(Sim, esse texto é uma colaboração porque - por muitos motivos - estamos com pouco tempo e aceitando qualquer ajuda dos amigues que, gentilmente, se oferecem.)
Pode-se dizer que o rubro-negro é, antes de tudo um forte. Antes de ser forte, somos arrogantes em essência, mas somos fortes. Aturamos de 1993 até 2005 times absolutamente medíocres. Quando 30 milhões dependem de 22 pés para definir seu humor, um período de 12 anos de mediocridade é uma depressão da braba. Houve umas doses de valium aqui (Carioca 2001) e acolá (1997), mas nada que nos mantivesse altivos.
Aí, em 2006, ganhamos um título nacional. Uma Copa do Brasil, é verdade, mas é um título de expressão, que nos colocou na Libertadores. E mais, ganhamos do Vasco na final, nosso Irmão Karamazov (Nelson Rodrigues achava que o Fluminense era nosso irmão Karamazov, o que comprova que ele sofria de problemas de visão. Gravíssimos).
Em 2007, com Papai Joel, nosso líder dos milagres, ficamos em terceirão e na libertadores. Com Caio Potter Junior, ficamos em quinto em 2008, mas sem alegria, sem magia. Eis que chega 2009. Começou com um treinador que é o espelho de nosso passado o maníaco-depressivo: Cuca. O Estranho no Ninho, tal e qual Jack Nicholson no filme, conseguiu brilhantismo e se perdeu na loucura, deixando nosso time completamente perdido na meiúca da tabela.
Quando Andrade assumiu, pela primeira vez teve a tranquilidade de fazer no banco o que fez em campo com a camisa 6. Distribuiu o jogo, segurou a pressão, cadenciou o time, refez os laços com a torcida. Torcida que pela primeira vez em muito tempo sabe o seu time de cor, com Bruno, com Léo, com Angelim, Álvaro, Everton(Juan este ano foi estepe); com Maldonado, gigante(como faz falta), com Willians, o carrapato, com Petkovic, com Zé Roberto, com Adriano.
A torcida que viveu de Macunaímas como Obina hoje tem ídolos de verdade. O arremedo de time hoje é temido como outrora. E talvez não ganhe o título brasileiro, nem é favorito para isso. Jogou mais de 15 jogos no limite extremo, ganhando a maioria, empatando alguns e perdendo só um. Jogou com sangue nos olhos o tempo todo. Os 11 da Esparta rubro-negra. Um time que ganhou até agora mais do que um título. Um time que recuperou a grandeza, um time que nos deu vergonha na cara, um time que nos fez voltar a genuinamente sorrir, a genuinamente sermos arrogantes, e a genuinamente sermos reclamões. Um time valente.
Um time que nos faz ter desgosto profundo se faltar o Flamengo no mundo.
Como vocês sabem, a Ale é a nova patrocinadora do Flamengo e, graças a isso, fomos convidadas a assistir um jogo no Maracanã, trajando o manto e querendo bater em uma meia dúzia de gente. Quer dizer, a última parte é coisa da favela que existe em mim etc e tal.
Fato é que além de patrocinar Mengão, a Ale importou uma tecnologia chamada gigapan que permite uma aproximação bem lazer em fotos panoramicas. A mesma da foto da possa do Obama. E você com isso? Bom, como eu disse, estava no Maracanã no último sábado e se você me achar na foto, pode ganhar uma camisa oficial do Flamengo e camisas da Ale.
Ai, Lila, zil pessoas, como te acho?
Dica: estou ao lado de um frentista da Ale.
Ai, Lila, e como esse povo se veste?
Assim, preguiçoso:
Então, jogue-se na foto, aprecie a paisagem, me procure na foto e comente aqui, dizendo em que arquibancada eu estava, dando pontos de referencias legais, ok?
Qual o sentido em disputar um campeonato – qualquer campeonato – e ver sua caminhada escorregar nas pedras cheias de limo de Barueri? Alguém me explique, porque eu, cerveja na mão e uma trinca de gols do Obina no day after na cachola ainda não fui capaz de alcançar.
Vejamos, o Flamengo, com tudo aquilo dentro dele que nos atrai e nos maltrata o coração, obteve uma seqüência de 10 jogos sem perder pra ninguém, vencendo o líder da matilha lá na casa dele, virou manchete nacional, virou favorito ao título, virou um deus-nos-acuda-onde-foram-parar-minhas-calças e todos sabemos, era o quinto colocado do treco, ou seja, tinha mais quatro maganos tirando onda na frente e coisetal.
Era esse o cenário ontem quase dez da noite quando aqueles onze iluminados adentraram na Barueri Arena, devidamente trajados com a versão olímpika do Manto e uma certa obrigação de se comportarem como o grande time do tournament por mais 90 minutinhos.
E é difícil, imagino, jogar num clube com a grandeza do Flamengo e a fila de 15 anos do Flamengo de repente se ver responsável por chegar lá, onde os gigantes chegaram, e do outro lado estão sujeitos que não tiveram essa chance, de brilhar muito no Flamengo – ou tiveram e necas.
Nossos onze iluminados foram lá e se viram derrotados, de súbito, dois gols contra si, três pontos perdidos, gols perdidos, ilusões perdidas. Nem a quinta colocação se manteve, agora estamos em sexto.
Diante de tudo isso, o que nos resta? Mulheres-frutas? Um terceiro lugar? Uma taça de isopor vinda da geral?
Restam mais rodadas e restam mais vitórias e derrotas. Mas tente convencer o coração da simplicidade dessa frase. Leandro Godinho, 30, esteve completamente bêbado após o tri do Pet e e não vê ahora pra repetir a dose
No início do ano, disse que voltaria por setembro para reclamar dos pontos corridos. Queimei a língua. Todos queimamos. A sete rodadas do fim do campeonato, temos seis times com alguma chance de título, afinal, tirar 6 pontos de diferença com 21 em jogo não é uma tarefa impossível. Improvável? Certamente, mas não a última coisa que poderia acontecer. Afinal de contas, o líder Palmeiras pontuou bem pouco nas últimas rodadas, os 3 na zona de classificação : São Paulo, Inter e Galo também não tiveram resultados muito melhores. Flamengo, atual quinto colocado, somou nos últimos jogos e pode vir a ameaçar . A diferença para o Palmeiras é de 3 pontos, apenas.
Ah, Lila, você está falando isso porque é flamenguista.
Não, brazéo, estou falando isso porque é o que a tabela me mostra. De novo, não levo muita fé de que possa acontecer, mas não é uma hipótese a ser descartada.
Nessa reta final, está divertido acompanhar o Brasileiro. É uma sensação de que cada rodada pode ser uma final. Alguém pode aproveitar tropeços e tomar a ponta. O Brasileirão está mais ou menos como rouba montinho*, com uns 6 clubes esperando o momento certo de levar tudo pra casa. Tudo, nesse caso específico, é a taça. Se todos os anos forem assim, a partir de agora, juro que nunca mais reclamo dessa fórmula.
A menos de um ano da Copa do Mundo, já temos um panorama do que esperar entre Junho e Julho de 2010 - além das óbvias matérias de programas noturnos mostrando a África selvagem como você nunca viu. Vamos lá para aqueles comentários sem qualquer embasamento sobre os já classificados.
-África:
África do Sul, Gana e Costa do Marfim já podem preparar o fôlego pra assoprar vuvuzela ano que vem. Muito embora eu prefirisse que eles deixassem as cornetinhas em casa, ou num incinerador.
A parte legal das seleções africanas é que sempre tem uma zebra super simpática que ganha a torcida da galera e eventualmente faz "um jogo da vida" contra nós. Sempre legal ver torcida e jogadores desses países comemorando até cobrança de falta.
-América do Norte:
México e EUA já têm passaporte carimbado e só aguardam o momento de embarcar. Nenhuma surpresa nessa confederação, já que, sabemos todos, é mais ou menos onde o futebol tá existindo com alguma força. Se eu mandasse em algo, a próxima seleção classificada seria o Suriname (sim, eles jogam pela CONCACAF), só pelo inusitado do fato.
-América do Sul:
Brasil, Paraguay e Chile estão já com o burro na sobra e só cumprem tabela na próxima rodada. A porca começa a torcer o rabo porque existe a possibilidade de Argentina ou Uruguay ficarem de fora.
Como vocês sabem, sou uma pessoa muito fiel a algumas tradições e detestaria que um dos dois ficasse de fora. A solução? Secar o Equador desde semana passada até semana que vem, assim, existe a chance de um dos dois ganhar vaga direta e o outro disputar a repescagem. Por que? Porque acredito que uma Copa Sem Uruguay e Argentina perde muito em glamour e zoação.
-Ásia:
As duas Coréias, Japão e Austrália podem empacotar filtro solar e repelente de mosquitos porque têm vagas garantidas. O Bahrein corre por fora, jogando a respescagem com a turma da Oceania, nesse caso específico, contra a Nova Zelândia.
Da mesma forma que o Suriname joga pela CONCACAF, a Austrália afiliou-se à confederação Asiática.
-Europa:
O continente com mais vagas já tem mais da metade de suas 13 ocupadas por Alemanha, Dinamarca, Espanha, Holanda, Inglaterra, Itália e Sérvia. Até o momento, a classificação está interessantíssima, misturando times clássicos com interessantes "seleções menores".
-Oceania:
O pobre continente insular (que engraçado escrever isso, não?) tem apenas a vaga da repescagem jogada contra a Ásia. E aí vocês leram, ali em cima, que Nova Zelândia disputa com Bahrein o direito de dançar ao som de atabaques e cornetinhas irritantes.
Em breve, todas as vagas estarão completas e partiremos para o sorteio dos grupos. E, aí, amigo, haja coração e torcida.
Vocês chamam isso de ousado? Ousados são meus planos junto com um amigo: Yokohama 2012 (pegaquinaminhabudahbi). Até o momento, nosso cronograma está certinho.
Aí, a gente fala que nego paga pra vacilar e está errada. Fosse isso coisa de fã e estaríamos todas rindo e comentando que o incômodo foi que o bambi tá até com jeito de macho. Mas isso acontece numa cerimônia oficial, celebrando o aniversário do Corinthians. No meu livro, isso se chama "coisa de timinho".
Desde 2006 existe a Associação de Campeões Mundiais do Brasil que objetiva a assistência aos ex-jogadores de futebol que tenham participado da conquista de títulos da Seleção Canarinho. Como todos sabem, muitos dos ídolos destas gerações estão esquecidos, passando por perrengues, enfim, precisando de auxílio para a sobrevivência. Assim, a Associação lança hoje, 23/09, a exposição A Camisa do Campeão no Museu do Futebol, em São Paulo. As camisas são confeccionadas pela mesmíssima fornecedora das camisas que abrilhantaram as conquistas de 58, 62 e 70. Serão apresentadas as réplicas das camisas destes anos. Cada um dos jogadores associados terá direito à renda de 180 peças com número de série e autografadas, que serão vendidas à bagatela de MIL E CINQUENTA REAIS. Se as camisas são belas? Ô se são! Mas o preço é salgadíssimo. Quer ver as ditas cujas? Estão aqui ó www.acamisadoscampeoes.com.br.
Clarice está de volta. E, dessa vez, veio com a taça. Então brindemos, leiamos, parabenizemos e assemos cordeiros para a celebração!
sobre todas as agruras e emoções que nós, torcedores americanos, passamos até conquistarmos o acesso à série b eu já contei aqui. mas aquele ainda não era o fim da história! afinal, justiça seja feita, depois de tanto sofrimento ainda tínhamos muitos e muitos gritos de alegria presos na garganta, ansiosos para ganhar o mundo! e não importa o que uns e outros digam, claro que não quero meu time campeão de série c nunca mais, mas se era lá que ele estava, de lá deveria sair no melhor estilo possível! subir era o objetivo principal, mas levantar a taça era questão de honra!
daí que depois daquela festa nosso time guerreiro não descansou. preparou-se para as semifinais e encarou cada desafio como se fosse o último – aliás, como deve ser sempre. a boa campanha nos garantiu que o jogo de volta fosse em casa. o adversário era o guaratinguetá, já conhecido da fase de grupos, merecedor de todo o respeito. no jogo de ida, perdemos de 2x1, mas o gol fora manteve acesas todas as esperanças. na volta, mais uma prova pra cardíaco: devolvemos o placar e levamos a decisão pros penais. primeira série, 5x5, depois 6x6 e somente aí o adversário chutou pra fora, permitindo que a boa cobrança de moisés carimbasse o passaporte americano para a grande final! 7x6, haja coração!
eu entendo a necessidade de a série c ser como é, mas cair numa final diante de um adversário desconhecido é uma situação bem estranha. fizemos ótima campanha, estávamos confiantes, mas realmente não dava pra saber o que esperar do finalista do norte/nordeste, o ASA de arapiraca.
acompanhar o jogo de ida, no último dia 13, foi mais um desafio. apesar da louvável iniciativa do portal uai de transmitir o jogo ao vivo pela internet, a transmissão era péssima, a imagem congelava toda hora e o delay de mais de dois minutos fazia com que valesse mais a pena acompanhar também no rádio os jogos da duplinha pra tentar pescar alguma informação. e com tanto jogo sendo transmitido junto, foi com uma quase inacreditável alegria que ouvimos, por três vezes, a interrupção entusiástica do "garoto que marcou"! se garantir um zero a zero já seria bom, trazer uma vitória por 3x1 das alagoas era muita alegria para esse pobre coração verde e branco!
com uma mão na taça – embora a equipe acertadamente mantivesse a humildade e a cabeça fria –, a espera pelo sábado foi a preparação de uma grande festa! ao contrário do jogo da subida, que foi precedido de esperança mas também de muita apreensão, dessa vez não havia como tirar essa certeza da torcida! depois de tantos anos, íamos gritar "é campeão"!
os ingressos se esgotaram rapidamente, mesmo tendo sido postos à venda 1000 a mais que no outro jogo. no sábado, dia 19, dia que segundo os jornais foi o mais quente do "inverno" em bh, o caldeirão do horto fervia ainda mais! quase onze mil pessoas esperavam pelo espetáculo que... não veio. eu já disse muitas vezes: nada é fácil para o américa! mesmo sendo o zero a zero um resultado excelente, nossa espartana torcida tinha sede de gol, mas teve que amargar 88 minutos de um jogo catimbado, repleto de cartões amarelos e chances desperdiçadas! depois de uma campanha com 100% de vitórias em casa, não era justo que exatamente aquele jogo terminasse assim!
mas finalmente, aos 43 do segundo tempo a paciência e a confiança dos torcedores foram recompensadas! bruno mineiro recebeu um bolão na entrada da área e fez a festa da massa, liberando aquela explosão de alegria que há tanto tempo estava ali, desesperada para sair! É CAMPEÃO!!!
(foto: superesportes)
O AMÉRICA MINEIRO, O MEU COELHÃO ADORADO, É CAMPEÃO DO CAMPEONATO BRASILEIRO DA SÉRIE C 2009!!!
não existem palavras suficientes para definir essa alegria! no mais, é só cumprimentar os bravos adversários e agradecer imensamente a todos que de alguma forma tornaram essa realidade possível!
(foto: twitpic do @Marcelo_Franco)
OBRIGADA, AMÉRICA!!! SIMPLESMENTE, OBRIGADA POR EXISTIR! :-D
No último feriado, meu querido genitor resolveu levar as filhas pra curtir uma Influenza ali em Buenos Aires. Fãs de futebol que somos, assim que passeamos pelo Caminito decidmos que a boa seria dar um pulo na Bombonera, já que estavamos ali do lado, mesmo.
Há cerca de 2 anos, Camila e eu já tínhamos feito o mesmo trajeto, a dfierença agora é que o vestiário a conhecer era o dos visitante. Achei ótimo, afinal de contas, o vestiário dos donos da casa, já conhecia mesmo.
Se vocês querem saber, La Bombonera é exatamente aquilo que a gente pensa. Pequena, alta, próxima do gramado, caldeirão. Dá pra entender o poder de fogo dos xeneizes quando você pensa que se tropeçar, cai dentro do campo; que se gritar, o jogador vai te ouvir; que se tacar algo em alguém, fatalmente acertará. Se clubes com estádios que garantem algo a mais de distância já têm a fama de ter a torcida em campo, visitar o estádio do Boca é ter a sensação de que a torcida deles, sim, entra em campo.
E você quer foto, distinto leitor? Então toma:
Você paga caro, tem visão boa, mas fica meio apertado, viu?
Tribuna de honra, arquibancadas, cadeiras cativas. É alto, mas é perto.
Aqui fica a marginália boquense. Fácil entender por quê o povo não faz graça, não é?
Passarela e camarinho... Digo, os Camarotes.
Bem, um grande problema desse estádio é que, apesar de localizar-se próximo a um grande ponto turístico e ser, em si, um outro ponto turístico portenho, fica num bairro estranho e muito pobre. La Boca foi revitalizada parcialmente com Caminito lances, mas ainda falta muito pras pessoas se sentirem, de fato, bastante ok para andar por ali. Existe muito um sentimento de ter parado num subúrbio estranhíssimo e que vão te abordar agressivamente a qualquer segundo.
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Aaaaha Lila, deixa de ser preconceituosa, biatch!
Chuchu, quando você estiver lépido e faceiro passeando por aquela região e presenciar uma tentativa de assalto (que nem sei se virou assalto, porque, yo, eu tava temendo pela minha vida), você me diz pra ser o que quiser,ok?
Parece que a Copa do Mundo não será mais a mesma...
Depois do último domingo, os argentinos estão concretamente com os mullets arrepiados em pensar na possibilidade de não participar do mundial do próximo ano na África do Sul. Ok, somos brasileiros e daremos uma festa caso a Argentina fique de fora pelo simples fato de nós sermos brasileiros, eles serem argentinos e ponto final. No entanto, dados os países que já estão classificados (África do Sul, Brasil, Gana, Holanda, Japão, Coreia do Sul, Coreia do Norte e Austrália), é possível imaginar grandes jogos durante a Copa? Er... Pois é... E olha que eu tentei muito! Grandes chances de seleções de renome ficarem de fora. Outra seleção salva hoje pelo gongo foi Portugal que poderia ser eliminada por uma Hungria não tão tradicional assim. Isso mesmo, a seleção lusitana que se ampara no brilhantismo (!?) de Cristiano Ronaldo foi salva por um gol de cabeça de Pepe aos 9 minutos do segundo tempo. Mais à noite, o futuro de Argentina e Uruguai será decidido. Uruguai com chances de disputar a repescagem as usual. Argentina, dadas as devidas combinações e alinhamentos astrais, poderá acabar o torneio classificatório em sexto lugar, ficando de fora da repescagem. Aí eu me pego pensando nas seleções classificadas e na emoção de assistir a uma Copa do Mundo sem os bambambãs. Concordo que nome não faz seleção mas, sim, bola no pé. Só que... Quem se animará a assistir Japão x Coreia do Norte, por exemplo? Nem eu que sou fanática por moços de olhos puxados!
Ah sim... E só pra lembrar... CHUPA FÚRIA! Brasil voltou ao topo do ranking masculino da Fifa. Se o Brasil merece? Não sei... Mas que a Espanha tá longe de merecer... Ah tá!
Atenção à imagem. O Fluminense está iluminando a Série B, firme e forte na lanterna do MAIOR CAMPEONATO DO MUNDO (tm qualquer canal de esporte), 24% de aproveitamento, precisando de umas 10 vitórias em 16 jogos para não pagar sua dívida para com a sociedade. Até aí OK.
O interessante mesmo é que com time tido como grande (sabe Deus por quem) nessa posição horrível, sempre começa crise, troca de técnico e de farpas pela imprensa. E isso tudo só melhora quando envolve o queridíssimo Renight. Pois que o maior brinquer* do Brasileirão anda por aí dizendo que o time do Fluminense não quer nada em campo e que não tem técnico que dê jeito. E vem dirigente falar abobrinha. E vem jogador se defender. E vai oposição criar mais conflito internamente. E nós todos ganhamos com o circo armado.
Seria uma coisa terrivel, fosse com meu time. Mas é o Fluminense. E ele deve algum tempo na segunda divisão do Brasileirão. E a gente espera que ele pague.
Já estamos na metade do Campeonato Brasileiro e tudo se desenha para mais um segundo turno entediante. Com isso em mente, gostaria de fazer uma sugestão ao Sr Ricardo Teixeira: por que, ao invés de mudar o calendário brasileiro, o senhor na utiliza a fórmula do Campeonato Carioca para a maior competição Nacional? Tem o melhor de dois mundos: a justiça nos pontos corridos e a alegria de jogos eliminatórios.
Clarice, nossa amiga sofre... digo torcedora do América-MG foi celebrar o acesso à 2ª Divisão do Campeonato Brasileiro e nos presenteou com o texto. Como ela está sem máquina, surrupiou as fotos do site Super Esportes. Vem comigo!
foram cinco anos do mais penoso sofrimento que pude testemunhar em toda a minha vida de americana. o rebaixamento para a série C, em 2004, acabou se mostrando apenas o começo de um longo pesadelo. não bastasse a queda em si, o desempenho do time aniquilava as esperanças da torcida de que aquilo fosse só uma breve fase ruim. campanhas tão vergonhosas que, em 2007, nem a classificação para a série C conseguimos, e ainda fomos rebaixados para o módulo II do estadual. fundo do poço. fora a assombração da recém criada série D, que mostrou que o poço sempre pode ser mais fundo. em 2008, o américa ficou com a última vaga para a série C seguinte, e se não foi aí o início da recuperação, vale ser citado pelo simbolismo do saco cheio: "peraí, série D também já é demais!"
2009 começou com o retorno à elite do mineiro. após uma pré-temporada farta em gols, as esperanças se renovaram. estreamos no mineirão lotado diante do rival atlético e não fizemos feio, o empate de zero a zero foi um resultado justo. não foi uma campanha brilhante – fomos eliminados nas quartas de final – mas nem de longe lembrávamos o time apático dos últimos anos. na impossibilidade de grandes contratações, jovens promissores dividiam o campo com veteranos como euller – o filho do vento! – irênio, evanilson e nosso capitão wellington paulo, todos profundamente ligados a um passado vitorioso do clube. só faltava mesmo um bom técnico para dar a ordem e a motivação nessessárias.
seguindo a direção dos bons ventos que começavam a soprar, um bom técnico foi o que tivemos! para disputar a série C, o américa trouxe ele, givanildo oliveira, o mesmo que nos levou à série A em 1997, o mestre, o maestro, o merecedor de nossas eternas homenagens e gratidões! com tempo para preparar o elenco, o professor givanildo presenteou nossa torcida com o bem mais precioso: a volta da esperança, a constatação de que a classificação era possível e merecida, dentro de campo, na raça, sem depender de combinações loucas ou regras indecifráveis. agora vai!!!
a primeira fase foi impecável. 100% de aproveitamento em casa e apenas duas derrotas, uma delas com o time já classificado e todo desfalcado. classificação antecipada com tanta folga que mesmo uma rodada sem jogar não era ameaça. o sonho estava se tornando realidade!
sabíamos que não seria fácil. nada é fácil para o américa. sabíamos que qualquer que fosse o adversário seria um confronto difícil e equilibrado, mas o brasil de pelotas ainda veio com o peso de uma tragédia na bagagem, e toda a comoção que decorre disso. não fossem eles nossos adversários diretos, provavelmente até eu torceria pelos gaúchos. mas guerra é guerra não há lugar para esses sentimentalismos...
assim começou nossa agoniada semana de 180 minutos (ou seriam nossos 180 minutos de agonia que duraram uma semana?). no domingo, dia 9, o jogo de ida lá em pelotas já deu a dimensão do sofrimento. um zero a zero chorado, numa partida impossível de ser qualificada como "de futebol" devido às condições precaríssimas do campo, e o sacrifício que é acompanhar um jogo desses apenas pelo rádio. há que se ter o coração forte! aliás, foi no mesmo instante – mais precisamente aos 32 minutos do segundo tempo, quando os xavantes erraram a cobrança do penal – que eu tive duas certezas: 1) do coração não morro mais e 2) nada mais nos tirava essa classificação!
a semana passou lentamente, mas o discurso era animador. nada de salto alto, temos que respeitar o adversário, o jogo só acaba quando termina, certo, tudo certo! a ameaça de não haver mais ingressos e a necessidade de ir comprar antecipado também ajudaram a ir preparando o nosso espírito para a agora feliz realidade: estamos voltando, o fantasma do "time pequeno" e dos subcampeonatos está ficando pra trás!
até que ontem bh amanheceu alviverde! bandeiras, camisas, buzinas e muita festa! coração acelerado, vesti a minha histórica camisa que foi usada pelo atacante zé carlos generoso na conquista do mineiro de 1971, me enrolei na não menos histórica bandeira autografada pelos jogadores campeões em 1993 e fui me juntar aos outros quase dez mil americanos no nosso gigante do horto, quase pequeno para tanta emoção! o estádio estava lindo, e a torcida não calava: ôôôôôôô, vamo subir, coelhooooooooo!!!
o jogo começou e com ele a contagem regressiva. o time estava bem, seguro, dominando as jogadas e sem deixar o adversário evoluir. mas não marcava, e zero a zero levava à disputa de pênaltis. mais aflição. só no finalzinho do primeiro tempo, naquela fase que a gente já começa é a querer que acabe logo, veio a redenção! o meia luciano, após receber um lançamento preciso, driblou o goleiro e – perdoem o chavão, mas é inevitável – só não entrou com bola e tudo porque teve humildade!
explode a massa alviverde! o coelhão ainda teve a chance de ampliar antes do fim do primeiro tempo, mas desperdiçou. palmas da torcida e um intervalo de pura expectativa, todos elétricos e encantados pelo golaço!
no início da segunda etapa, o balde água fria. numa falha boba da defesa, os visitantes empataram e assim pegaram para si nossa vantagem e nossa festa, mas não nossa esperança. foram os quinze minutos mais longos do ano. eu já disse que nada é fácil pro américa? a torcida esfriou, e quando cantava era de forma tímida, apreensiva. eu não conseguia ficar sentada e quase me agarrei à grade de tanto nervoso.
foi quando minha tia virou para minha vó (sim, a família toda na arquibancada!) e disse: "mãe, a senhora é que é a pé quente! vamos levantar agora e cantar!" e assim foi, e parece que era a senha para a reação! aos 23 minutos, numa cobrança de falta como só ele sabe fazer, irênio pôs a redonda nos pés do leandro ferreira, que só empurrou para a rede e partiu pro abraço! nova explosão da massa, pulos, abraços, gritos e lágrimas, tantos, tantos, que ainda comemorávamos quando bruno mineiro selou nosso destino com um gol ainda mais lindo que o primeiro. 3 x 1, e a festa não parou nos pouco mais de quinze minutos até o apito do juiz!
é por esse tipo de alegria que a gente percebe porque aguenta tanto sofrimento! quem torce com paixão sabe que vale a pena demais da conta, não tem como descrever a felicidade! e eu tenho certeza que, pelo menos ontem, deus era americano e, lá de cima, tava cantando com a gente:
lar doce lar, aqui estou independência, meu caldeirão do coelho decacampeão! vamos coelhô! vamos vencer! vou caminhar por toda vida com você! vou repetir: eu mando aqui! quero a vitória e com a vitória eu vou sair! coelhooooooooo!!!
A pessoa acorda, cumpre suas funções matinais e vai ler de esportes. Pois que não deveria, já na abertura do site, encontra Ricardo Teixeira falando sobre adaptar o calendário brasileiro ao europeu. É pra perder a fome o resto do dia.
Você pode chegar e usar aqueles argumentos "bonitos" que usaram na matéria sobre a Copa do Brasil e janela do meio do ano. Daí eu te digo uma coisa só: será só mais fácil pra galera gringa comprar, afinal, com o mesmo período de janela, a turma de lá vai gastar bem menos com recisões e que tais, AFINAL, COMPETIÇÃO EM CURSO KDLA. Sem contar que esse calendário europeu visa férias no verão deles, nós aqui teríamos férias de futebol no inverno. E aí, amizade, teus finais de semana de junho e julho seriam VAZIOS de esporte.
Sinceramente, prefiro ficar sem futebol entre Dezembro e Janeiro, poque nao tem esporte, mas tem aquela praiana maneiríssima com a galera. Tem os churrascos. Tem o verão e a vida toda que ele traz com o sol, a disposição eas férias escolares. Na real, na real, isso não ajudará em nada o futebol brasileiro. E ainda por cima atrapalhará.
Além da paixão e do fanatismo tão bem citados no post anterior da Lila não podemos esquecer que o futebol também é feito da rivalidade. Rivalidade que só existe por que é alimentada pela paixão das torcidas adversárias. Ai tô chovendo no molhado, eu sei, mas é que eu não podia perder a oportunidade de divulgar esse vídeo. Como se trata de uma piada oportunista vamos lá, porque amanhã tudo pode ser diferente. Ou não.
Quem nos vê aqui falando de futebol tende a crer que somos um bando de fanáticas loucas. Uma grande mentira. Somos apaixonadas. Tem um texto de uma colabora que tenta explicar como podemos colocar um clube acima de paixões maiores como família, mas não sei se ainda tratei do assunto como gostaria. Por isso, as mal digitadas linhas a seguir. E falam apenas e exclusivamente de mim; da minha vida de apaixonada e aquelas coisas que soam até meio ébrias.
Gostar de futebol nunca foi algo que pudesse escolher. Não lembro de uma época da minha vida em que o futebol estivesse ausente. Oras, na casa pra onde fui onde nasci tinha meu avô: um flamenguista fervoroso que não perdia qualquer jogo do Flamengo ou do Brasil. Na casa de meus outros avós, a situação não era lá diferente: os dois completamente transtornados: ele americano, ela tricolor. Meus fins de semana sempre foram passados próximos a um rádio de pilha, escutando alguma transmissão. Diz a lenda familiar, que do alto dos meus 2 anos acompanhei, em 82, minha primeira Copa do Mundo. Comemorando os gols do Brasil feito gente grande.
Conforme o tempo passou e perdi uma das minhas grandes paixões: o avô americano. E veio a facilidade de cair de amores pelo Flamengo desde que tenho idade pra me lembrar. O futebol possibilitou isso, me mostrou que existe algo muito maior do que nós mesmos nesse mundo. O que jamais perecerá. Aquilo que nos mudará o humor como uma nova paixão arreebatadora, como uma perda na família. É um mundo novo e que te toma de assalto, te leva ao topo do universo e ao fundo do poço.
Não digo que dê sentido à vida, mas abre um leque imenso de possibilidades novas e, quando você se dá conta, está lá, craque da matemática, combinando resultados. Ás da vidência predizendo resultados. Um tremendo ressentido torcendo pela derrota do próximo. Tal e qual acontece quando amamos alguém de verdade: namorado, irmão, pai, filho.
Pelas braços do esporte bretão, me veio o Flamengo. Minha primeira paixão. E tal toda paixão, me decepciona, me alegra, enfim, me surpreende para o bem e para o mal. Mas não me falta. Quando tudo mais está ruim, o Flamengo vai lá, enfia uma goleada - ou ganha apertadinho - e parece que não tem mais nada de errado no meu mundo. É como encontrar o ser amado depois daquele dia em que tudo deu errado e o teu amor te sorri e te abraça e tudo fica longe. Assim são as vitórias do meu time pra mim. E suas glórias são como aqueles momentos bons de um relacionamento que a gente lembra pra sempre. E as vergonhas? Essas são aquelas brigas que esquecemos, porque assim são os amores: imperfeitamente perfeitos.
Morreríamos por nossos clubes da mesma maneira que daríamos a vida por um ente querido. Mas, da mesma forma que não criticamos os amores alheios, não transformamos os "outros" em inimigos mortais. Respeitamos a paixão deles como queremos que a nossa seja também digna de respeito e, por que não, admiração.
Somos apaixonadas e nossos clubes nos bastam. Eles estão acima de qualquer coisa que jamais entenderemos. Pois assim são as nossas maiores paixões: incompreesíveis e deliciosas. Cada uma à sua maneira.
Vocês não sabem, mas tou naquela época em que to desistindo do Flamengo (época essa conhecida como todo pós-jogo de vergonha indescrítivel). Junto a isso, tem um amigo são-paulino que, em prol do bairrismo interioriano, decidiu abdicar do SPFC esse ano e vive me perturbando. O projeto dele é Barueri na Libertadores.
Depois do jogo de hoje, realmente acredito que o time até tenha qualquer chance de permanecer entre os primeiros colocados no Brasileirão desse ano. Não tinha acompanhado nenhum jogo deles até a noite de hoje e, olhem, é um time chato, bem arrumadinho e tem um sujeito que se amarra em romper cidadelas adversárias. Não sei que jogos vocês acompanham, mas na semana passada, só ouvi gol do tal Val Baiano. Continuando assim, vai longe.
O problema mesmo é que o Barueri tem cara, jeito e cheiro de time-empresa. E nós sabemos bem como é a trajetória de times-empresa: eles aparecem, incomodam e somem por anos,a té que alguém invista e eles voltem ao início do ciclo.
Na real, na real, só queria mesmo dizer que, de acordo com esse amigo, o Barueri é Carapicuíba na Libertadores. E de Carapicuíba, eu gosto.
Era 1994. Eu tinha 16 anos. Segundo ano do segundo grau. Era apaixonada pelo meu vizinho desde os 13 (rararara). Ia na matinê do Mello Tênis Clube. Gostava de futebol, mas já tinha desistido de torcer pra qualquer clube do Rio. Sobrou a seleção. Aquela que eu sempre vi naufragar, desde a remota lembrança da tristeza do meu pai em 82, até os tocos mais vívidos, em 86 contra a França e 90 contra Argentina.
Nessa copa, eu tinha uma amiga, que era minha vizinha na rua. Éramos xarás. Não lembro bem como ficamos amigas, mas combinamos de assistir todos os jogos juntas. Revezávamos uma na casa da outra a cada jogo. O esquema era: uma traz a pipoca e a outra o suco de maracujá. Sim, senhoras e senhores: SUCO DE MARACUJÁ. Eu já fui uma pessoa que não tomava cerveja e não tinha dinheiro pra comprar coca-cola. Suco de Maracujá era opção mais válida além de ajudar a controlar todo nosso desespero a cada partida. E essa copa foi linda, teve LEONARDO, teve RAÍ *suspiros*
Assistir os jogos na casa dela era engraçado, era uma casa de quintal enorme com uma mangueira gigante na frente, um cachorro vira-latas mau humorado chamado Barão. Uma mãe portuguesa que era TRICOLOR fervorosa, e que se ajoelhou no chão e agradeceu a Deus pelo gol do Branco que salvou a gente no jogo contra a Holanda.
Tava tudo muito bom, o Brasil chegou na final. Era domingo. Dia 17 de Julho. Aniversário da minha mãe. Segundo o revezamento, era pra eu ver a final na casa da minha amiga, mas EU NÃO PODIA. Era aniversário da minha mãe e meus avós iriam lá em casa pra isso, não pra ver o jogo. Seu Arthur, meu falecido avô, odiava futebol, e não satisfeito, gostava de secar. E ficava torcendo pra Italia. E falava um monte de abobrinhas, e eu, puta da vida.
Resolvi me trancar no quarto pra ver o jogo sozinha e sofrer no meu cantinho. Eu, minha pipoca, meu suco de maracujá. Nada de gol, e o tempo passava e ia pra prorrogação. Mais desespero e nada de gols. Aí foi pros pênaltis e eu pensei AGORA FUDEU.
Aí entra meu pai, um cara super tranquilo 24/7, no meu quarto, puto da vida com Seu Arthur, que não parava de secar o Brasil e diz que vai terminar de ver o jogo comigo porque "tá foda lá na sala".
E o resto da história, vcs já sabem. O Baggio chutou pra torcida e deu o título pra gente, aquele que toda a minha geração ainda não tinha visto. Aquela sensação que só nossos pais até então tinham sentido. Eu saí gritando pro meu avô que não adiantou secar e desci. Fui pra rua encontrar minha amiga, que não viu os pênaltis porque tava ajoelhada no terraço da casa dela cantando "na torcida são milhoes de treinadores" (tipo, OI NÉ? HAHAHAHAH). Eu também vi meu vizinho quando desci, mas era muito monga pra se aproveitar do calor da situação.
Voltando pra casa eu peguei uma pilot e desenhei na porta do meu armário vários bonequinhos representando todos os jogadores do escrete, várias paradas escritas sobre, nenhum registro fotográfico (a falta que fazia uma câmera digital). No fantástico daquela noite, falava-se sobre Romário, que foi criado no bairro "pobre e humilde da Vila da Penha" - MENTIRA, ERA CORDOVIL, CARALHO. Mas estávamos todos felizes e comemorando pelas ruas que, teoricamente foram onde Romário se criou.
A amiga eu nunca mais vi, o vizinho eu nunca cheguei a pegar, o armário foi vendido, e meus avós se foram pouco depois da copa seguinte. :(
Vocês não sabem, mas até o último sábado, só conhecia o Maracanão de estádio aqui no Rio. Aos poucos, vamos corrigindo essa palhaçada minha, começando com a casa do rivalzão: a Colina.
Sentando que lá vem a história, decidimos fazer uma excursão a Sanjanu, durante um jogo do Brasileirinho, afinal, muito mais tranquilo, bastava escolher o adversário. Consultando tabela, Vasco x Ponte Preta seria um jogo interessantíssimo, uniformes parecidos e adversário de longe o suficiente pra não incomodar muito. Decidido, espalhamos a palavra e acertamos os detalhes.
Chegamos lá, Xianey e eu, com outros amigos, restava achar Andrea e Joaka. Enquanto não achamos, rolou uma gracinha de ficar tirando fotos do lado de fora, aproveitando a "escolta" de um amigo que conhece todo mundo pelas bandas de São Januário.
O estádio é bem legal por dentro, arquibancadas super perto do campo. Os degraus podiam ser um pouco mais altos, afinal, tem aquele momento do descanso das perninhas e, com a altura do degrau, a interação é um pouquinho maior do que a gente desejaria. Os banheiros são um absurdo, mas é estádio e tendo banheiro já tá super bom, combinemos.
Aliás, Caldeirão define bem Sanjanu. E um Caldeirão altamente charmoso.
Fiquem com as fotos.
Olha, vou torcer pro Vasco comendo esfiha!
Pertinho, ó!
Baile português
As menines tudo!
Era pra aparecer a estátua do Romario, mas zoom fail.
Sofre, padeira.
Fim de jogo, Shrek, nós outras, um menino que veio me dizer que sou a cara da irmã dele e uns Roberts. Valeo, Sanjanu.
Keyboard cat endossa o terceiro fracasso brasileiro consecutivo na Liberators
Seguindo a linha clichê básica do futebol de que "quem não faz, leva", o Cruzeiro caiu aos pés do Estudiantes diante de 70 mil torcedores que davam como certa a ida pra Dubai (pfffff).
Ano passado o Fluminense foi mais raçudo na final. Perdeu pela maldição dos pênaltis, a secada geral (inclusive minha) e o castigo divino que recaiu sob Renight que sempre teve a língua maior que a boca e pagou pelas merdas que disse.
Neste ano, o Cruzeiro foi às finais e manteve pelo terceiro ano consecutivo o fail brasileiro no torneio. Quando abriu o placar no segundo tempo, resolveu respirar e esqueceu que ainda tinha mais meia hora de jogo pra ganhar. Tomou gol. Desesperou, tomou mais um. Deus era argentino ontem (ou torcedor do galo, heh) e não quis um empate e a bola foi pra trave. Desesperou mais e aí adiós Dubai.
Mais uma vez os argentinos deixam a importante lição que é importante ter sangue frio pra virar e ganhar, principalmente se for na casa dos outros. Todo o mérito e parabéns pro Estudiantes que não só marcou, como anulou as tentativas de jogo cruzeirenses.
Lances sérios à parte, é bom demais ver as marias perdendo. em casa. rá.
Se eles vão se dar bem contra o Barça, aí veremos.
A maratona tinha começado no dia do sorteio da ordem dos jogos finais da Copa do Brasil. O primeiro em São Paulo e o segundo em Porto Alegre. Num intervalo de 2 dias, já tinha recuperado a senha do programa de fidelidade daquela companhia aérea e resgatado pontinhos em promoção para 3 kits de ida e volta. Estava decidido: Beira-Rio... Estaríamos lá. O primeiro jogo no Pacaembu terminou com o lindo placar de 2 a favor e, mais importante ainda, rosca contra. 2.000 ingressos corinthianos distribuídos da seguinte forma: 1.450 para Timão Tur + familiares + conhecidos + trutas + etcéteras todos, 50 para Fiel Torcedores e 500 para todas as organizadas (Gaviões da Fiel (sede e todas as subsedes), Estopim, Camisa 12, Rua São Jorge, Coringão Chopp, Pavilhão 9 e tantas outras quebradas). Na hora de decidir como seriam disponibilizados os ingressos, a decisão: Gavião só teria ingresso se encarasse a caravana, nada de avião ou conforto. Depois de hooooooras de fila, o papelzinho que dava direito ao ônibus e ao sonhado ingresso. Foi assim que começou a jornada dos ônibus dos Gaviões da Fiel rumo a Porto Alegre. Mil, cento e dezenove quilômetros separavam torcida e estádio. E lá fomos nós!
Posso dizer que jamais havia me imaginado numa jornada tão longa dentro de um ônibus para acompanhar o meu Todo Poderoso. Mas foi fantástico! Depois de horas de viagem, uma pequena pausa em Criciúma para juntar outros ônibus, afinal uns ficaram pra trás, outros seguiram, um quebrou...
Escolta policial até o restaurante em que almoçamos vigiados por guardas e armas de grosso calibre. Mais uma vez, a paixão movia as pessoas e nem sombra de pensamento em desistir de tudo aquilo.
Mais um monte de horas e estávamos na fronteira do Rio Grande do Sul. Hora de parar de novo e esperar a Camisa 12 e outros ônibus.
Passamos por algumas cidadelas e, numa delas, um moço fez o V da vitória com as duas mãos. Num ato favela roots, abri a janela e gritei DOIS A DOIS É NOSSO, TROUXA! Não poderia ter premeditado taaaaaaaanto o que seria o jogo.
Por volta das 20h, a Rádio Guaíba já anunciava a nossa chegada. Estávamos a menos de 50km do Beira-Rio. A parcialidade do locutor irritava a todos, mas a amizade continuava a mesma, né? E as musiquetas, a ansiedade e o tremor gritavam.
Revista das mochilas, dos ônibus, das nossas almas. Hora de pegarmos os ingressos e entrarmos no estádio. Cada um pegou seu ingresso depois de alguma confusão e a entrada feita no meio de um parque foi uma coisa horrenda. Lama até a canela, mas era pelo Todo Poderoso.
Outra revista, um pisão de cavalo e, 24 horas depois, estávamos lá!
48.000 colorados faziam uma festa linda. Não tão linda quanto a festa desenhada pela cabeça de Jorge Henrique e pelos pés de André Santos. Quanto o placar mostrava 2 a 0 para o Timãoêô, nem a Fiel podia acreditar, quiçá os colorados.
Uma confusão idiota criada por D'Alessandro quase arranhou a festa. Mas não foi assim. A festa foi em preto e branco. Festa dupla, inclusive. Corinthians Tricampeão da Copa do Brasil e aniversário de 40 anos dos Gaviões da Fiel. Tudo ali, ao mesmo tempo. Era impossível conter o choro. De alegria, diga-se de passagem. Todo o esforço tinha valido a pena. O grito entalado há um ano na garganta quando ficamos apenas no quase, por culpa daquele maldito 3 a 1 no Morumbi e do 2 a 0 em Pernambuco, finalmente foi ouvido. Saiu alto e em bom tom.
Finamente acompanhada pelo Vini, um dos 50 rabudos que ganharam o ingresso do Fiel Torcedor
A vaga garantida na Libertadores do ano do centenário e a taça da Copa do Brasil foram suficientes para trazer tranquilidade para fazer um turismo, ainda que rápido, pela Porto Alegre tão bacana e acolhedora. O tempo de permanência foi curto mas suficiente para ver as gargalhadas tricolores se transformarem em lágrimas tais quais as coloradas, após o mesmíssimo placar de 2x2 frente ao Cruzeiro, ali no Olímpico. A consequência disso? A socialização com os torcedores do Cruzeiro no aeroporto no dia seguinte.
Quem se deu bem em Porto Alegre
E, de quebra, ainda ganhamos um encontro com um dos nomes de maior destaque na seleção brasileira vencedora da Copa das Confederações: Ramires.
Há quanto tempo: 28 anos e contando Onde: Hell Djãnêro Com quem: Flamengo até morrer E o que mais: Wannabe de uma penca de coisa, gosta mesmo é de opinar mesmo que não esteja lá muito correta no assunto. Lila deseja o reconhecimento de que opiniões femininas sobre futebol são muito válidas também, a fama, o dinheiro, a glória e shorts menores, porque não é ferro.
Joakina tem 28 anos e descobriu-se botafoguense aos 9.
Façam-se as contas: Botafogo Campeão Estadual em 1989.
20 anos depois para muitos, nenhum para ela, pois o futebol surgiu em sua vida naquele dia.
E dela não mais se separou.
Há quanto tempo: 30 da primeira etapa de jogo Onde: Sampa City Com quem: Timão ê ô E o que mais: Ariana impulsiva, pavio curto e nascida do avesso, curte samba, suor e dispensa a cerveja. Prefere uma tequilinha dourada ou um saquê com sal na borda do copo. Adora um estádio, principalmente o sanduíche de pernil do Getúlio na porta do Pacaembu, e não briga por futebol. Possui a carteirinha da Gaviões mas usa verde sem censura. Já correu da polícia em jogo da Libertadores e adora um poropopó.
Há quanto tempo: 30 anos Onde: São Paulo Com quem: Atlético MG Porquê? Embora eu seja carioca, morando em São Paulo, só o Galo me entende.
Há quanto tempo: 29 anos Com quem: Galo desde sempre! E o que mais: Assistia o Rei (naldo) jogar e brincava de Barbie. Depois a Barbie rodou e o futebol ficou.