gerador de dinheiro de um clube grande de futebol.
Garanto que a maioria dos torcedores nem sabia o tanto de coisa que seu time licencia. Eu mesma não sabia até, num dia de tédio, revirar o site da Fla Boutique de cabeça pra baixo. Isso me empurrou a fazer o mesmo em outros sites de clubes para perceber que tem muita coisa de time. De camisa oficial a utilidades de cozinha, existe uma infinidade de itens aos quais a maioria dos apaixonados não têm acesso. E fica a pergunta: por que ao invés de fazer parceria com o Youtube, o Flamengo, por exemplo, não faz uma parceria com uma grande loja de departamentos e espalha stands pelo país? Não é nenhuma idéia incrivelmente genial, muito pelo contrário é o óbvio. E isso serve pra, bem, todos os clubes do país. É uma fonte de renda alternativa com um grande potencial de sucesso.
Mas não, o negócio mesmo é colocar videozinho em página dedicada no youtube. Aliás, o que esperar mesmo de um clube que nem e-mail responde, não é mesmo?
Garanto que a maioria dos torcedores nem sabia o tanto de coisa que seu time licencia. Eu mesma não sabia até, num dia de tédio, revirar o site da Fla Boutique de cabeça pra baixo. Isso me empurrou a fazer o mesmo em outros sites de clubes para perceber que tem muita coisa de time. De camisa oficial a utilidades de cozinha, existe uma infinidade de itens aos quais a maioria dos apaixonados não têm acesso. E fica a pergunta: por que ao invés de fazer parceria com o Youtube, o Flamengo, por exemplo, não faz uma parceria com uma grande loja de departamentos e espalha stands pelo país? Não é nenhuma idéia incrivelmente genial, muito pelo contrário é o óbvio. E isso serve pra, bem, todos os clubes do país. É uma fonte de renda alternativa com um grande potencial de sucesso.
Mas não, o negócio mesmo é colocar videozinho em página dedicada no youtube. Aliás, o que esperar mesmo de um clube que nem e-mail responde, não é mesmo?
terça-feira, 29 de julho de 2008
A insuportável relevância do ser
Lendo o globo esporte de manhã me deparo com uma série de manchetes e preciso comentá-las todas ou posso desenvolver uma doença terminal - ou morder a língua - e morrer. E ninguém aqui quer isso, não é mesmo?
Muricy: 'Vamos subir no momento certo'
Treinador diz que time ainda não está pronto para ser campeão, mas precisa passar este mês encostado nos líderes para depois crescer
Depois a galera fica cheia dos nojinhos e o pobre SPFC fica se achando injustiçado, né? Ainda não é momento, Muricy. E espero em Deus que não chegue esse ano, beijo.
Dodô, desta vez, admite ser barrado
Atacante reconhece que não está atuando bem pelo Fluminense
Qual a próxima, Dodô? Escalar o time todo? Tá dobrando de função na Avon?
Diego Tardelli reclama da sorte: 'Parece que enterraram um sapo no Maracanã'
Atacante comenta má fase dos atacantes, e afirma que os gols vão voltar
Lilaise reclama do time: TREINA FINALIZAÇÃO QUE SAPOS DESAPARECERÃO.
Blogueira comenta a falta de habilidade de seus atacantes e afirma que se houver dedicação gols voltam.
Molina: 'Meu filho imita o Kleber Pereira'
Meia conta que Alejandro, 4 anos, não se cansa de assistir aos gols do Peixe
Também, nem tem lá muito pra ver, né?
Ex-zagueiro vascaíno pede tranqüilidade ao setor defensivo
Tricampeão estadual em 92, 93 e 94, Jorge Luiz faz parte da comissão técnica de Antônio Lopes
E como ele é da comissão técnica e está pedindo calma hoje. Terça-feira. Depois de o Vasco ter feito três penaltis num tempo só de jogo. Timming é outra coisa, minha gente...
Al-Jazira, time comandado por Abel, deve desistir de Guiñazu e tentar Edinho
Inter voltou a recusar proposta dos árabes pelo volante argentino
Essa aqui é só pra dizer que eu adoro o nome desse time. Al-Jazira. Clube e rede de tv do Oriente Médio. ha ha ha ha
Muricy: 'Vamos subir no momento certo'
Treinador diz que time ainda não está pronto para ser campeão, mas precisa passar este mês encostado nos líderes para depois crescer
Depois a galera fica cheia dos nojinhos e o pobre SPFC fica se achando injustiçado, né? Ainda não é momento, Muricy. E espero em Deus que não chegue esse ano, beijo.
Dodô, desta vez, admite ser barrado
Atacante reconhece que não está atuando bem pelo Fluminense
Qual a próxima, Dodô? Escalar o time todo? Tá dobrando de função na Avon?
Diego Tardelli reclama da sorte: 'Parece que enterraram um sapo no Maracanã'
Atacante comenta má fase dos atacantes, e afirma que os gols vão voltar
Lilaise reclama do time: TREINA FINALIZAÇÃO QUE SAPOS DESAPARECERÃO.
Blogueira comenta a falta de habilidade de seus atacantes e afirma que se houver dedicação gols voltam.
Molina: 'Meu filho imita o Kleber Pereira'
Meia conta que Alejandro, 4 anos, não se cansa de assistir aos gols do Peixe
Também, nem tem lá muito pra ver, né?
Ex-zagueiro vascaíno pede tranqüilidade ao setor defensivo
Tricampeão estadual em 92, 93 e 94, Jorge Luiz faz parte da comissão técnica de Antônio Lopes
E como ele é da comissão técnica e está pedindo calma hoje. Terça-feira. Depois de o Vasco ter feito três penaltis num tempo só de jogo. Timming é outra coisa, minha gente...
Al-Jazira, time comandado por Abel, deve desistir de Guiñazu e tentar Edinho
Inter voltou a recusar proposta dos árabes pelo volante argentino
Essa aqui é só pra dizer que eu adoro o nome desse time. Al-Jazira. Clube e rede de tv do Oriente Médio. ha ha ha ha
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Dramático (?!)
Mais uma rodada no maior e mais sem-graça campeonato do Universo Conhecido. Estamos na 15a rodada e pouca coisa definida. Mas a emoção não apareceu ainda, seja porque está a maior parte dos times uma dragraceira pelada; seja porque ponto corrido é um sistema muito do mequetrefe.
Não sou louca a ponto de dizer que não é o sistema mais justo, porque é. Ponto-corrido premia o time mais regular durante a temporada e pune os que não fizeram nada de decente - tipo o Ipatinga, que, sabemos todos, está rebaixado, mas deu um chega pra lá no Inter que ninguém entendeu direito. Portanto, é justo o sistema utilizado atualmente, iria até além, dizendo que são bastante corretas as formas de punição e premiação.
Mas isso não impede, de forma nenhuma, que o sistema seja sem-graça. Perdemos as emoções do mata-mata. E nós somos um povo do mata-mata. Está lá, no DNA sul-americano-latino-preto-pobre-suburbano-brasileiro-que-nunca-desiste, a paixão pelo drama, pelo que é sofrido, pelo que custa ser conquistado. A vitória nos vem mais doce quando brigamos de verdade por ela. Um exemplo? Copas de 94 e 2002; nós lembramos mais e melhor de 94, porque foi suado, tudo era mais difícil e a gente foi lá e trouxe o troféu na raça. A gente odeia perder - e nem sabe perder com dignidade, vide a zaga do Vasco fazendo 3 penais no primeiro tempo do jogo com o Santos - mas adora ganhar quando tudo está contra. Por isso, o mata-mata é tão gostoso.
Num mundo ideal, teríamos algum sistema com mata-mata e pontos corridos, alegrando a gregos e troianos, gremistas e palmeirenses, flamenguistas e botafoguenses; atleticanos do paraná e torcedores do figueirense (que ficaram no empate esse fim de semana). Que coloque os pó-de-arroz em seu devido lugar, como Cruzeiro fez esse fim de semana ao vencer com 3x1 pleno Maracanã; que agrade Coritiba, Sport, Galo e São Paulo, os vencedores da rodada e que também consele aqueles que perderam seus jogos.
Porque enquanto não inventarem um imposto, sonhar ainda é de graça, não?
Não sou louca a ponto de dizer que não é o sistema mais justo, porque é. Ponto-corrido premia o time mais regular durante a temporada e pune os que não fizeram nada de decente - tipo o Ipatinga, que, sabemos todos, está rebaixado, mas deu um chega pra lá no Inter que ninguém entendeu direito. Portanto, é justo o sistema utilizado atualmente, iria até além, dizendo que são bastante corretas as formas de punição e premiação.
Mas isso não impede, de forma nenhuma, que o sistema seja sem-graça. Perdemos as emoções do mata-mata. E nós somos um povo do mata-mata. Está lá, no DNA sul-americano-latino-preto-pobre-suburbano-brasileiro-que-nunca-desiste, a paixão pelo drama, pelo que é sofrido, pelo que custa ser conquistado. A vitória nos vem mais doce quando brigamos de verdade por ela. Um exemplo? Copas de 94 e 2002; nós lembramos mais e melhor de 94, porque foi suado, tudo era mais difícil e a gente foi lá e trouxe o troféu na raça. A gente odeia perder - e nem sabe perder com dignidade, vide a zaga do Vasco fazendo 3 penais no primeiro tempo do jogo com o Santos - mas adora ganhar quando tudo está contra. Por isso, o mata-mata é tão gostoso.
Num mundo ideal, teríamos algum sistema com mata-mata e pontos corridos, alegrando a gregos e troianos, gremistas e palmeirenses, flamenguistas e botafoguenses; atleticanos do paraná e torcedores do figueirense (que ficaram no empate esse fim de semana). Que coloque os pó-de-arroz em seu devido lugar, como Cruzeiro fez esse fim de semana ao vencer com 3x1 pleno Maracanã; que agrade Coritiba, Sport, Galo e São Paulo, os vencedores da rodada e que também consele aqueles que perderam seus jogos.
Porque enquanto não inventarem um imposto, sonhar ainda é de graça, não?
terça-feira, 8 de julho de 2008
Avenida Borges de Medeiros,997
Uma coisa que me impressiona nessa era de "informações rápidas" é a quantidade de abobrinha que somos obrigados a ler no noticiário esportivo. Todo segundo existe uma informação de suma relevância como, por exemplo, Lateral direito espirra três vezes e se torna preocupação no jogo da próxima rodada. As "bombas" estão cada vez mais banais e até entediantes. Confesso que tenho evitado acompanhar por pura preguiça de tanta falta de noção.
Mas não é sobre isso que quero falar. Lendo as coisas hoje pela manhã, me deparo com a seguinte declaração de Kleberson:
Surpresa na Libertadores? Vem cá, amiguinho, você viu o mesmo jogo que eu? Ou a surpresa era ter outro time em campo? Sério, Kleberson, vem aqui e me conta que surpresa foi essa que vocês tiveram contra o Amex que ainda não entendi...
Mas ele continua:
Se? SE?! Olha só, Kleberson, deixa eu te contar um segredo: faz tempo que o Brasileirão anda nivelado por baixo, infelizmente. Muitos motivos que não vou explicar agora, mas está. Não existe "se conseguirmos manter". O que tem que acontecer é: "vamos entrar em campo pra passar por cima de geral, devemos isso à torcida". Esse deveria ser o pensamento na Gávea. E, para não dizerem que só critico, ele segue:
Finalmente uma declaração acertada, einhô. Concordo, como já demonstrei ali acima. Mas como nada é perfeito, ele estraga tudo na mesma declaração:
Só eu lembro que não foi "arrancada" coisa nenhuma? Que ano passado teve o PAN e o Flamengo ficou com uns, sei lá, 5 jogos atrasados? Ok, acredito em arrancadas e tropeços, futebol caixinha de surpresas, mas, gente, não se pode usar como exemplo de superação um atraso de várias partidas num campeonato de pontos corridos, não é mesmo?
Poderíamos ter perdido todos os jogos? Sim, claro, Flamengo, né? Mas ainda assim, enquanto a maioria tinha entre 1 e 6 pontos para buscar, nossa busca era mais elástica indo de 1 a 15 pontos. É muito mais do que o dobro. Não é comparável exatamente porque havia muito mais pontos a conquistar em uma semana do há na tabela sem adiamentos.
Oras, atualmente os 20 times têm 3 pontos em jogo, logo uma combinação favorável de resultados pode colocar alguém no topo com bastante facilidade. Basta saber ler e ver a tabela. Os clubes entre o segundo e o quinto lugar têm o mesmo número de pontos, então, por exemplo, em caso de tropeço de Cruzeiro, Grêmio e Vitória, o Palmeiras sairia da 5a para a 2a posição. Ou seja, na embolação momentânea da nossa competição, uma arrancada depende mais de tropeços que de méritos. Coisa, que na ânsia de publicar qualquer notinha, qualquer declaração, qualquer atualização, as pessoas esquecem e perguntam o que der na telha.
E eu, que comecei reclamando da imprensa, falei mal do Kleberson e "expliquei" a tabela percebo que só enrolei e não disse nada de relevante, vejam só vocês.
Mas não é sobre isso que quero falar. Lendo as coisas hoje pela manhã, me deparo com a seguinte declaração de Kleberson:
"Estamos vacinados, tivemos um surpresa na Libertadores."
Surpresa na Libertadores? Vem cá, amiguinho, você viu o mesmo jogo que eu? Ou a surpresa era ter outro time em campo? Sério, Kleberson, vem aqui e me conta que surpresa foi essa que vocês tiveram contra o Amex que ainda não entendi...
Mas ele continua:
Estamos indo passo a passo. Ano passado, o nosso número de vitórias fora de casa complicou, mas esse ano já melhoramos isso. Se conseguirmos manter será muito bom.
Se? SE?! Olha só, Kleberson, deixa eu te contar um segredo: faz tempo que o Brasileirão anda nivelado por baixo, infelizmente. Muitos motivos que não vou explicar agora, mas está. Não existe "se conseguirmos manter". O que tem que acontecer é: "vamos entrar em campo pra passar por cima de geral, devemos isso à torcida". Esse deveria ser o pensamento na Gávea. E, para não dizerem que só critico, ele segue:
Não temos que entrar em campo como líderes, temos que pensar em cada jogo, conseguir os três pontos.
Finalmente uma declaração acertada, einhô. Concordo, como já demonstrei ali acima. Mas como nada é perfeito, ele estraga tudo na mesma declaração:
De repente alguém pode ter uma arrancada, como o próprio Flamengo teve no ano passado, e aí nos complica.
Só eu lembro que não foi "arrancada" coisa nenhuma? Que ano passado teve o PAN e o Flamengo ficou com uns, sei lá, 5 jogos atrasados? Ok, acredito em arrancadas e tropeços, futebol caixinha de surpresas, mas, gente, não se pode usar como exemplo de superação um atraso de várias partidas num campeonato de pontos corridos, não é mesmo?
Poderíamos ter perdido todos os jogos? Sim, claro, Flamengo, né? Mas ainda assim, enquanto a maioria tinha entre 1 e 6 pontos para buscar, nossa busca era mais elástica indo de 1 a 15 pontos. É muito mais do que o dobro. Não é comparável exatamente porque havia muito mais pontos a conquistar em uma semana do há na tabela sem adiamentos.
Oras, atualmente os 20 times têm 3 pontos em jogo, logo uma combinação favorável de resultados pode colocar alguém no topo com bastante facilidade. Basta saber ler e ver a tabela. Os clubes entre o segundo e o quinto lugar têm o mesmo número de pontos, então, por exemplo, em caso de tropeço de Cruzeiro, Grêmio e Vitória, o Palmeiras sairia da 5a para a 2a posição. Ou seja, na embolação momentânea da nossa competição, uma arrancada depende mais de tropeços que de méritos. Coisa, que na ânsia de publicar qualquer notinha, qualquer declaração, qualquer atualização, as pessoas esquecem e perguntam o que der na telha.
E eu, que comecei reclamando da imprensa, falei mal do Kleberson e "expliquei" a tabela percebo que só enrolei e não disse nada de relevante, vejam só vocês.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Veja essa maravilha de cenário
Rodada perfeita para o Flamengo que não só lidera, como o faz com sobras e se garante mais 2 rodadas na ponta - de cima - da tabela.
Em partidas concomitantes o Cruzeiro se perdeu na Ilha do Retiro e o Sport levou os 3 pontos com um magrinho 1x0; e o Flamengo sapecou 3x0 no Nautico, confirmando a liderança com Leo Moura, Marcinho e Kleberson. Na outra ponta da tabela, o Santos tá cada vez mais afundado e perdeu lá na meia-arena do Paraná.
Já no domingo, dia de secar o Grêmio - ou torcer pelo Botafogo, como queiram. Na verdade, um empate já me deixaria rindo, qualquer coisa pra eles não levarem os 3 pontos. E não é que o Botafogo apareceu e decidiu querer ele mesmo os 3 pontos? 2x0 e uma pequena crise pros lados da Azenha, já que, além de tudo, Chinelinho se foi e nós queremos saber quem vai ajeitar o meio de campo por lá.
Um dos jogos mais chatos da rodada foi Vasco x Figueirense, que só serviu pra me fazer rir quando os catarinas viraram. E outra chatice envolvendo cariocas foi o Goiás x Fluminense, que terminou com vitória pros donos da casa por 1x0.
Esse fim de semana teve outra rodada interessante. À exceção de Lusa, Galo e São Paulo, todos os donos da casa ganharam. A Lusa, coitada, perdeu pro Vitória no Canindé, enquanto SPFC e Galo cederam empates no finalzinho.
Agora eu estamos aqui torcendo, para na quarta-feira (adoro rodada do meio de semana), a gente dar uma pancadinha de leve no Galo e garantir a diferença boa de pontos. Porque o time está ajeitadinho, jogando direito e qualquer coisa de raçudo. Não quero ficar muito confiada, mas é aquilo: se eu não acreditar, quem vai? Os tricoletes?
E num P.S. rapidinho: vale perder penalidade fazendo paradinha-inha-inha-inha?
Em partidas concomitantes o Cruzeiro se perdeu na Ilha do Retiro e o Sport levou os 3 pontos com um magrinho 1x0; e o Flamengo sapecou 3x0 no Nautico, confirmando a liderança com Leo Moura, Marcinho e Kleberson. Na outra ponta da tabela, o Santos tá cada vez mais afundado e perdeu lá na meia-arena do Paraná.
Já no domingo, dia de secar o Grêmio - ou torcer pelo Botafogo, como queiram. Na verdade, um empate já me deixaria rindo, qualquer coisa pra eles não levarem os 3 pontos. E não é que o Botafogo apareceu e decidiu querer ele mesmo os 3 pontos? 2x0 e uma pequena crise pros lados da Azenha, já que, além de tudo, Chinelinho se foi e nós queremos saber quem vai ajeitar o meio de campo por lá.
Um dos jogos mais chatos da rodada foi Vasco x Figueirense, que só serviu pra me fazer rir quando os catarinas viraram. E outra chatice envolvendo cariocas foi o Goiás x Fluminense, que terminou com vitória pros donos da casa por 1x0.
Esse fim de semana teve outra rodada interessante. À exceção de Lusa, Galo e São Paulo, todos os donos da casa ganharam. A Lusa, coitada, perdeu pro Vitória no Canindé, enquanto SPFC e Galo cederam empates no finalzinho.
Agora eu estamos aqui torcendo, para na quarta-feira (adoro rodada do meio de semana), a gente dar uma pancadinha de leve no Galo e garantir a diferença boa de pontos. Porque o time está ajeitadinho, jogando direito e qualquer coisa de raçudo. Não quero ficar muito confiada, mas é aquilo: se eu não acreditar, quem vai? Os tricoletes?
E num P.S. rapidinho: vale perder penalidade fazendo paradinha-inha-inha-inha?
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