Hoje o Flamengo apresentou o novo fornecedor de material esportivo e afins, a Olympikus. Sabíamos todos disso desde o ano passado, mas o departamento jurídico da Gávea não existe e só agora se pode fazer a parceria oficialmente. As cifras são enormes até mesmo na pré-venda, de acordo com informações do clube, 214 mil camisas já têm donos.
Agora vamos àquela parte que eu adoro quando é no time dos outros: o uniforme mesmo. Não fosse o detalhe da gola, a camisa seria lindona. Mas existe esse detalhe que enfeia o Manto e realmente prende o olhar do vivente numa tentativa bobinha de entender o que está de passando ali. Tem um cabide? Era pra ser uma camisa de manga única e alguém avisou que não pode isso no futebol, levando a um remendo? É falta de noção? É senso estético distorcido? Só Deus e o designer sabem. Já eu tou apostando nas duas últimas.
De acordo com Marketing rubro negro, a linha de camisas que vem por aí é interessante. E eles quase se importaram de verdade com as torcedoras, fugindo um pouco do periguétchi-style que permeia o futebol para mulheres. Ainda pode melhoras, mas só de já ter incluído 3 peças diferentes e esclusiva para moças, mostra algum potencial. Se você tem algum conhecido influente na fornecedora, mostra o site do Grêmio pra eles verem como agradar a mulherada torcedora.
UPDATE:aqui você encontra sugestões ótimas de uniforme novo, num texto que achei procedente sobre a nova parceria. Dinheiro é bom, mas não mexam com as tradições, rapaziadas olympikas.
Cruzeiro e Grêmio foram a campo ontem jogar a primeira partida da semi-final da maior competição do continente. Nada além do esperado, Cruzeiro peleando pelo resultado e Grêmio jogando nos contra-ataques.
Jogo bom que deu aos mineiros uma interessante vantagem para a volta no Olímpico. Mas pontuado por dois fastos curiosos. Primeiro o árbitro da partida sofreu alguma distensão muscular e precisou ser substituído. Sério, ponto alto do jogo, na minha humilde opinião. O segundo fato não foi tão legal; aliás, foi nada legal. Parece que houve uma confusão entre Elicarlos e Maxi Lopez que culminou em xingamentos altamente racistas.
Uma pena, porque o jogo de volta prometia algo de sensacional e agora ficará nesse climinha bélico completamente desnecessário. Enfim, aguardemos e torçamos para que as equipes respeitem-se dentro de campo e posssamos ter um jogação na próxima quinta.
Os deuses do futebol estão sorrindo para as moçoilas apreciadoras do centenário Ludopédio e o programa vespertino de esportes de hoje nos brindou com um cidadão para uns 300 talheres.
Fabiano Borges, goleiro do Marília e coisa linda de Zizú, além de praticar o esporte bretão na mais ingrata das posições, já deu o ar da graça - ai, braziu, e que graça, viram - em trajes sumários numa revista dirigida ao público gay. Só de chuteiras, meias e luvas, o moço fotografou pro ensaio, e se você achar as fotos, é só encaminhar pro e-mail, que agradecemos.
O vídeo da matéria você vê aqui. A foto veio daqui.
Não sei o que vocês fizeram no feriado, mas eu fui passear ali em SP e, junto de Xianey e Fê Ruça, aproveitei para conferir o Museu do Futebol.
Você entra direto na parte das coleções e, exceção a uma camisa ou outra, fica meio desapontado. Até que sobe uma escada e chega ao museu de fato. Na sala escura, fotos de craques e ídolos de todos os tempos, reproduzidas em gigantes painéis. Todos travam, iluminados só pelas fotos dos grandes do nosso panteão. E a seqüência é matadora com várias TVs cheias de opções de grandes momentos do futebol comentados por uma galera prezíssima. Recomendo fortemente que todos escutem a narração do Ary Barroso, disponível no espaço dedicado ao rádio.
Subindo mais uma escada, existe o espaço dedicado à torcida. Impossível não perder eras ali, aguardando as fotos da própria galera e zoando a turminha do alheio. Numa sala a seguir mais memorabilias impressionantes do esporte bretão, até que vem uma sala escura, chamada de rito de passagem. As três saímos completamente marejadinhas de lágrimas. Coisa fina.
Então temos a mudernidade, relíquias, camisa do Pelé e as mais sensacionais frases sobre futebol já ditas pela terra brasilis. Mesas de totó, futebol 3d mudernosissímo e divertido.
De pontos negativos temos a proibição de fotografias e a ausência de lojinha de coisas do museu. Gostaria de ter mais do que o ingresso como lembrança e isso inclui réplicas pequenas de frases célebres ou um ímã da zebrinha. Faltou tino comercial.
No mais, evitem os finais de semana. Ter tempo e espaço para curtir as coisas deve ser BEM mais legal.
Com esse texto, me chegou hoje a segunda parte da campanha Canarinho da Nike. Há algundis dias, já me tinham mandado algumas fotos da jam entre Marcelo D2 e Junior - sim, o segundo maior dos Deuses rubro-negros - junto com um texto que as explicava en passant.
Nesta tarde, chegaram adesivos, uma fita cassete e a informação de que haverá um bar no coração da boemia carioca. E o Chuteira estará lá. Porque além de gostarmos de futebol, também adoramos uma festa fechada.
Abaixo as fotos de tudo que nos foi enviado até o momento:
P.S.: Não estamos ganhando nada além do exibido e dito aqui, mas se você quiser achar que é um post pago, bom, cada cabeça uma sentença. Beijo.
Saiu no Ancelmo Góis a lista das cidades-sede para 2014. Estamos assim:
Rio de Janeiro São Paulo Belo Horizonte Porto Alegre Curitiba Brasília Cuiabá Manaus Fortaleza Salvador Recife Natal
A abertura está entre SP e BH, a final, sabemos todos que será no Rio. Alguns apostam que a abertura ficará com SP e a estréia da Seleção com BH.
Creio que esse sorteio será algo de interessante. Imaginem se a Finlândia se classifica. E, mais além, fica em Cuiabá. Tudo bem que é junho/julho, mas, mesmo assim, ainda é um calor que deve ser a idéia deles de inferno. O que quer dizer que, não importa muito quem venha a se classificar, alguém se dará muito mal.
Na real, eu importo mesmo é com onde ficarão a Suécia, Noruega, Itália, Alemanha... Enfim, as pessoas bonitas. Porque pra ver gente feia, Maracanã taí, né?
Juro a vocês todos que adoraria não precisar voltar aos mesmos assuntos, mas tem coisas que matam um cerumano. Se não de vergonha, de indignação.
A maioria aqui sabe que eu adoro umn LOCHINHA DA CLUBES e que vejo direto umas 4 ou 5 (sem contar as novidades/promoções que recebo em newsletters). Sou "compradora de janela" de coisas de futebol. Fazer o que, um dia ainda tenho dinheiro pra apontar e pagar. Isso é introdução que baste; vaca fria time.
Domingo, antes do jogo contra o Botafogo, rolou um desfile com os "modelos novos" de camisas do Grêmio . Não gostei eu, não gostou a massa tricolor. Já a diretoria diz que a galera vaiava os modelos escolhidos para o desfile.
E, obviamente, a melhor forma de tapar o sol é usar uma peneira.
Ano passado, a camisa reserva era essa. Para a Libertadores, começaram a sacanear o uniforme reserva e lançaram isso. Agora alopraram de vez a situação inteira com esses uniformes novos. Nesse último link, inclusive, você percebe a indignação dos próprios torcedores.
Mas, certamente, era por conta dos modelos desfilando as camisas, não?
De acordo com a tabela divulgada antes do início do Brasileirão, no domingo dia 31 de maio, às 16h, o Botafogo jogaria contra o Sport no Engenhão.
Hoje, a CBF resolveu antecipar o jogo para sábado, dia 30, às 18:30h. Menos um dia de folga/descanso/ou preparação para ambos os times e, obviamente, menos torcida no estádio (o horário das 4h no domingo é indiscutivelmente melhor pra ir a um estádio do que sábado às 6.30h, ou alguém discorda?!).
Por quê o jogo foi deslocado pra sábado? Porque o jogo Famengo x Atlético-PR foi deslocado de sábado para domingo.
No Lancenet: "O assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva, explicou a pequena alteração na tabela, argumentando que o Flamengo merece esta modificação por conta do esforço que fez para trazer o Imperador de volta ao futebol brasileiro.
– Nada mais justo com um clube que fez um grande investimento. Além disso, não atrapalhará em nada a tabela do campeonato - declarou."
É SURREAL. De resto, tirem suas próprias conclusões.
Ser brasileiro, por si só, já faz de cada um de nós soldado, né não? Basta olhar à nossa volta e ver o país em que vivemos, as condições que nos dão pra sobreviver. E conseguimos. Agora, além de brasileiros, somos TOR-CE-DO-RES. A mulherada aqui não dispensa um estádio, não. Não somos torcedoras de sofá e pipoca. Somos torcedoras de estádio, chuva-e-sol e hot dog frio. Não só nós aqui do brógue, não. Mas você, você e você também, certo?
Comecemos pelo valor dos ingressos. 30 reais foi o valor da arquibancada para o jogo Corinthians x Florminense pelas quartas de final da Copa do Brasil ontem. Vale comentar que o salário mínimo é de 465 pilas? Lembrando que nossa Constituição atribui tanta responsabilidade ao dito cujo: salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. Ainda assim, pagamos o preço para assistir ao espetáculo classificado como "Ópio do Povo".
Transporte público está longe de ser um dos orgulhos de nossa terra, né? Ainda assim, o utilizamos para chegar aos templos. Quer dizer, quando é possível fazê-lo. Afinal, o Morumbi, por exemplo, não conta com estação de metrô próxima, tampouco zilhares de linhas de ônibus o atendem. Quando não dá mesmo, apelamos pros nossos carrinhos ou pras caronas e aí... Onde largar os bichos? Em estacionamentos próximos? No domingo, dia da estreia do Timão contra o Colorado no Pacaembu, o valor dos estacionamentos era de 30 mangos! TRINTA! Daria pra deixar na rua, então? Daria, se tivéssemos uma excepcional...
Segurança pública. Policiamento que age como melhor lhe convém, claro. Se você é torcedor, já tem inclinação pro mau comportamento. É o que parece. No entanto, os malditos flanelinhas e cambistas agem normalmente onde quiserem. E aí nós, aqueles que só queriam assistir a um joguinho, somos prejudicados ao extremo: ficamos sem ingressos porque estes bandidos têm acesso aos bilhetes antes de nós, reles mortais, e somos extorquidos pelos "amigões" que se oferecem a tomar conta daquilo que eles pretendem destruir, caso não sejamos cúmplices de suas atitudes.
Já é uma vitória termos conseguido pagar o ingresso, chegar ao estádio, entrar e ficar num lugar bacaninha. De repente, o primeiro bocejo. Por quê? Porque estamos cansados depois de um dia inteiro de batalha, digo, trabalho. Olhamos pro relógio e vimos que já são 21h50 de uma quarta-feira, horário maravilhoso previsto pra início da partida. E sabe por que ela ainda não começou? Porque a Maya ainda não conseguiu dizer ao Raj que o filho é, na verdade, de Bahuan, aquele dalit nada auspicioso. Até o elenco segunda linha inteiro de O Clone dançar e tudo, mais de 22h. O que significa, claro, que não haverá mais metrô funcionando quando acabar a partida. E o mesmo ocorrerá com muitas linhas de ônibus, o que torna quase impossível a volta de quem mora na periferia.
Guerreiros. Somos guerreiros.
E que vantagem Maria leva em tudo isso? - alguém poderia perguntar.
Minha resposta? Se você nunca esteve num estádio, experimente. E depois que você tiver a oportunidade de comemorar pela primeira vez um gol, ali, in loco, a gente volta a conversar*.
* Embora tenha tido vontade de chorar ontem aos 6min do primeiro tempo, quando o Dentinho sacudiu a rede tricolete, a minha vontade maior naquele instante era a de explodir a Globo e todos os que abaixam a cabeça pra que ela decida o horário das partidas transmitidas. Porque respeito é bom e torcedor, por mais guerreiro que seja, gosta bastante deste item.
Como anunciado no Twitter, foi criada a Liga do Chuteira e Minissaia no Cartola FC e para se associar e glamourizar aquilo tudo lá é só clicar aqui e fazer parte da maravilhosa jornada pela volta dos shorts menores e de um futebol bem melhor.
Sim, você precisa pedir autorização, mas somos legais e liberamos *ui* tudo *uiui* rapidinho. Ta esperando o que, jovem?
P.S.: Se você estiver com problemas, procure a liga nominalmente: CHMINISSAIA .
Para o campeonato mais disputado do planeta! Sábado passado começou o Brasileirão, aquele campeonato que pode ser sensa ou que já nos terá enjoado ali por setembro. Mas estamos aqui para rir das desgraças: nossas e deles.
O grande destaque da rodada inicial não poderia ser outro que não o Nilmar pagando de garçon maratonista e desviando de 25 corinthianos* e chutando pro gol, anotando o mais bonito até o momento.
Pela Copa do brasil, agora começa a hora da alucinação. Quarta o Flamengo enfrenta o Inter e eu já prevejo 2 sacoladas. Foi bom ter chegado até aqui, gente. O vencedor desses jogos (Inter, claro) pega o vencedor do SUPAHCLÁSSICO Ponte Preta x Coritiba**. Do outro lado da chave temos [Vasco x itória] x [Corinthians x Fluminense]. Chave essa que por mim terminava nos primeiros jogos com tragédias nucleares nos 2 estádios***.
Na Liberators tá aquela louca confusão porque existem mexicanos e agora tem a gripe - e viúva - Porcina. Eu nem vou comentar que acho que os mexicanos nem deveriam estar na Liberators de brinks, né? (E você aí, que vai me lembrar de Vexamex, pois volte um ano no tempo e veja que desde ANTES DISSO já acho bem palhaça a participação deles). Bom, se os caras só tão aqui pra fazer graça e mandam reserva pra jogo de taça continental, que fiquem com a vaga deles pela CONCACAF e não zoem nosso calendário.
No mais, fiquem por aqui que eu tenho fotos e historinhas de como assisti a final do campeonato carioca no Rio Grande do Sul.
Depois de ser uma entre os milhares de participantes a responder a um quiz de forma correta na firma em que trabalho, fui sorteada para ser uma das 200 pessoas que participariam do Bate-papo com o Pelé, exclusivo para os funcionários desta portentosa empresa que paga o meu salário. Caio Ribeiro, ex-São Paulo e atual TV Globo, seria o mediador. Confesso que fiquei feliz por ser escolhida porque, apesar de eu não simpatizar nada com o cidadão, estaria frente à frente com um dos mitos do esporte bretão que tanto amamos.
O lado brincalhão e descontraído veio à tona já no início do bate papo quando questionado sobre o Corinthians e a lenda dele não gostar do clube. "Como eu poderia ter raiva do Corinthians se ele me deixou ganhar durante 18 anos?" foi a resposta marcada pelas risadas no auditório lotado. Claro que eu soltei aquele clássico rá rá rá porque corinthiano que se preze, embora recém-coroado campeão paulista, não esquece suas feridas mais profundas. Caio ainda perguntou se era verdade que os jogadores santistas diziam fazer a feira antes dos jogos contra o Corinthians por terem certeza da garantia do bicho pela vitória. Pelé, rindo, respondeu que estes eram os dizeres que Carlos Alberto, aquele que já fazia feira e churrasco contando com o dinheiro do prêmio pela vitória.
Quando indagado sobre como era ser o Pelé, ele respondeu que, quando pequeno, odiava com todas as forças este apelido. Tinha orgulho de ser Edson, já que sua mãe o batizou assim pois houve a coincidência do seu nascimento e da chegada da luz elétrica a Três Corações. Ele sempre achou elegante chamar-se Edson em homenagem ao Thomas, aquele que inventou a lâmpada elétrica. Pelé era o principal motivo de suas visitas à diretoria da escola, por sempre encrencar com os meninos que o chamavam assim. Como todo apelido, o nome Pelé ganhou força justamente pelo fato do Edson não gostar dele. Hoje, no entanto, a situação mudou completamente e Pelé é o motivo de orgulho de Edson.
Questionado sobre a diferença entre os jogadores da década de 70 e os atuais, comparou as partidas de futebol a shows e os jogadores a artistas. Segundo ele, na década de 70 os artistas eram melhores que os atuais, porém não havia a TV para transmitir suas performances. "Antigamente, o cara precisava fazer 1.000 gols para ser conhecido" foi a frase usada pra exemplificar a diferença gritante ao que acontece nos dias de hoje, em que qualquer um marca um gol num jogo de várzea e a internet já o disponibiliza para o mundo todo. Ainda enfatizou que antes era muito mais marcante as funções de cada jogador. Os atacantes eram responsáveis pelos gols e os zagueiros pela defesa. "Hoje, a tática é 10-1. Quando o time está com a bola, todo mundo ataca. Quando perde a bola, todo mundo defende".
A inevitável pergunta sobre a troca do amor à camisa pelo dinheiro foi feita. A resposta de Pelé veio numa simulação da apresentação dos jogadores aos seus novos clubes.
O clima gostoso de bate-papo continuou e logo alguém tocou no ponto sensível da semana: a final do Campeonato Paulista. Perguntado sobre a sensação sentida no terceiro gol do Corinthians na Vila Belmiro, segundo de Ronaldo na partida, ele respondeu que, ao ver a bola tocar a rede, teve a certeza de que a taça ficaria mesmo na capital paulista. Disse que Ronaldo é um jogador que faz diferença, pois ele pegou apenas quatro bolas durante a partida, converteu duas em gol e quase fez o terceiro. Citou a habilidade que Ronaldo possui de conduzir a bola e levantar a cabeça para ver o posicionamento não só de seus companheiros, mas de seus adversários. Lembrou que o atacante do Timão observou o posicionamento de Fabio Costa durante a partida, inclusive citando que o goleiro parecia um zagueiro de tão adiantado que estava. Pelé ainda citou uma brincadeira que faz com os jogadores de meio campo novato "Você não tem de olhar pra bola. Depois de dominada, ela não vai fugir de você porque ela não tem pernas. Se o goleiro tiver um enfarte e cair em campo, corre-se o risco de ninguém chutar a gol porque está todo mundo sempre olhando a bola". Ele ressaltou que este é o diferencial de Ronaldo.
Questionado sobre a permanência de Dunga na seleção, Pelé respondeu que no início apoiou a escolha e apoia a permanência do atual técnico, porque ele conseguiu coisas que o público não enxerga, por exemplo o rompimento das panelinhas de jogadores e o fim dos pitacos de empresários que queria seus jogadores expostos na vitrine verde-amarela. Ainda ressaltou que, apesar das dificuldades como falta de tempo pra treinamento e entrosamento dos jogadores, Dunga tem conseguido muitas coisas. Disse, ainda, que o maior problema da seleção é a baixa qualidade do conjunto proporcional à qualidade individual das estrelas do time. Perguntado sobre uma sugestão de nome para a seleção brasileira, Pelé não exitou e apontou Hernanes do São Paulo como alguém que merece ser convocado.
Outra inevitável pergunta foi feita: o que Pelé achava de Neymar. Ele disse que o acha um menino bastante bom, esmagado pela pressão da imprensa e do público. Comparou a situação de Neymar à do Lulinha, que foi transformado em estrela e logo desapareceu por não suportar a pressão. "É fácil ser bom quando não se é conhecido". Acrescentou que, ao se tornar um pouco conhecido, o técnico adversário já pede marcação maior, uma beliscada no tornozelo. E aí é que se destaca quem é bom e quem não é. Ainda explicou que Neymar tem características bem diferentes de Robinho. O primeiro tem qualidade de passe, enquanto que o segundo é finalizador.
O palpite de três ou quatro favoritos para ser Campeão Brasileiro não foi dado. Em compensação, Pelé citou como clubes brasileiros favoritos ao título da Copa Santander Libertadores o São Paulo e o Sport. Destacou ainda o Boca Junior que, segundo ele, não importa o quão mal das pernas esteja, parece renascer dentro da Libertadores.
"Prefiro ficar com o meu timinho do Santos" foi o comentário que fez ao dizer como negou o convite do Presidente Lulla para tornar-se novamente Ministro do Esporte.
Ressaltou ainda que desde a época do Cosmos recebe convites para ser treinador de equipes, mas sempre recusou. Somente aceitou agora o convite para ser o treinador da equipe Onze Santander. Como patrocinador da Copa Libertadores, o Santander montou uma equipe com jogadores escolhidos por internautas e jornalistas da América Latina. O time representará o torneio em ações de marketing, porém só fará um jogo no encerramento da competição, contra o vencedor do torneio. Assim, além de Embaixador do torneio, Pelé é o técnico da equipe formada pelos brasileiros Washington, Luís Fabiano e Thiago Silva, pelos chilenos Aléxis Alejandro Sánchez e Gary Alexis Medel Soto, pelo colombiano Falcão García, pelos mexicanos Jared Francisco Borghetti Echavarría e Pavel Pardo Segura, pelo equatoriano Joffre David Guerrón Méndez, pelos argentinos Martín Palermo e Roberto Carlos Abbondanzieri e pelo uruguaio Washington Sebastián Abreu Gallo.
E por que mesmo eu mudei minha opinião em relação ao Pelé? Porque ele foi extramamente acessível, não fugiu de nenhuma pergunta das pessoas e, ainda, quebrou todos os protocolos do evento que não previam autógrafos pro povo (ele pediu que alguns fossem sorteados para ele autografar as camisas), fotos com geral, enfim... Ele foi da massa!
* Ao final do conversê, onze rabudos foram sorteados e ganharam a camisa do Onze Santander autografada pelo Pelé. Preciso falar que um dos rabudos é esta que vos escreve? ;-)
Com o empate ontem, temos uma final no carioca com tudo igual. Não sei, to meio desempolgada disso tudo, mas claro que sofri, claro que me irritei deveras e claro que reclamei do Flamengo durante 90 minutos.
Sobre Juan, digo que achei demasiado, desmedido, mas não desnecessário de todo, mas eu sou flamenguista e a opinião nesse assunto não conta. Ms também não tou aqui pra fazer nenhum juízo de caráter de ninguém.
No Mineiro, as Smurfetes estão com a taça em casa quase, afinal 5x0 no primeiro jogo é praticamente para gritar é campeão. Pelo que me disseram, o Atlético estava completamente apático, o que só confirma a tese de que quem grita é campeão na terra do pão do queijo são mesmo os cruzeirenses.
Em São Paulo, Ronaldo marcou 2 e só se fala em outra coisa. 3x1 a Corinthians e dificilmente o Santos reverte esse placar num Pacaembu lotado e caldeironizado. Todos os ingressos forma vendidos em 2 horas, pelo que nos informa a mídia especializada.
E no meio de semana, mais uma rodada da Copa do Brasil, mas disso só falo quando estivermos com menos times, que fica menos embolado e complicado acompanhar. Assim, pras pessoas que têm alguma outra ocupação que não a de somente assistir futebol.
Fiel, o Filme: finalmente eu vi. E confesso que gostei muito. Não só pela declaração explícita de amor ao Todo Poderoso, não. Porque, como disse à truta de trabalho, é necessário confessar que talvez eu tivesse ido assistir mesmo que o mote fosse São Paulo, Santos, Palmeiras ou Asa de Arapiraca. Só quem já pisou a arquibancada de um estádio reconhece a verdadeira emoção das cenas iniciais do filme: os passos cada vez mais rápidos em direção ao templo do futebol. Chinelos, tênis, sandálias. Faltaram ainda os pés descalços, sempre presentes no pós-jogo, afinal... Como vocês acham que o cidadão que arremessou as Havaianas no bandeirinha safado vai pra casa? O fanatismo, as mandingas, a esperança, a alegria, a tristeza, o orgulho. Tudo ali na telona, despejado em nossos colos numa verdade nua e crua que emociona. Porque todos se identificam com algum personagem desta história da vida real. O mano, o playboy, a patricinha, a mana, o casal do time, o casal de times opostos, o pai, o filho, a filha. Todos os tipos estão contidos não só no filme, mas nesta torcida que não é a que canta e vibra nem a que até a pé irá. Torcida, sim, que bate no peito e diz com todas as letras aqui é curíntia, numa releitura peculiar da língua mãe. Fiel retrata com propriedade a alma corinthiana, o âmago. Da tristeza da queda, quase que totalmente incoberta pela orgulho inabalável da "torcida que tem um time" e que jamais se cansou de cantar que jamais abandonaria o Coringão porque sempre o amou (e sempre amará), até a volta à elite. Claro que, como todo filme, Fiel possui alguns ápices como: - o mocinho dizendo que gosta da torcida que não canta músicas com palavrões (oi?); - o termo "ELAS" aplicado sutilmente em referência à torcida são-paulina; - o comentário do mano mais mano de todos os manos do mundo ao se referir à derrota do Corinthians para o Vasco, dentro de casa na penúltima rodada do Brasileirão de 2007; - a visão dos jogadores que faziam parte do time que caiu e que voltou; - o comentário do Mano Menezes sobre o jogo contra o Ceará na Série B - todos dizendo que sentiam que aquele seria O dia e ele dizendo o contrário, que não achava que o Barueri perderia para o Paraná. Vale a pena? De novo digo que vale sim e que valeria independente do time a que se referisse. Ah, sim... Saciando a vontade dos coleguinhas em saber se eu fui unformizada ao Espaço Unibanco... CLARO QUE SIM!
Agradecimento especial aos curintianos Masili e Klô que estiveram comigo na super sessão das 10 da Sala 1.
Hehe, bocejos pela previsibilidade da coisas, mas os nervos estão à flor da pele! Os nervos de alvinegros, flamenguistas.... e tricolores.
A tricoletada não quer ver de jeito nenhum o Fla assumir a liderança isolada em números de estaduais conquistados. E agora torcem fervorosamente pelo Fogão. Torcem e reclamam. Dizem que a gente sempre amarela contra o Fla e bla bla bla... Ora, se querem garantir a tal supremacia que corram atrás!! Não perder seguidamente para o Botafogo nas decisões de turno já ajudaria, por exemplo... =p
Recalques à parte (meu e deles, hehe), devo comentar que a Lila está comemorando até agora e por isso ainda não se manifestou sobre o Tri do Cuca na Taça Rio. Se superstição ganhar campeonato, digo que isso é um bom sinal: nas 2 vezes em que o Cuca venceu a Taça Rio, ele perdeu a final do campeonato. E, também nos 2 últimos anos, o vencedor da Taça Guanabara levou o Canecão pra casa (na verdade, 3 últimos anos, contando o título alvinegro de 2006).
Sobre a partida do último domingo, aquele gol contra bisonho resume bem o quão horroroso foi o jogo.
Parabéns ao Fla e ao Bota. E, no próxima semana, vocês me contam como foi a primeira partida das finais, porque vou tentar não assistir =)
Como pode um pedaço de metal causar tanta comoção? Pois é, eu também não sei. No entanto, foi a terceira vez em que estive cara à cara com ela, a Taça da Fifa, o prêmio máximo da Copa do Mundo de Futebol. Todo um ritual a cerca: só um senhorzinho (grosso, muito grosso!) pode manuseá-la, utilizando luvas brancas apropriadas pra isso. E as visitas que ela faz por aí? Esta moça é bastante passeadeira e arrasta multidões que anseiam por visitá-la. Claro que a primeira vontade a gritar é a de meter a mão na dita cuja e fazer pose de capitão campeão. Aliás, sempre que a vejo, a imagem que me vem à mente é a do Dunga, o Capitão do Tetra, que gritou a plenos pulmões Esta porra é nossa! Em seguida, me vem a vergonha pela breguice do Cafu ao gritar que amava a Regina. Dá vontade de ir lá e dizer que se ele queria ser brega, que mandasse um telegrama animado pra ela. Ele não tinha o direito de erguer aquela nossa porra e fazer a cafonice. Enfim... Mesmo com uma seleção moleque, no sentido mais pejorativo da palavra, ao encarar aquela loiruda, confesso que senti o coração apertado. Já rolou o medo de não passar da fase classificatória, de não chegar às oitavas, às quartas, à semi nem, muito menos, à final. Sabe quando você olha um objeto de desejo e chega a ver o seu nome estampado no treco? Pois bem, mais uma vez eu olhei aquele troféu e li "Brasil" estampado no espaço destinado ao campeão do torneio de 2010. É olhar pra loirinha e ter vontade de gritar "HEXACAMPEÃO!". E, ao mesmo tempo, sentir o medo do que o Lúcio pode inventar de fazer ao erguê-la.
A justiça desportiva e a polícia de São Paulo, num esforço único para mostrar ao mundo que nunca, JAMAIS, EM TEMPO ALGUM, colocaram o pé num estádio querem incriminar Christian por um gesto feito na comemoração de um gol.
O gesto criminoso? O símbolo da união das torcidas "dedos pro alto". Não sei mesmo se é o nome, mas é o gesto que Força Jovem do Vasco, Geral do Grêmio, Galoucura e mais algumas (já vi feito por gente da Torcida Jovem do Botafogo) fazem como sua marca registrada nas arquibancadas, país a fora.
Sério mesmo, como gente que SEQUER freqüenta estádio delibera sobre como devemos nos portar. Nós, que gastamos os suados dinheiros, somos, de certa forma, controlados por esse povo que mal e mal sabe regras de futebol. Não sei mesmo vocês, mas eu tou absolutamente constrangida com essa movimentação da dita Justiça Desportiva.
Como já disse a caléga Joakina, a final da Taça Rio é Botafogo x Flamengo na próxima semana. Reeditando uma penca de finais dos últimos anos, seja Guanabara, seja Rio ou seja finalíssima. Mas esse jogo é pra depois, deixa eu falar aqui do Fla x Flu porque já aconteceu.
Pla movimentação no fim da noite de ontem, as revendedoras de Avon já estão reclamando da arbitragem. Aquela delícia de chorinho de perdedor que investiu uma baba no time. Eu digo logo que se a arbitragem fosse boa, o Fluminense terminava o jogo com alguns expulsos, porque a porrada tava comendo sério por parte deles.
Pela criação efetiva de "uuuuuhs" o resultado foi injusto, sim. Porque o Flamengo mereceu uma chuva de gols tanto pelas bolas inabilmente chutadas a gol quanto pela "falta de vontade política"* de acertar entre as traves.
Chora na cama, tricolor.
Se ganharmos do Botafogo semana que vem, teremos mais jogos com a turma de General Severiano. Sério, por esses últimos jogos, me sinto como se só tivesse jogado duas vezes, né? Fluminense. Fluminense. Botafogo. E, se ganharmos, Botafogo e Botafogo. Aí, quando eu disse que queria mesmo era enfrentar o vasco no fim de semana, estava errada, né?
*Porque não existe mais nenhuma explicação plausível pra branquelim chegar de frente pro crime e chutar de lado, né? NÃO. TEM.
Pode ser surpresa para alguns colegas de outros blogs, mas não é surpresa nenhuma para nós do Chuteira. Faz 4 anos que, quer vocês queiram, quer não queiram, Botafogo e Flamengo mandam no Estadual.
Sobre o jogo de ontem... Que delícia. O primeiro gol eu não sabia nem como comemorar. Eu e o povo ao meu redor na arquibancada, todo mundo só repetia "QUE GO-LA-ÇO!". Creio que a mutidão vascaína do outro lado, que viu de perto, deve ter repetido o mesmo... Quando um cara acerta um lance daquele não há o que fazer. Não há culpados.
Aí o Carlos Alberto tentou driblar na entrada da área e perdeu a bola. Contra-ataque fulminante, 2x0 e minha comemoração frenética. No intervalo, cheguei a pensar "2 gols em cada tempo", mas não levei tanta fé assim. Só que o Fogão estava jogando sério, e a garotada do Vasco estava nervosa. No 2º tempo, uma expulsão pro lado de lá e caminho aberto pros nossos terceiro e quarto gols, em 20 minutos. Na verdade, o caminho abriu pra um boi e uma boiada, mas o time puxou o freio de mão.
Uma vitória dessa é melhor que chocolate. Botafogo a uma vitória do título. Melhor ainda, contra o Fla. A gente teme (sem 'R' ali no meio). Contra eles é mais difícil. Mas, se for pra vencer, que seja contra o Fla. Vai ser melhor que chocolate com banana*!!!!!
Agora é hora da alegria, vamos sorrir e cantar...*
Finda a fase classificatória do Paulistão, está formado o paredão quadrangular final do campeonato. Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos carimbaram o passaporte para a semifinal.
Elementar, meu caro Watson poderia pensar o mais desavisado ao ver os quatro grandes ali na tabela, né? Nem tanto, Sherlock. Nem tanto...
Numa rodada em que tudo parecia conspirar a favor da amada Lusinha da Capital, o Peixe teve mais rabo que juízo, já diria meu ex-chefe. A minutos de passar pela imigração da semi, a Portuguesa foi surpreendida pelo Santos. Não que o confronto tenha sido direto, mas o alvinegro praiano salvou o pescoço no finalzinho da rodada. Alívio caiçara e desespero na padaria. Tão perto...
Agora começa a dança das reclamações. Zerados os cartões, agora começa cada dirigente começa a puxar a brasa pro seu lado. A Federação alega que são grandes clássicos e que o único estádio na Grande São Paulo** que comporta as torcidas e a pressão é o Morumbi. São Paulo ri e aplaude, claro. Os outros três, que já disseram que o Tricolor não é adversário, é inimigo, argumentam que seus estádios (sim, o Pacaembu é cosa nostra!) comportam os jogos perfeitamente. Esperemos o posicionamento final da Federação.
Enquanto isso, continuo aqui acendendo velas pra Nossa Senhora Desatadora dos Nós. O motivo? Timãoêô tem sido o rei dos empates. O que é nada bom nesta nova fase já que quem leva a vantagem dos resultados iguais é a Bambizada. Ainda hoje ouvi: "mas vocês têm o Fenômeno". Respondi que temos o dom da igualdade também.
Minha vontade para a final? Que seja a final mais clássica do futebol paulista: Corinthians x Palmeiras, claro. Até por merecimento... O único invicto contra o time de melhor campanha. Seria justo, vai.
* Seo Silvio, o Patrão, é amor! ** Eu sempre tenho a impressão de que Santos é considerada da Grande São Paulo quando o assunto é futebol paulista.
Domingo tem o clássico mais charmoso do futebol mundial. O ai-ZIZOU. Creio que estarei no Maior do Mundo, devidamente fardada e com bandeira em punho, pronta para todo o sofrimento.
Flamengo x Vasco é o maior de todos os clássicos, nenhuma dúvida, mas o FlaxFlu ainda dá aquela balançada no coração. Talvez seja 95 ainda entalado, talvez seja o inferno da teoria da freguesia, talvez seja o numero de estaduais igualado há pouco e ainda duvidoso. Não sei. Mas é Flamengo e vocês conhecem minha relação sem-vergonha, com time mais descarado ainda.
É bem provável que eu esteja lá. E é mais do que certo que sofrerei mais do que boi ladrão. Mas algumas coisas a gente não escolhe. Elas acontecem e nos tomam pela mão como se nossa vida dependesse disso. Assim é minha relação com as minhas paixões. Assim é minha relação com o Flamengo.
E mesmo quando penso em mudar de esporte, lá estão o vermelho e preto que guian meus suspiros e meus xingamentos. E apenas seguirei como encantada ao lado teu*...
*Trecho de Todo o Sentimento de Chico Buarque (oh, a ironia) e Cristovão Bastos.
A quarta divisão romena seria nada relevante no futebol mundial, não fosse um fato altamente inusitado ocorrido dia desses. Durante uma partida, torcedores invadem o campo naquela lenga-lenga de reclamar de gol anulado, o que irrita o bandeira, que SACA UMA PISTOLA para fazer as vezes da turma do deixa-disso.
Sim, uma pistola. Sacada por um bandeira. Durante uma partida.
O jogo foi encerrado com o time adversário aos reclamantes ganhando por 2x1. Agora pense se a moda pega, einhô...
O que dizer do futebolzinho ridículo apresentado por aquela seleção que um dia vestiu amarelo e fez os adversários tremerem? Talvez não haja muito a observar sobre o futebol, mas, sim, sobre as coisas paralelas. Porque aí sim tem havido movimentação. Luís Fabiano mudou o penteado e adotou o clássico Predador* que acaba não botando medo em ninguém. Que dirá respeito? Pelo menos isso o coloca nas capas de jornais e no linguajar do povo, já que habilidade pelótica... Faltou. Nem Arnold Schwarzenegger, The Governator, dispararia um pussy face frente à frente com aquele de quem eram esperados tantos gols. Robinho... Robinho... Talvez esteja na hora de crescer, moleque. Hora de tirar o dedão da boca, largar as fraldas e pedalar, sim, quando estiver com um zagueiro equatoriano fazendo número na entrada da área. O que você foi fazer lá, queridão? Treinar os pulmões? Talvez nem isso, já que te faltou tanto gás nas corridas. Vamos treinar também a boa vontade? Louvados sejam aqueles que disseram que nossa seleção, motivo de tanto orgulho outrora, jogou apenas como um time pequeno que deve comemorar o resultado ínfimo. Não queremos desmerecer o Equador, não. Longe disso. Mas somos os pentacampeões, lembram? Temos uma sexta estrela a buscar. Tradição. Somos os únicos a carimbar o passaporte para todas as edições. To-das. Talvez isso tenha se tornado monótono, né Selecinha? E tenhamos optado por quebrar a rotina e passar as férias de julho de 2010 em Fortaleza. Não que Fortaleza seja um péssimo destino. Pelo contrário. Mas a temos o ano inteiro. Que tal mudar um pouco e visitarmos a África do Sul, só pra variar? E não queremos bate-e-volta, não! Queremos passar quase um mês por lá. Chegar às vias de fato. Ver o mundo vestir amarelo e azul. Décadas atrás, costumávamos dizer que os adversários tremiam frente à Seleção Canarinho. Hoje, ainda tremem, mas por motivo bem diferente. O que antes era medo, hoje tornou-se aquela inquietação típica de quem segura o riso. Vamos tomar vergonha na cara, galácticos tupiniquins? Hum?
Só pra deixar claro que não fiquei de cabeça quente com a derrota no domingo. Achei desproporcional a a euforia? Achei. Mas, sinceramente, eu desisti do Flamengo. Parece que todo mundo resolveu aloprar o clube. Fico triste? Nossa, demais, mas me estressar não vai mais.
Foi merecida a vitória do Vasco. Eu que tou mesmo brigada. E faz tempo. É meio desestimulante torcer pra um clube onde todo mundo está de palhaçada e faz o que pode para perder especialmente os jogos importantes.
Isso me enche de tristeza. E preguiça.
Esse post seria um comentário no Arquibar, mas preferi me explicar em casa, que pode por tag.
Há quanto tempo: 28 anos e contando Onde: Hell Djãnêro Com quem: Flamengo até morrer E o que mais: Wannabe de uma penca de coisa, gosta mesmo é de opinar mesmo que não esteja lá muito correta no assunto. Lila deseja o reconhecimento de que opiniões femininas sobre futebol são muito válidas também, a fama, o dinheiro, a glória e shorts menores, porque não é ferro.
Joakina tem 28 anos e descobriu-se botafoguense aos 9.
Façam-se as contas: Botafogo Campeão Estadual em 1989.
20 anos depois para muitos, nenhum para ela, pois o futebol surgiu em sua vida naquele dia.
E dela não mais se separou.
Há quanto tempo: 30 da primeira etapa de jogo Onde: Sampa City Com quem: Timão ê ô E o que mais: Ariana impulsiva, pavio curto e nascida do avesso, curte samba, suor e dispensa a cerveja. Prefere uma tequilinha dourada ou um saquê com sal na borda do copo. Adora um estádio, principalmente o sanduíche de pernil do Getúlio na porta do Pacaembu, e não briga por futebol. Possui a carteirinha da Gaviões mas usa verde sem censura. Já correu da polícia em jogo da Libertadores e adora um poropopó.
Há quanto tempo: 30 anos Onde: São Paulo Com quem: Atlético MG Porquê? Embora eu seja carioca, morando em São Paulo, só o Galo me entende.
Há quanto tempo: 29 anos Com quem: Galo desde sempre! E o que mais: Assistia o Rei (naldo) jogar e brincava de Barbie. Depois a Barbie rodou e o futebol ficou.