Agora que só temos uma meia dúzia de campeonato em horários impossíveis para que pessoas de bem acompanhem, podemos elucubrar sobre aquelas personagens irritantes que nos atormentam durantes partidas.
Noronha wannabe: é aquela pessoa que sabe de tudo que há para ser sabido sobre futebol. Até pra toque de ladinho ele tem uma explicação. A real é que ele é um tremendo chato que só fala abobrinha e incomoda quem está mais ocupado prestando atenção na partida.
Ópio do povo: é aquele que diz detestar futebol, mas sempre tá no bar com a galera vendo o jogo e passa todos os minutos reclamando do quanto o futebol é alienante e que as pessoas não conversam mais e blablabla. Ele sabe qual a intenção da galera. Mas vai de qualquer jeito, só pelo prazer da perturbação. Mas, por incrível que pareça, ainda é menos chato do que o Noronha.
Namorada participativa: Ela não sabe nada de futebol, mas tá lá, com camisa e bandana et cetera e tal, pra acompanhar o bofe dela. E acompanhar o bofe significa necessariamente dar gritinhos histéricos por qualquer lance. Qualquer um. Falta na intermediária? Vozinha estridente grita PENALTI!; bola recuada pro goleiro? AAAAAAAH!; chutão zunido quase na minha casa? UUUUUH QUAAAASE. Ela só repete qualquer coisa que o namorado venha a dizer, pra pagar de antenada no esporte, mas a real é que ela preferia estar fazendo compras - ou as unhas - durante a partida.
Pirigueti: ela vai ao estádio sempre em dupla com alguma amiguinha igualmente cachorra. Roupas justas, saltão, cabelo impecável, argolas, maquiaquem, chiclete. Parece mais que está indo a boate. Fica rodando pelas torcidas, escolhendo um local mais promissor de rapazes e quando acha esse local fica posando de gatinha, fingindo que sabe os cantos e pulando só pra se mostrar faceira pros amigos. Nunca vi dar certo, mas vai saber.
A real é que qualquer desses tipos numa proximidade sufocante exige um certo auto controle. Mas a quilômetros de distancia e torcendo pra algum adversário, chega a ser engraçado, até. E você, conhece mais algum grupo incômodo?
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Ah se eu pudesse e meu dinheiro desse III
Pois é. Entressafra nesse Brasilzão de meldels e toma de encher lingüiça, porque de transferência todo mundo está lendo, né?
Essa seção é dedicada a fotos infelizes e legendas desgraçadas.
A chamada diz que Roque Jr pode dar novo adeus ao Parmêra. Já a foto...

Sedução, tesão, libido, no ar...
O Manchester chegou ao Japão para o Mundial, e o ge.com me diz que Cristiano Ronaldo distribui autógrafo a fãs. Agora analisemos a evidência:

Mas que nojo ter que pegar nesses trapos de POLIÉSTER!
O Dynamite disse que daqui pra frente, tudo vai ser diferente e muitos aprenderão a ser gente. Sei não...

Vamos começar do zero, redefinindo modelos e tecidos e com costura reforçada
Essa seção é dedicada a fotos infelizes e legendas desgraçadas.
A chamada diz que Roque Jr pode dar novo adeus ao Parmêra. Já a foto...

Sedução, tesão, libido, no ar...
O Manchester chegou ao Japão para o Mundial, e o ge.com me diz que Cristiano Ronaldo distribui autógrafo a fãs. Agora analisemos a evidência:

Mas que nojo ter que pegar nesses trapos de POLIÉSTER!
O Dynamite disse que daqui pra frente, tudo vai ser diferente e muitos aprenderão a ser gente. Sei não...

Vamos começar do zero, redefinindo modelos e tecidos e com costura reforçada
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Como tentei entrar no Conselho Deliberativo do Inter
Como acabou o futebol, vamos à questões importantes fora das quatro linhas, mas ainda relativas a paixão de nós todos. O texto abaixo trata de como tentar mudar o que incomoda é bem mais fácil do que a gente pensa.
*****
Eu não entendia. Do alto dos meus oito, nove, dez anos, não conseguia explicar porque o time que eu e toda minha família torcíamos não vencia nada, e eles, sim. Parecia injusto demais ver aquela gente vestida de azul comemorando e dizendo que eles já tinham de tudo, enquanto eu nunca tinha visto meu time vencer nada. Até que eu tomei a decisão fatal.
"Pai, um dia vou ser presidente do Inter."
"Tá, Francisco. Agora pega tua mochila e vamos pra aula."
Era mais ou menos assim que eu passava os dias nos idos de 1995, ano negro na história do futebol mundial. E, com o passar do tempo, a sensação de que ALGO deveria ser feito se tornava cada vez mais presente, mesmo que eu não soubesse muito bem como agir.
(Aqui, um corte de dez anos no tempo)
2005. Pela primeira vez, consegui um emprego em que eu ganhasse mais do que um mendigo que trabalha só nos finais de semana. E a primeira ação depois disso foi bastante óbvia: me associei ao Inter. Todo mês, trinta pilas saíam direto da minha conta para os cofres do Sport Club Internacional, garantindo meu espaço em qualquer jogo que eu conseguisse ir — e mantendo viva aquela esperança de, um dia, fazer a diferença pelo time que eu amo.
Pois chegou o momento. Neste sábado, 25 mil pessoas na minha situação vão escolher o novo presidente e 150 conselheiros pro clube. E eu sou um dos candidatos a entrar no Conselho Deliberativo, da forma mais inesperada e pitoresca possível: através de uma chapa formada exclusivamente por "gente da internet".
Explicando: como em qualquer clube, o CD do Inter é formado basicamente por
a) políticos querendo se promover
b) gente pública se aproveitando do nome para aparecer
c) amigos dos amigos
O problema é que falta uma categoria nessa relação: a dos torcedores. Incomodado com isso, tomei conhecimento, através de um blog, de uma chapa formada por gente que se conheceu através do orkut, de blogs de colorados, e que começou a freqüentar jogos juntos. Essa gente decidiu que quer fazer parte do clube, da mesma maneira que eu pensava quando tinha dez anos. E decidiram tirar a bunda da cadeira para fazer algo.
A partir daí, foi só trocar alguns emails, concordar em integrar a nominata para participar e pronto, estou inscrito. Sou o 47º de uma lista de 150 nomes, com chance próxima a 0,000001% de entrar no CD nesta eleição. Afinal, faço parte de um movimento pequeno, quase desconhecido, mas que está buscando seu espaço. Se conseguirmos colocar os 23 candidatos que a cláusula de barreira impõe como mínimo (15% dos votos), já será uma vitória imensa. E um primeiro passo para cumprir a meta tão solenemente estabelecida quando eu tinha 10 anos e nunca tinha vencido nada.
P.S.: O link para o site da chapa é http://interchapa3.com.br/. O blog que eu descobri a chapa, e onde grande parte se conheceu, é o http://bolavermelho.blogspot.com.
Francisco Luz tem 23 anos, é estudante de jornalismo colorado e fuma aquela bosta de L&M que ainda por cima é azul.
*****
Então, se você é colorado e associado, taí uma chance de começar a mudar.
*****
Eu não entendia. Do alto dos meus oito, nove, dez anos, não conseguia explicar porque o time que eu e toda minha família torcíamos não vencia nada, e eles, sim. Parecia injusto demais ver aquela gente vestida de azul comemorando e dizendo que eles já tinham de tudo, enquanto eu nunca tinha visto meu time vencer nada. Até que eu tomei a decisão fatal.
"Pai, um dia vou ser presidente do Inter."
"Tá, Francisco. Agora pega tua mochila e vamos pra aula."
Era mais ou menos assim que eu passava os dias nos idos de 1995, ano negro na história do futebol mundial. E, com o passar do tempo, a sensação de que ALGO deveria ser feito se tornava cada vez mais presente, mesmo que eu não soubesse muito bem como agir.
(Aqui, um corte de dez anos no tempo)
2005. Pela primeira vez, consegui um emprego em que eu ganhasse mais do que um mendigo que trabalha só nos finais de semana. E a primeira ação depois disso foi bastante óbvia: me associei ao Inter. Todo mês, trinta pilas saíam direto da minha conta para os cofres do Sport Club Internacional, garantindo meu espaço em qualquer jogo que eu conseguisse ir — e mantendo viva aquela esperança de, um dia, fazer a diferença pelo time que eu amo.
Pois chegou o momento. Neste sábado, 25 mil pessoas na minha situação vão escolher o novo presidente e 150 conselheiros pro clube. E eu sou um dos candidatos a entrar no Conselho Deliberativo, da forma mais inesperada e pitoresca possível: através de uma chapa formada exclusivamente por "gente da internet".
Explicando: como em qualquer clube, o CD do Inter é formado basicamente por
a) políticos querendo se promover
b) gente pública se aproveitando do nome para aparecer
c) amigos dos amigos
O problema é que falta uma categoria nessa relação: a dos torcedores. Incomodado com isso, tomei conhecimento, através de um blog, de uma chapa formada por gente que se conheceu através do orkut, de blogs de colorados, e que começou a freqüentar jogos juntos. Essa gente decidiu que quer fazer parte do clube, da mesma maneira que eu pensava quando tinha dez anos. E decidiram tirar a bunda da cadeira para fazer algo.
A partir daí, foi só trocar alguns emails, concordar em integrar a nominata para participar e pronto, estou inscrito. Sou o 47º de uma lista de 150 nomes, com chance próxima a 0,000001% de entrar no CD nesta eleição. Afinal, faço parte de um movimento pequeno, quase desconhecido, mas que está buscando seu espaço. Se conseguirmos colocar os 23 candidatos que a cláusula de barreira impõe como mínimo (15% dos votos), já será uma vitória imensa. E um primeiro passo para cumprir a meta tão solenemente estabelecida quando eu tinha 10 anos e nunca tinha vencido nada.
P.S.: O link para o site da chapa é http://interchapa3.com.br/. O blog que eu descobri a chapa, e onde grande parte se conheceu, é o http://bolavermelho.blogspot.com.
Francisco Luz tem 23 anos, é estudante de jornalismo colorado e fuma aquela bosta de L&M que ainda por cima é azul.
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Então, se você é colorado e associado, taí uma chance de começar a mudar.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Futebol S/A

Um país pentacampeão deveria, por obrigação, ter seus clubes de futebol como exemplos de empresas muito bem sucedidas, obrigada. Mas não é bem por aí.
Nos últimos anos, temos percebido a real profissionalização deste segmento responsável por um giro monetário gigantesco por estas bandas tupiniquins. Mas ainda não somos exemplos administrativos. De que adianta ter uma molecada que já nasce com a bola no pé se não temos dirigentes capazes de conduzir os clubes com maestria e fazer deles verdadeiras engrenagens financeiras que alimentariam não só seus bolsos?
Temos um Estatuto do Torcedor em vigor nem sempre respeitado, empresários que vendem jogadores como se fossem bois... Enfim, uma estrutura de time peladeiro, mesmo.
Na contramão desta desgraceira toda, surge o Sport Club Internacional preocupado há tempos não só com seu time, mas com o seu todo. Ontem veio a coroação: o certificado ISO 9001, prova de que o clube investiu na qualidade dos serviços prestados.
Outras agremiações já receberam o papel, é verdade, mas nenhum fez por garanti-lo. A promessa do Inter é fazer de tudo para que os processos de qualidade sejam aprimorados, o que, de imediato, já garante a satisfação do sócio. A curto e médio prazo pode trazer mais parcerias ao clube. A longo prazo, só alegrias.
Há algum tempo, o São Paulo também se mostrou menos amador que os demais. Prova disso é a quantidade de canecos que o anfitrião do Morumbi colocou na sacola nos últimos anos. No início do Brasileirão deste ano, chegou-se a falar em crise no tricolor paulista, a torcida pressionando Muricy Ramalho e a diretoria, de certa forma, o blindou. Trabalho e confiança levaram a bambizada da quase-lanterna do campeonato ao degrau mais alto. Se o amadorismo comum ao nosso futebol tivesse imperado, talvez o melhor técnico da atualidade, na minha opinião, tivesse sido jogado aos leões e... Onde estaria o São Paulo agora? Who knows...
Corinthians parece ter começado a entrar nos trilhos com a Segundona. Depois da vergonhosa MSI e da administração mais fraudulenta impossível de Alberto Dualib, parece que tem surgido um novo Corinthians mais maduro, mas longe de ser uma S/A como Inter ou São Paulo. Na verdade, o alvinegro do Parque São Jorge aprendeu a lidar com o marketing, outra frente capaz de amparar a administração. Ou de financiá-la, o que também é muito importante. De agremiação de futebol a uma quase indústria têxtil, foi um dos clubes, senão O, que mais lançou camisas, camisetas, camisetinhas com a marca do clube. E não foi tiro n'água como muitos pensavam. Ser "corinthiano roxo" tornou-se rentável para o Timão.
Exemplos de administração, qualidade e marketing. Será que finalmente aprendemos a enxergar que não adianta mais sermos somente bons boleiros? Precisamos, sobretudo, sermos empreendedores.
ADENDO: Corinthians fechou mesmo com o Ronaldo, ex-Ronaldinho, atual Ronalducho pelo próximo ano. Adivinhem qual a primeira coisa que fizeram? Lançaram a camisa 9 com o nome do jogador! E viva a venda de camisetas pra pagar estes contratos inexplicáveis!
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
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