e hoje eu voltei ao independência! final da primeira fase, bastava um empate para confirmar a liderança no grupo e as forças cósmicas conspiraram para que hoje eu pudesse sofrer ao vivo, em vez sofrer via itatiaia. sim, foi uma vitória, reconfortante e justa, mas ainda não foi de lavar a alma. porque aquele time do serra é MUITO RUIM. é time de várzea, time de série Z. e mesmo com o futebol mais ou menos que o coelho apresentou, dava pra ter saído de lá com uns sete gols na sacola. mas é o américa, e o américa não facilita pra nós, pobres torcedores! passes errados, festivais de bolas isoladas na arquibancada (uma saiu até do estádio), jogadores lentos e desentrosados, cagadas ensaiadas de matar qualquer um de raiva. no geral, falta muita raça.
a superioridade do américa em campo foi visível, mesmo com tantas falhas. o goleiro flávio praticamente assistiu o jogo de longe, e só umas duas vezes no jogo teve que se esforçar um pouco, o que pra ele faz muito bem (pelo menos de goleiro nós ainda não podemos reclamar...). mas convenhamos, ser superior ao serra não algo a se gabar, é como ser superior ao time dos moleques que batem bola na campinho do acaba mundo, aqui perto de casa. meu deus, e pensar que nós perdemos pra esse time lá, no jogo de ida! como? o américa não tá numa fase boa há muito tempo, mas é um time de tradição, beirando o centenário, é a terceira força de minas (afinal, acidentes como o ipatinga acontecem, mas vamo combinar que falta muito chão pela frente pra isso sequer virar discussão), o américa precisa tomar um rumo, e vergonha na cara, AGORA.
o que me mata é que o américa SABE o que deve fazer. o time que terminou o jogo hoje estava muito mais ofensivo e lutador do que o que começou. principalmente depois do segundo gol, quando a torcida levantou e não parou mais de cantar, o que vimos em campo foi uma palinha do que gostaríamos de ver mais vezes! esses garotos têm potencial, vamo trabalhar a motivação aê, pô! agora é a hora de ralar muito, treinar todo dia, trancar esses meninos numa concentração ferrada e fazê-los entender que cada jogo é o jogo de suas vidas! não importa se estão na série c, não importa se não transmitem o jogo na tv, não importa se só tem 30 pessoas no estádio, dêem seu sangue! nenhum profissional reconhecido – no futebol ou não – já começou por cima, tem que fazer por onde! e é essa capacidade de lutar mesmo nas maiores adversidades é que diferencia um craque de um bom jogador, um jogador só regular.
posso ter dado uma viajada aí, mas como eu queria dar um sacolejo nessa turma! a próxima fase da série c logo começa, e já vamos cair no grupo do guaratinguetá, a sensação do paulistão desse ano. não dá pra continuar achando que só tem tabajaras na série c. uma batalha foi ganha, mas a guerra continua, e cada vez será mais dura!
eu ainda acredito, mesmo. mas não nego que também me cago de medo.
Mostrando postagens com marcador raça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador raça. Mostrar todas as postagens
domingo, 27 de julho de 2008
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Final da Copa do Brasil - Parte 1 de 2
Quem diria que eu estaria em pleno Morumbi no dia 04/06/2008 para assistir ao primeiro jogo da final da Copa do Brasil? Seis meses atrás, eu não diria. Não pelo fato de ser Morumbi ou pelo fato de ser eu. Mas pelo fato de ser Corinthians na final da Copa do Brasil, disputando a primeira vaga brasileira para a Libertadores da América.
Descrenças vencidas, estávamos ali.
Uma hora e meia de perrengue no trânsito de Sumpaulo para chegar ao estádio. Tudo valeu a pena. O aperto, o frio, a brisa já característica.
Na arquibancada, a torcida deu um show. Cantorias ininterruptas, apoio. Dentro de campo, a raça exigida pela torcida foi apresentada no primeiro tempo por três cidadãos*: Alessandro, Herrera e André Santos. Dos três, ainda puxo a sardinha para o camisa 5 do todopoderosoTimão: Alessandro correu, marcou, lançou, participou dos gols e ainda vibrou com a torcida.
Ao final da primeira etapa, o placar registrava dois gols a nosso favor e foi aí que o angu encaroçou e que a maionese desandou. Houve quem defendesse a idéia do Mano Menezes de jogar com os contra-ataques. Eu, uma das 64.000 pessoas que estavam no estádio com o coração na boca, não apoiei, não. Ir pra decisão em Pernambuco com um placar chinfrim de 2 a 0 não daria título a ninguém. Corinthians voltou apático e o Sport começou a gostar do jogo. Pra ajudar, o ar fresco da Bambilândia parece ter atingido os pulmões do meu, então, ídolo da partida, Alê. Ele foi infectado e começou a tomar uma festa de bola nas costas. O gás do moço parecia ter acabado. Pra ajudar, um Carlos Alberto pé torto dos infernos que saiu com a bola pela lateral direita e conseguiu acertar as cadeiras azuis! E ele ainda recebe pra chutar, sabe? É a profissão do cidadão!
Vários minutos de pressão do Leão pra cima do Coringão que vez ou outra saía em contra-ataques. Ou que tentava sair, tendo a participação de Fábio Ferreira no insucesso. Porque ele é um rei Midas às avessas.
Eu e os coleguinhas de arquibancada já estávamos tentando não olhar mais para o campo quando Herrera lançou Acosta que balançou a roseira. Três. Este sim começava a ser um placar com cheiro de campeão.
Felipe buscou uma bola no rodapé da trave direita e a torcida suspirava. Até que, numa palhaçada da marcação, o Sport tirou a rosca do seu placar: 3 a 1 aos 45 do segundo tempo.
São Jorge e 32.000 torcedores que estavam em torno do campo de defesa do Corinthians sopraram a bola pra longe durante os 3 minutos de acréscimo dados por aquele careca sem-vergonha (como eu xinguei aquele santo juiz).
Apito marcando o final de jogo, alívio. Havia finalmente acabado o sufoco dos primeiros 90 minutos da decisão da Copa do Brasil. No dia 11, meu coração estará na boca e o pensamento na Ilha do Retiro.
RAÇA, TIMÃO! VOCÊ É TRADIÇÃO!
*Esta foi a minha humilde opinião. Teve gente que apontou os outros jogadores como melhores em campo. Eu gostei destes três. E o Prêmio "Um Cone Faria Melhor" será dividido entre Fábio Ferreira e Diogo Rincon.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Assim não pode, assim não dá!
Final da tarde, o ser humano se prepara, ainda sentindo as consequências do gordo almoço de domingo pascoal. Pára os estudos. Já largou antes a família e novo amor (que torce pelo arqui-rival - sim, senhoras e senhores, nunca dei essa sorte). Senta-se confortavelmente no sofá junto ao seu gato vascaíno, abre uma cerveja, alguns poucos beliscos ao redor pra completar o cenário. Tudo certo. Até quando percebe que foram escalados 3 cabeças-de-bagre, digo, cabeças-de-área. E estão em campo. Frio na espinha. Pupilas dilatadas. Mãos geladas. Procuro meu santinho de São Januário. Cadê você, porra? Bom, vamos ao jogo.
[...]
Sono. Muito sono. E raiva. Esse foi o resultado de Vasco e Fuminense. Eu não espero um time de jogadas brilhantes, até porque o time do Vasco hoje está longe disso. Mas espero, como qualquer torcedor que habite este pequeno planeta, que o time jogue! Que honre a camisa. Que tenha raça. Que corra em campo. Que cada um emagreça 10 kilos durante o jogo. Que considere a bola nos pés do adversário um sacrilégio. Que se entregue de cabeça, de bunda, de todos os jeitos. Que jogue como se fosse o último jogo de sua vida. E assim sendo, que queira morrer vencendo! Alguém me ajuda a desenhar isso presses fdp?
ps1: vocês querem comentários sobre o decorrer do jogo?
ZzzzzzZzzzzzZzzzzzZzzzzzZzzzzz
ZzzzzzZzzzzzZzzzzzZzzzzzZzzzzz
ZzzzzzZzzzzzZzzzzzZzzzzzZzzzzz
ZzzzzzZzzzzzZzzzzzZzzzzzZzzzzz
ps2: Sr. Eurico, Dr. Lúcifer o aguarda no hall H dos elevadores.
ps3: Joaka, amo tu pacaráleo, mas leia-meus-lábios: NINGUÉM troca o Vasco pelo Bota (salvo meu avô por causa do Garrincha). No máximo, vamos dar uma força e apreciar a torcida. Copiou?
ps4: pra galera da cruz de malta...
(equipe cruzmaltina tri-campeã estadual da modalidade 12 toques de futebol de mesa)
Marcadores:
amor à camisa,
raça,
São Januário,
Vasco
Assinar:
Postagens (Atom)