Quem nos vê aqui falando de futebol tende a crer que somos um bando de fanáticas loucas. Uma grande mentira. Somos apaixonadas. Tem um texto de uma colabora que tenta explicar como podemos colocar um clube acima de paixões maiores como família, mas não sei se ainda tratei do assunto como gostaria. Por isso, as mal digitadas linhas a seguir. E falam apenas e exclusivamente de mim; da minha vida de apaixonada e aquelas coisas que soam até meio ébrias.
Gostar de futebol nunca foi algo que pudesse escolher. Não lembro de uma época da minha vida em que o futebol estivesse ausente. Oras, na casa pra onde fui onde nasci tinha meu avô: um flamenguista fervoroso que não perdia qualquer jogo do Flamengo ou do Brasil. Na casa de meus outros avós, a situação não era lá diferente: os dois completamente transtornados: ele americano, ela tricolor. Meus fins de semana sempre foram passados próximos a um rádio de pilha, escutando alguma transmissão. Diz a lenda familiar, que do alto dos meus 2 anos acompanhei, em 82, minha primeira Copa do Mundo. Comemorando os gols do Brasil feito gente grande.
Conforme o tempo passou e perdi uma das minhas grandes paixões: o avô americano. E veio a facilidade de cair de amores pelo Flamengo desde que tenho idade pra me lembrar. O futebol possibilitou isso, me mostrou que existe algo muito maior do que nós mesmos nesse mundo. O que jamais perecerá. Aquilo que nos mudará o humor como uma nova paixão arreebatadora, como uma perda na família. É um mundo novo e que te toma de assalto, te leva ao topo do universo e ao fundo do poço.
Não digo que dê sentido à vida, mas abre um leque imenso de possibilidades novas e, quando você se dá conta, está lá, craque da matemática, combinando resultados. Ás da vidência predizendo resultados. Um tremendo ressentido torcendo pela derrota do próximo. Tal e qual acontece quando amamos alguém de verdade: namorado, irmão, pai, filho.
Pelas braços do esporte bretão, me veio o Flamengo. Minha primeira paixão. E tal toda paixão, me decepciona, me alegra, enfim, me surpreende para o bem e para o mal. Mas não me falta. Quando tudo mais está ruim, o Flamengo vai lá, enfia uma goleada - ou ganha apertadinho - e parece que não tem mais nada de errado no meu mundo. É como encontrar o ser amado depois daquele dia em que tudo deu errado e o teu amor te sorri e te abraça e tudo fica longe. Assim são as vitórias do meu time pra mim. E suas glórias são como aqueles momentos bons de um relacionamento que a gente lembra pra sempre. E as vergonhas? Essas são aquelas brigas que esquecemos, porque assim são os amores: imperfeitamente perfeitos.
Morreríamos por nossos clubes da mesma maneira que daríamos a vida por um ente querido. Mas, da mesma forma que não criticamos os amores alheios, não transformamos os "outros" em inimigos mortais. Respeitamos a paixão deles como queremos que a nossa seja também digna de respeito e, por que não, admiração.
Somos apaixonadas e nossos clubes nos bastam. Eles estão acima de qualquer coisa que jamais entenderemos. Pois assim são as nossas maiores paixões: incompreesíveis e deliciosas. Cada uma à sua maneira.
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sexta-feira, 24 de julho de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
1119 Km e uma vaga na Libertadores de 2010
A maratona tinha começado no dia do sorteio da ordem dos jogos finais da Copa do Brasil. O primeiro em São Paulo e o segundo em Porto Alegre. Num intervalo de 2 dias, já tinha recuperado a senha do programa de fidelidade daquela companhia aérea e resgatado pontinhos em promoção para 3 kits de ida e volta. Estava decidido: Beira-Rio... Estaríamos lá.
O primeiro jogo no Pacaembu terminou com o lindo placar de 2 a favor e, mais importante ainda, rosca contra.
2.000 ingressos corinthianos distribuídos da seguinte forma: 1.450 para Timão Tur + familiares + conhecidos + trutas + etcéteras todos, 50 para Fiel Torcedores e 500 para todas as organizadas (Gaviões da Fiel (sede e todas as subsedes), Estopim, Camisa 12, Rua São Jorge, Coringão Chopp, Pavilhão 9 e tantas outras quebradas). Na hora de decidir como seriam disponibilizados os ingressos, a decisão: Gavião só teria ingresso se encarasse a caravana, nada de avião ou conforto. Depois de hooooooras de fila, o papelzinho que dava direito ao ônibus e ao sonhado ingresso.
Foi assim que começou a jornada dos ônibus dos Gaviões da Fiel rumo a Porto Alegre. Mil, cento e dezenove quilômetros separavam torcida e estádio. E lá fomos nós!

Posso dizer que jamais havia me imaginado numa jornada tão longa dentro de um ônibus para acompanhar o meu Todo Poderoso. Mas foi fantástico!
Depois de horas de viagem, uma pequena pausa em Criciúma para juntar outros ônibus, afinal uns ficaram pra trás, outros seguiram, um quebrou...

Escolta policial até o restaurante em que almoçamos vigiados por guardas e armas de grosso calibre. Mais uma vez, a paixão movia as pessoas e nem sombra de pensamento em desistir de tudo aquilo.
Mais um monte de horas e estávamos na fronteira do Rio Grande do Sul. Hora de parar de novo e esperar a Camisa 12 e outros ônibus.

Passamos por algumas cidadelas e, numa delas, um moço fez o V da vitória com as duas mãos. Num ato favela roots, abri a janela e gritei DOIS A DOIS É NOSSO, TROUXA! Não poderia ter premeditado taaaaaaaanto o que seria o jogo.
Por volta das 20h, a Rádio Guaíba já anunciava a nossa chegada. Estávamos a menos de 50km do Beira-Rio. A parcialidade do locutor irritava a todos, mas a amizade continuava a mesma, né? E as musiquetas, a ansiedade e o tremor gritavam.
Revista das mochilas, dos ônibus, das nossas almas. Hora de pegarmos os ingressos e entrarmos no estádio. Cada um pegou seu ingresso depois de alguma confusão e a entrada feita no meio de um parque foi uma coisa horrenda. Lama até a canela, mas era pelo Todo Poderoso.
Outra revista, um pisão de cavalo e, 24 horas depois, estávamos lá!

48.000 colorados faziam uma festa linda. Não tão linda quanto a festa desenhada pela cabeça de Jorge Henrique e pelos pés de André Santos. Quanto o placar mostrava 2 a 0 para o Timãoêô, nem a Fiel podia acreditar, quiçá os colorados.
Uma confusão idiota criada por D'Alessandro quase arranhou a festa. Mas não foi assim. A festa foi em preto e branco. Festa dupla, inclusive. Corinthians Tricampeão da Copa do Brasil e aniversário de 40 anos dos Gaviões da Fiel. Tudo ali, ao mesmo tempo. Era impossível conter o choro. De alegria, diga-se de passagem. Todo o esforço tinha valido a pena. O grito entalado há um ano na garganta quando ficamos apenas no quase, por culpa daquele maldito 3 a 1 no Morumbi e do 2 a 0 em Pernambuco, finalmente foi ouvido. Saiu alto e em bom tom.

Finamente acompanhada pelo Vini, um dos 50 rabudos que ganharam o ingresso do Fiel Torcedor
A vaga garantida na Libertadores do ano do centenário e a taça da Copa do Brasil foram suficientes para trazer tranquilidade para fazer um turismo, ainda que rápido, pela Porto Alegre tão bacana e acolhedora. O tempo de permanência foi curto mas suficiente para ver as gargalhadas tricolores se transformarem em lágrimas tais quais as coloradas, após o mesmíssimo placar de 2x2 frente ao Cruzeiro, ali no Olímpico. A consequência disso? A socialização com os torcedores do Cruzeiro no aeroporto no dia seguinte.

Quem se deu bem em Porto Alegre
E, de quebra, ainda ganhamos um encontro com um dos nomes de maior destaque na seleção brasileira vencedora da Copa das Confederações: Ramires.
O primeiro jogo no Pacaembu terminou com o lindo placar de 2 a favor e, mais importante ainda, rosca contra.
2.000 ingressos corinthianos distribuídos da seguinte forma: 1.450 para Timão Tur + familiares + conhecidos + trutas + etcéteras todos, 50 para Fiel Torcedores e 500 para todas as organizadas (Gaviões da Fiel (sede e todas as subsedes), Estopim, Camisa 12, Rua São Jorge, Coringão Chopp, Pavilhão 9 e tantas outras quebradas). Na hora de decidir como seriam disponibilizados os ingressos, a decisão: Gavião só teria ingresso se encarasse a caravana, nada de avião ou conforto. Depois de hooooooras de fila, o papelzinho que dava direito ao ônibus e ao sonhado ingresso.
Foi assim que começou a jornada dos ônibus dos Gaviões da Fiel rumo a Porto Alegre. Mil, cento e dezenove quilômetros separavam torcida e estádio. E lá fomos nós!

Posso dizer que jamais havia me imaginado numa jornada tão longa dentro de um ônibus para acompanhar o meu Todo Poderoso. Mas foi fantástico!
Depois de horas de viagem, uma pequena pausa em Criciúma para juntar outros ônibus, afinal uns ficaram pra trás, outros seguiram, um quebrou...

Escolta policial até o restaurante em que almoçamos vigiados por guardas e armas de grosso calibre. Mais uma vez, a paixão movia as pessoas e nem sombra de pensamento em desistir de tudo aquilo.
Mais um monte de horas e estávamos na fronteira do Rio Grande do Sul. Hora de parar de novo e esperar a Camisa 12 e outros ônibus.

Passamos por algumas cidadelas e, numa delas, um moço fez o V da vitória com as duas mãos. Num ato favela roots, abri a janela e gritei DOIS A DOIS É NOSSO, TROUXA! Não poderia ter premeditado taaaaaaaanto o que seria o jogo.
Por volta das 20h, a Rádio Guaíba já anunciava a nossa chegada. Estávamos a menos de 50km do Beira-Rio. A parcialidade do locutor irritava a todos, mas a amizade continuava a mesma, né? E as musiquetas, a ansiedade e o tremor gritavam.
Revista das mochilas, dos ônibus, das nossas almas. Hora de pegarmos os ingressos e entrarmos no estádio. Cada um pegou seu ingresso depois de alguma confusão e a entrada feita no meio de um parque foi uma coisa horrenda. Lama até a canela, mas era pelo Todo Poderoso.
Outra revista, um pisão de cavalo e, 24 horas depois, estávamos lá!

48.000 colorados faziam uma festa linda. Não tão linda quanto a festa desenhada pela cabeça de Jorge Henrique e pelos pés de André Santos. Quanto o placar mostrava 2 a 0 para o Timãoêô, nem a Fiel podia acreditar, quiçá os colorados.
Uma confusão idiota criada por D'Alessandro quase arranhou a festa. Mas não foi assim. A festa foi em preto e branco. Festa dupla, inclusive. Corinthians Tricampeão da Copa do Brasil e aniversário de 40 anos dos Gaviões da Fiel. Tudo ali, ao mesmo tempo. Era impossível conter o choro. De alegria, diga-se de passagem. Todo o esforço tinha valido a pena. O grito entalado há um ano na garganta quando ficamos apenas no quase, por culpa daquele maldito 3 a 1 no Morumbi e do 2 a 0 em Pernambuco, finalmente foi ouvido. Saiu alto e em bom tom.
A vaga garantida na Libertadores do ano do centenário e a taça da Copa do Brasil foram suficientes para trazer tranquilidade para fazer um turismo, ainda que rápido, pela Porto Alegre tão bacana e acolhedora. O tempo de permanência foi curto mas suficiente para ver as gargalhadas tricolores se transformarem em lágrimas tais quais as coloradas, após o mesmíssimo placar de 2x2 frente ao Cruzeiro, ali no Olímpico. A consequência disso? A socialização com os torcedores do Cruzeiro no aeroporto no dia seguinte.
E, de quebra, ainda ganhamos um encontro com um dos nomes de maior destaque na seleção brasileira vencedora da Copa das Confederações: Ramires.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Guia ilustrado de razões para assistir à Série C
Os deuses do futebol estão sorrindo para as moçoilas apreciadoras do centenário Ludopédio e o programa vespertino de esportes de hoje nos brindou com um cidadão para uns 300 talheres.

Fabiano Borges, goleiro do Marília e coisa linda de Zizú, além de praticar o esporte bretão na mais ingrata das posições, já deu o ar da graça - ai, braziu, e que graça, viram - em trajes sumários numa revista dirigida ao público gay. Só de chuteiras, meias e luvas, o moço fotografou pro ensaio, e se você achar as fotos, é só encaminhar pro e-mail, que agradecemos.
O vídeo da matéria você vê aqui. A foto veio daqui.

Fabiano Borges, goleiro do Marília e coisa linda de Zizú, além de praticar o esporte bretão na mais ingrata das posições, já deu o ar da graça - ai, braziu, e que graça, viram - em trajes sumários numa revista dirigida ao público gay. Só de chuteiras, meias e luvas, o moço fotografou pro ensaio, e se você achar as fotos, é só encaminhar pro e-mail, que agradecemos.
O vídeo da matéria você vê aqui. A foto veio daqui.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Museu do Futebol
Não sei o que vocês fizeram no feriado, mas eu fui passear ali em SP e, junto de Xianey e Fê Ruça, aproveitei para conferir o Museu do Futebol.
Você entra direto na parte das coleções e, exceção a uma camisa ou outra, fica meio desapontado. Até que sobe uma escada e chega ao museu de fato. Na sala escura, fotos de craques e ídolos de todos os tempos, reproduzidas em gigantes painéis. Todos travam, iluminados só pelas fotos dos grandes do nosso panteão. E a seqüência é matadora com várias TVs cheias de opções de grandes momentos do futebol comentados por uma galera prezíssima. Recomendo fortemente que todos escutem a narração do Ary Barroso, disponível no espaço dedicado ao rádio.
Subindo mais uma escada, existe o espaço dedicado à torcida. Impossível não perder eras ali, aguardando as fotos da própria galera e zoando a turminha do alheio. Numa sala a seguir mais memorabilias impressionantes do esporte bretão, até que vem uma sala escura, chamada de rito de passagem. As três saímos completamente marejadinhas de lágrimas. Coisa fina.
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Então temos a mudernidade, relíquias, camisa do Pelé e as mais sensacionais frases sobre futebol já ditas pela terra brasilis. Mesas de totó, futebol 3d mudernosissímo e divertido.
De pontos negativos temos a proibição de fotografias e a ausência de lojinha de coisas do museu. Gostaria de ter mais do que o ingresso como lembrança e isso inclui réplicas pequenas de frases célebres ou um ímã da zebrinha. Faltou tino comercial.
No mais, evitem os finais de semana. Ter tempo e espaço para curtir as coisas deve ser BEM mais legal.
Você entra direto na parte das coleções e, exceção a uma camisa ou outra, fica meio desapontado. Até que sobe uma escada e chega ao museu de fato. Na sala escura, fotos de craques e ídolos de todos os tempos, reproduzidas em gigantes painéis. Todos travam, iluminados só pelas fotos dos grandes do nosso panteão. E a seqüência é matadora com várias TVs cheias de opções de grandes momentos do futebol comentados por uma galera prezíssima. Recomendo fortemente que todos escutem a narração do Ary Barroso, disponível no espaço dedicado ao rádio.
Subindo mais uma escada, existe o espaço dedicado à torcida. Impossível não perder eras ali, aguardando as fotos da própria galera e zoando a turminha do alheio. Numa sala a seguir mais memorabilias impressionantes do esporte bretão, até que vem uma sala escura, chamada de rito de passagem. As três saímos completamente marejadinhas de lágrimas. Coisa fina.
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Então temos a mudernidade, relíquias, camisa do Pelé e as mais sensacionais frases sobre futebol já ditas pela terra brasilis. Mesas de totó, futebol 3d mudernosissímo e divertido.
De pontos negativos temos a proibição de fotografias e a ausência de lojinha de coisas do museu. Gostaria de ter mais do que o ingresso como lembrança e isso inclui réplicas pequenas de frases célebres ou um ímã da zebrinha. Faltou tino comercial.
No mais, evitem os finais de semana. Ter tempo e espaço para curtir as coisas deve ser BEM mais legal.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
A Taça da FIFA continua linda...
Como pode um pedaço de metal causar tanta comoção? Pois é, eu também não sei. No entanto, foi a terceira vez em que estive cara à cara com ela, a Taça da Fifa, o prêmio máximo da Copa do Mundo de Futebol.
Todo um ritual a cerca: só um senhorzinho (grosso, muito grosso!) pode manuseá-la, utilizando luvas brancas apropriadas pra isso. E as visitas que ela faz por aí? Esta moça é bastante passeadeira e arrasta multidões que anseiam por visitá-la.
Claro que a primeira vontade a gritar é a de meter a mão na dita cuja e fazer pose de capitão campeão. Aliás, sempre que a vejo, a imagem que me vem à mente é a do Dunga, o Capitão do Tetra, que gritou a plenos pulmões Esta porra é nossa! Em seguida, me vem a vergonha pela breguice do Cafu ao gritar que amava a Regina. Dá vontade de ir lá e dizer que se ele queria ser brega, que mandasse um telegrama animado pra ela. Ele não tinha o direito de erguer aquela nossa porra e fazer a cafonice.
Enfim...
Mesmo com uma seleção moleque, no sentido mais pejorativo da palavra, ao encarar aquela loiruda, confesso que senti o coração apertado. Já rolou o medo de não passar da fase classificatória, de não chegar às oitavas, às quartas, à semi nem, muito menos, à final.
Sabe quando você olha um objeto de desejo e chega a ver o seu nome estampado no treco? Pois bem, mais uma vez eu olhei aquele troféu e li "Brasil" estampado no espaço destinado ao campeão do torneio de 2010. É olhar pra loirinha e ter vontade de gritar "HEXACAMPEÃO!". E, ao mesmo tempo, sentir o medo do que o Lúcio pode inventar de fazer ao erguê-la.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Arquibancada de Futebol e Galhofa
Como a terça-feira está parada de notícias decentes ( o olho gordo da ex do Obina não conta), vou simplesmente discorrer sobre o hábito de ir a jogo dos outros e como isso pode ser benéfico.
Gosto de futebol. Lembro, ainda bem novinha quando via o campeonato amador aqui do Rio, lá em Paquetá. Todas as tardes que passei nas arquibancadas (licença poética) do Municipal Futebol Clube. O time era conhecido da galera: os meninos um pouco mais velhos e nossos tios. Era divertido. Uma vez, os Juniores do Flamengo foram lá e eu fiquei emocionada, sem saber pra quem torcer, porque meu avô jogava pelo Municipal e meu tio estava em campo naquele dia. Enfim, eram bons tempos que minha preocupação era passar de ano no terceiro bimestre e qual o show do próximo feriado.
Veio logo depois a época xiita, em que só existia o Flamengo. Ódio descontrolado por todos os outros clubes. Morram, miseráveis! Placar, radinho, dia de jogo era quase como um feriado pessoal: tensão, nervosismo, secação. Era um tormento pro coração, mas meu outro avô me acompanhava com o mesmo fervor. Coisa fina: amor passado de geração em geração. E eram tempos ruins pro Flamengo, aqueles. Como sofríamos. Mas construiu caráter.
Atualmente, estabeleci união estável com o rubro-negro da Gávea e vivemos assim. Sou a mulher, ele o Malandro e vivemos nessa sem-vergonhice gostosinha. Se de dia a gente briga, a noite a gente se ama. Mas nossas diferenças terminam nos títulos - mesmo de estadual -, quando a brutal euforia chuta todo e qualquer ressentimento. Começamos de novo, outro campeonato, outro comportamento. Descaração pura e simples.
Definido isso, vambora. Gosto de futebol e minha preferência é o Flamengo. Mas tem o futebol que é exatamente o que me levou até meu amor, logo o apreço pelo esporte bretão faz com que a gente cometa as maiores doideiras. Exemplo? Acho que em 2007 (confirma ae, Joam?) cheguei a ir em umas 2 partidas do Botafogo pela Copa do Brasil. Ingresso a 5 reais. Maracanão. Galhofa. Pô, tou dentríssimo! Foi divertido, porque quando o bumbo começa e a galera chama no Cepacol (te dedico, Franciel), fica mesmo díficil não acompanhar e aí é só nas palminhas.
Logo depois, fui ao Maraca na torcida visitante*, ali embaixo na antiga Geral. 300 corinthianos fazendo mais barulho do que a torcida tricolor. Não que seja novidade ou surpresa, mas foi legal estar no lugar do visitante, para variar. Acompanhando os gritos, as músicas, a empolgação.
Na última incursão, a torcida escolhida foi a do Vasco. Diferente do que pensei, não me senti mal em absoluto por estar lá fazendo festa com o Almirante. Foi divertido, até. Acabou o jogo, acabou meu papel como 'gritante e batedora de palmas'.
Até quando em viagem rápida, gosto de ir ao estádio, prestar os respeitos aos deuses do futebol. Foi assim com o Inter, com o Grêmio e, mais uma vez, o Corinthians. Beira Rio, Olímpico e Pacaembu. É legal chegar na casa dos outros, torcer aqueles 90 minutos e depois sair como se nada tivesse acontecido comigo. E, tirando a garganta um pouco maltrada e as palmas das mãos qualquer coisa de doloridas, nada acontece mesmo. Não é meu amor em campo.
É só um jogo e eu torço somente para que seja um bom jogo. Colocando as coisas em perspectiva, penso mesmo em ir a mais jogos dos outros. Meu coração agradece, meu creme anti-idade** também. E Flamengo certamente entende.
*Aliás, muito boa a história desse dia. Em poucas linhas, belo momento daquela discussão entre torcedores, as meninas de Laranjeiras puxaram um corinho de PI-RA-NHA PI-RA-NHA pra mim. Me senti o Garrincha.
** Não trabalho com reforma ortográfica.
Gosto de futebol. Lembro, ainda bem novinha quando via o campeonato amador aqui do Rio, lá em Paquetá. Todas as tardes que passei nas arquibancadas (licença poética) do Municipal Futebol Clube. O time era conhecido da galera: os meninos um pouco mais velhos e nossos tios. Era divertido. Uma vez, os Juniores do Flamengo foram lá e eu fiquei emocionada, sem saber pra quem torcer, porque meu avô jogava pelo Municipal e meu tio estava em campo naquele dia. Enfim, eram bons tempos que minha preocupação era passar de ano no terceiro bimestre e qual o show do próximo feriado.
Veio logo depois a época xiita, em que só existia o Flamengo. Ódio descontrolado por todos os outros clubes. Morram, miseráveis! Placar, radinho, dia de jogo era quase como um feriado pessoal: tensão, nervosismo, secação. Era um tormento pro coração, mas meu outro avô me acompanhava com o mesmo fervor. Coisa fina: amor passado de geração em geração. E eram tempos ruins pro Flamengo, aqueles. Como sofríamos. Mas construiu caráter.
Atualmente, estabeleci união estável com o rubro-negro da Gávea e vivemos assim. Sou a mulher, ele o Malandro e vivemos nessa sem-vergonhice gostosinha. Se de dia a gente briga, a noite a gente se ama. Mas nossas diferenças terminam nos títulos - mesmo de estadual -, quando a brutal euforia chuta todo e qualquer ressentimento. Começamos de novo, outro campeonato, outro comportamento. Descaração pura e simples.
Definido isso, vambora. Gosto de futebol e minha preferência é o Flamengo. Mas tem o futebol que é exatamente o que me levou até meu amor, logo o apreço pelo esporte bretão faz com que a gente cometa as maiores doideiras. Exemplo? Acho que em 2007 (confirma ae, Joam?) cheguei a ir em umas 2 partidas do Botafogo pela Copa do Brasil. Ingresso a 5 reais. Maracanão. Galhofa. Pô, tou dentríssimo! Foi divertido, porque quando o bumbo começa e a galera chama no Cepacol (te dedico, Franciel), fica mesmo díficil não acompanhar e aí é só nas palminhas.
Logo depois, fui ao Maraca na torcida visitante*, ali embaixo na antiga Geral. 300 corinthianos fazendo mais barulho do que a torcida tricolor. Não que seja novidade ou surpresa, mas foi legal estar no lugar do visitante, para variar. Acompanhando os gritos, as músicas, a empolgação.
Na última incursão, a torcida escolhida foi a do Vasco. Diferente do que pensei, não me senti mal em absoluto por estar lá fazendo festa com o Almirante. Foi divertido, até. Acabou o jogo, acabou meu papel como 'gritante e batedora de palmas'.
Até quando em viagem rápida, gosto de ir ao estádio, prestar os respeitos aos deuses do futebol. Foi assim com o Inter, com o Grêmio e, mais uma vez, o Corinthians. Beira Rio, Olímpico e Pacaembu. É legal chegar na casa dos outros, torcer aqueles 90 minutos e depois sair como se nada tivesse acontecido comigo. E, tirando a garganta um pouco maltrada e as palmas das mãos qualquer coisa de doloridas, nada acontece mesmo. Não é meu amor em campo.
É só um jogo e eu torço somente para que seja um bom jogo. Colocando as coisas em perspectiva, penso mesmo em ir a mais jogos dos outros. Meu coração agradece, meu creme anti-idade** também. E Flamengo certamente entende.
*Aliás, muito boa a história desse dia. Em poucas linhas, belo momento daquela discussão entre torcedores, as meninas de Laranjeiras puxaram um corinho de PI-RA-NHA PI-RA-NHA pra mim. Me senti o Garrincha.
** Não trabalho com reforma ortográfica.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Das responsabilidades ou Quem fala demais dá bom dia a cavalo
Um presidente de clube pode - e deve, acredito mesmo - ser torcedor. O que não pode, em tempo algum, é deixar o posto de presidente quando fala à imprensa. Ele deve ter consciência de que suas declarações de apaixonado pelo clube repercurtem mais amplificadas do que a voz do tocedor comum - a minha e a tua.
Como exemplo de erro galopante temos ele, o Clodovil da Gávea: Márcio Braga. Eu, Lila, aqui no Chuteira ou no bar da esquina, posso e devo dizer que acredito, que estou preparando festa de campeonato ou que o time do Vasco está inexistindo; ele, Márico, não pode. Mais do que não poder, não deve. Da mesma forma que não vou até a Gávea ensiná-lo a presidir (embora devesse, que conste), não admito que ele venha a público me ensinar como torcer.
Qualquer um que tenha lido cadernos esportivos na semana passada viu a declaração - apaixonada, mas equivocada - do Sr Braga, dizendo que a festa do Hexa já estava pronta. E o prospecto era bom: estávamos em quarto lugar, empatados em pontos com 3o colocado e a poquíssimos pontos do líder. Míseros empates nos jogos dos 3 primeiros e subiríamos posições importantíssimas. Não era impossível, não era, nem mesmo, improvável. Mas o presidente abriu a boca e colocou sangue nos olhos dos adversários e um salto agulha nos nossos.
O que aconteceu domingo no Maracanã é fruto dos ecos da desprositada fala. O Flamengo, possivelmente se achando já campeão, perdeu a vontade de viver ainda no primeiro tempo. Diante de 81 mil pessoas que se acotovelam nas arquibancadas e cadeiras azuis*, o time se entregou; talvez já crendo ter o título...
Mas o Sr Márcio Braga ainda não parou. No ínicio dessa semana, ausentou-se da culpa pela derrota e já diz desconhecer o Vasco. Como assim, o senhor não conhece o Vasco? Pois apresento-lhe eu o Clube da Colina, Dileto Presidente. O Vasco é o nosso rival. E nossos rivais têm, quase sempre, a mesma grandeza que nos cabe. Não passe vergonha diminuindo a agremiação que bate de frente conosco, para não corrermos o risco de acabar rivalizando com um Boa Vista da vida. Márcio Braga, o Vasco é um time grande. E é o nosso clássico. E é o mais bonito do mundo.
Mostre respeito, Dirigente. O mesmo que exige de seus adversários. E também pense um pouco mais antes de se portar como torcedor quando próximo a microfones. Mas, acima de tudo, estimule o elenco; não com festas de hexa, mas mostrando a eles que a torcida - aquela que fica na arquibancada, sem voz, tomando chuva e vento - merece o título, a glória e ter um sorriso que não cabe no rosto de tanta felicidade e orgulho. Orgulho de ser Rubro-Negro, Senhor Márcio Braga. Orgulho. E não a vergonha de ter um comandante tão despreparado.
*Que eu só chamo de geral.
Como exemplo de erro galopante temos ele, o Clodovil da Gávea: Márcio Braga. Eu, Lila, aqui no Chuteira ou no bar da esquina, posso e devo dizer que acredito, que estou preparando festa de campeonato ou que o time do Vasco está inexistindo; ele, Márico, não pode. Mais do que não poder, não deve. Da mesma forma que não vou até a Gávea ensiná-lo a presidir (embora devesse, que conste), não admito que ele venha a público me ensinar como torcer.
Qualquer um que tenha lido cadernos esportivos na semana passada viu a declaração - apaixonada, mas equivocada - do Sr Braga, dizendo que a festa do Hexa já estava pronta. E o prospecto era bom: estávamos em quarto lugar, empatados em pontos com 3o colocado e a poquíssimos pontos do líder. Míseros empates nos jogos dos 3 primeiros e subiríamos posições importantíssimas. Não era impossível, não era, nem mesmo, improvável. Mas o presidente abriu a boca e colocou sangue nos olhos dos adversários e um salto agulha nos nossos.
O que aconteceu domingo no Maracanã é fruto dos ecos da desprositada fala. O Flamengo, possivelmente se achando já campeão, perdeu a vontade de viver ainda no primeiro tempo. Diante de 81 mil pessoas que se acotovelam nas arquibancadas e cadeiras azuis*, o time se entregou; talvez já crendo ter o título...
Mas o Sr Márcio Braga ainda não parou. No ínicio dessa semana, ausentou-se da culpa pela derrota e já diz desconhecer o Vasco. Como assim, o senhor não conhece o Vasco? Pois apresento-lhe eu o Clube da Colina, Dileto Presidente. O Vasco é o nosso rival. E nossos rivais têm, quase sempre, a mesma grandeza que nos cabe. Não passe vergonha diminuindo a agremiação que bate de frente conosco, para não corrermos o risco de acabar rivalizando com um Boa Vista da vida. Márcio Braga, o Vasco é um time grande. E é o nosso clássico. E é o mais bonito do mundo.
Mostre respeito, Dirigente. O mesmo que exige de seus adversários. E também pense um pouco mais antes de se portar como torcedor quando próximo a microfones. Mas, acima de tudo, estimule o elenco; não com festas de hexa, mas mostrando a eles que a torcida - aquela que fica na arquibancada, sem voz, tomando chuva e vento - merece o título, a glória e ter um sorriso que não cabe no rosto de tanta felicidade e orgulho. Orgulho de ser Rubro-Negro, Senhor Márcio Braga. Orgulho. E não a vergonha de ter um comandante tão despreparado.
*Que eu só chamo de geral.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Deixa passar
Sábado, às 16h, saí de minha residência com destino certo: fui fazer as pazes com minha Paixão pleno Maracanã. Ingresso comprado, agora bebamos aqui fora, porque lá dentro é 4 terezinhas e sem alcóol, né? Pois que São Pedro resolve testar o amor da galera e manda um temporal de amor. Abrigada debaixo da bandeira, tive a alma lavada e rumei pra onde o show começa. Caro que Flamengo resolveu testar a massa e Brunão falha feiamente. 1 x 0 eles. Começa o segundo tempo e o Sport resolveu que fazer cera era o melhor caminho, tudo eles demoravam 6 meses pra fazer. Torcida impaciente resolveu cobrar os jogadores e a resposta veio com 2 gols nos últimos 10 minutos. Pra esse povo do Sport entender que tempo chuvoso não é o mais indicado para encerar jogo.
Nos outros jogos de sábado, Goiás meteu 3 no Vitória e Galo e Figeuira não saíram do 0x0. E, pelo que me contaram, não saíriam nem se ainda estivessem jogando.
Mas foi domingo que a chapa esquentou pra valer. Começando com os 3x1 que o Ipatinga enfiou no Vasco. O time da Colina bem que tentou, mas é sofrível demais até para ganhar do já rebaixado. Com isso, Vasco assume a segunda posição no grupo candidato à vaga na Série B de 2009. Falando em segundona, o Flor arrancou um empate do Botafogo, mas não larga da lanterna e mostra que o objetivo do tricolor é mesmo pagar a dívida. O São Paulo meteu 2 nas Meninas e encostou na galera que disputa vaga para competições menores, como a Libertadores. O Palmeiras empatou roubado com o Nautico que teve gol legal anulado, por uma dessas forças misteriosas da natureza.
No sul, onde o céu é azul, Grêmio e Inter se enfrentaram, no jogo em que todos prestavam atenção, exatamente porque poderia marcar a subida de um novo líder. E não deu outra. O Inter, que andava ajudando o Tricolor de todas as formas, não quis mais saber de parceria e no primeiro tempo já vencia por 4x1. Placar que se manteve até o fim. Assim sendo, o Parmêra é o novo líder. Pelo número de vitórias, pois tanto a porcada*, quanto as gazelas* têm o mesmo número de pontos.
E a tabela só fica mais embolada. E, como num jogo de rouba-montinho, qualquer um dos 8 primeiros pode levar a Taça. De repente, alguém chega embalado, com aquela carta última que pega o monte maior e começa superior dance.
*Mas que Lady, não?
Nos outros jogos de sábado, Goiás meteu 3 no Vitória e Galo e Figeuira não saíram do 0x0. E, pelo que me contaram, não saíriam nem se ainda estivessem jogando.
Mas foi domingo que a chapa esquentou pra valer. Começando com os 3x1 que o Ipatinga enfiou no Vasco. O time da Colina bem que tentou, mas é sofrível demais até para ganhar do já rebaixado. Com isso, Vasco assume a segunda posição no grupo candidato à vaga na Série B de 2009. Falando em segundona, o Flor arrancou um empate do Botafogo, mas não larga da lanterna e mostra que o objetivo do tricolor é mesmo pagar a dívida. O São Paulo meteu 2 nas Meninas e encostou na galera que disputa vaga para competições menores, como a Libertadores. O Palmeiras empatou roubado com o Nautico que teve gol legal anulado, por uma dessas forças misteriosas da natureza.
No sul, onde o céu é azul, Grêmio e Inter se enfrentaram, no jogo em que todos prestavam atenção, exatamente porque poderia marcar a subida de um novo líder. E não deu outra. O Inter, que andava ajudando o Tricolor de todas as formas, não quis mais saber de parceria e no primeiro tempo já vencia por 4x1. Placar que se manteve até o fim. Assim sendo, o Parmêra é o novo líder. Pelo número de vitórias, pois tanto a porcada*, quanto as gazelas* têm o mesmo número de pontos.
E a tabela só fica mais embolada. E, como num jogo de rouba-montinho, qualquer um dos 8 primeiros pode levar a Taça. De repente, alguém chega embalado, com aquela carta última que pega o monte maior e começa superior dance.
*Mas que Lady, não?
segunda-feira, 16 de junho de 2008
A simpatia maloqueira

No último fim de semana, parte da equipe do Chuteira e Minissaia foi ali em São Paulo esfriar a cabeça e ver como é jogo do Brasileirinho. Pois que de posse do ingresso, sábado à tarde me dirigi ao Pacaembu.

Graças a uma palhaçada da FPF, as redatoras presentes foram obrigadas a assistir à pelada separadas: uma na cadeia e a outra com civis que não cantam. Mas isso é outro assunto, vamos à resenha do estádio.

Do lado de fora achei bem espaçoso, aquele lance do estacionamento amplo etc e tal, mas não me convence. Em jogo de torcidas mais inflamadas, deve virar praça de guerra e NUNCA que pararia nem um patinete ali, que dirá meu carro. Não entendi muito bem a divisão de setores, mas também não pedi mais explicações. Entendi que os fichados ficam na parte amarela, os civis em todo o resto, tem um tal de tobogã que mais parece arquibancada de arena montada em Copacafona e tem uma parte para coxinhas que assistem sentadinhos, batendo palmas e com aquela camisa roxo-caixão.
Os degraus da arquibancada são mega sensacionais com altura e largura perfeitos para o conforto do cidadão que cansa as pernas no intervalo e pra pessoas mais baixas não perderem a partida. O tamanho do campo ajuda também pra que as pessoas que ficam atrás dos gols não percam muito da perspectiva - claro, sempre falta saber o que rolou naquele último toque, mas, pelo menos, a gente não fica insano com a ação na intermediária, jurando que está dentro da grande área. A atmosfera de "caldeirão" que o Pacaembu tem, muito me agradou. Essa coisa de ser perto, de não ter muito mais do que um alambrado safado te separando do campo muito é bem AMOR. E o placar de lá funciona direitinho me informando de tudo que está acontecendo. E tem também uma voz (longe de ser como a portentosa "SUDERJ INFORMA", mas boa) que me informa mais ainda.
Enfim, é um estádio gostoso de frequentar. Compacto; funcional; não muito grande, mas espaçoso; e, principalmente, confortável. Está aprovado.

Ah sim, o jogo foi bem legal. Sempre bom comemorar quatro gols com os donos da casa. E aí que estamos assim: eu, enquanto visitante-torcendo-pro-dono-da-casa continuo 100%. E foi uma pena que Herrera só anotasse seu gol quando o ataque estava no lado oposto ao que me encontrava, caso contrário, certeza que ele escalava o alambrado e vinha comemorar comigo. hehe
P.S.: Tem mais fotos da Fru, subo quando ela me passar.

Finalmente nos deixaram comemorar sem as grades...
terça-feira, 20 de maio de 2008
Comunicado da Diretoria
Então, amiguxos, parte da redação do blógue passará uns dias na Muy Leal e Valerosa Porto Alegre, enchendo a cara de mate, carne, cerveja e futebol porque ninguém é de ferro. Portanto, 2 coisas:
- o blogue deverá ficar terrivelmente* alvi-negro esses dias, com algumas incursões ao mundo purpurinado do SPFW e coelhos radioativos from hell do espaço sideral of doom.
-se alguém quiser rachar um xis, é só mandar um sinal de fumaça.
No mais, segunda apareço por aqui com fotos e reviews pseudo-engraçadinhas. Se cuidem, crianças. E não façam muita bagunça, ok?
Atenciosamente,
Lila, que vai tentar entrar por trás *ui* no avião, pra não perder o ranço de favela.
*O terrivelmente é carinhoso, claro.
- o blogue deverá ficar terrivelmente* alvi-negro esses dias, com algumas incursões ao mundo purpurinado do SPFW e coelhos radioativos from hell do espaço sideral of doom.
-se alguém quiser rachar um xis, é só mandar um sinal de fumaça.
No mais, segunda apareço por aqui com fotos e reviews pseudo-engraçadinhas. Se cuidem, crianças. E não façam muita bagunça, ok?
Atenciosamente,
Lila, que vai tentar entrar por trás *ui* no avião, pra não perder o ranço de favela.
*O terrivelmente é carinhoso, claro.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Os estados brasileiros...
Dançando e rodando pelas finais de alguns estaduais.
No Hell Djãnêro, o Flamengo ganhou uma pequena vantagem para o próximo jogo. Obina, que entrou no finzinho do jogo, balançou as redes no 1x0 do Flamengo sobre o Botafogo.
Na terra de Aécinho, o Cruzeiro estuprou e depenou o Galo metendo 5 e praticamente guardou a taça em casa. Mas como não está morto quem peleia, aguardemos o próximo jogo.
Abaixo do Mampituba, o Juventude aproveitou um erro de Fernandão e fez o crime nos colorados, mas 1x0 não é uma grande vantagem e a coisa toda se resolve no Beira Rio com a multidão vermelha ensandecida querendo rasgar e tacar fogo na touca da Amante Serrana. Ou seja, outra vitória que não valeu de muita coisa, assim como a Rubro negra.
Em São Paulo, o Parmêra também venceu a Ponte pelo placar mínimo. E como não temos palmeirenses no escrete, sinto-me livre para dizer que minha torcida é pela Ponte (mal aê, Gabrielzinho).
E, num momento diarinho descontrol, informo que não fui ao Maraca ontem, mas assisti ao segundo tempo (valeu, Fúria) na Praça Vanhargem, o maior reduto rubro negro da Tijuca e, sinceramente, no Aterro é mais emocionante.
No Hell Djãnêro, o Flamengo ganhou uma pequena vantagem para o próximo jogo. Obina, que entrou no finzinho do jogo, balançou as redes no 1x0 do Flamengo sobre o Botafogo.
Na terra de Aécinho, o Cruzeiro estuprou e depenou o Galo metendo 5 e praticamente guardou a taça em casa. Mas como não está morto quem peleia, aguardemos o próximo jogo.
Abaixo do Mampituba, o Juventude aproveitou um erro de Fernandão e fez o crime nos colorados, mas 1x0 não é uma grande vantagem e a coisa toda se resolve no Beira Rio com a multidão vermelha ensandecida querendo rasgar e tacar fogo na touca da Amante Serrana. Ou seja, outra vitória que não valeu de muita coisa, assim como a Rubro negra.
Em São Paulo, o Parmêra também venceu a Ponte pelo placar mínimo. E como não temos palmeirenses no escrete, sinto-me livre para dizer que minha torcida é pela Ponte (mal aê, Gabrielzinho).
E, num momento diarinho descontrol, informo que não fui ao Maraca ontem, mas assisti ao segundo tempo (valeu, Fúria) na Praça Vanhargem, o maior reduto rubro negro da Tijuca e, sinceramente, no Aterro é mais emocionante.
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